Alimentos ricos em magnésio
Chocolate e Magnésio
O magnésio é um mineral que atua como coenzima em mais de 300 reações bioquímicas, inclusive nas funções nervosa e muscular, na regulação da temperatura corporal, no metabolismo energético, na síntese de DNA e de RNA e na formação de ossos (BENDICH, 2000).
O organismo humano contém aproximadamente 20 a 28 gramas de magnésio, dos quais aproximadamente 60% encontram-se nos ossos, 26% nos músculos e o restante nos tecidos moles e líquidos corpóreos.
Os tecidos com maiores concentrações de magnésio são aqueles que possuem maior atividade metabólica (coração, cérebro, fígado, e rins), mostrando assim o papel crítico do Magnésio na produção de energia (BRILLA e HALEY, 1992).
O magnésio também é necessário para ativar a bomba de sódio potássio, que bombeia o sódio para fora e o potássio para dentro da célula (BRILLA e HALEY, 1992). É um nutriente fundamental na conversão do aminoácido “triptofano” em serotonina – neurotransmissor com a função de controlar a liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo cardíaco, do sono, do apetite, entre outros.
O seu consumo promove o controle do desejo por doces e carboidratos, diminuição do inchaço e do estresse, melhora a disposição física e a performance na prática de esportes.
O consumo excessivo de açúcar refinado, produtos lácteos e alimentos industrializados tendem a reduzir os níveis de magnésio no sangue, fazendo-se imprescindível a sua suplementação Estudos mostram que a deficiência de magnésio no organismo pode acarretar sintomas
ocorridos no período pré-menstrual, como maior sensibilidade ao estresse, depressão do Sistema Nervoso Central (SNC), alterações de personalidade como: ansiedade, irritabilidade, emotividade excessiva, agitação, tensão, insônia, TPM, hiperatividade, anginas, cólicas menstruais, hipertensão, cãibras musculares, resistência à insulina e osteoporose (ABMC. 2009).
A biodisponibilidade do magnésio no organismo ocorre de acordo com a sua alteração no equilíbrio eletrolítico, como por exemplo, alta ingestão de cálcio, álcool, antibióticos, diarréia crônica, diuréticos e o
uso de contraceptivos orais (BRILLA e HALEY, 1992). Carroll et al., (2000), mostrou em sua pesquisa, que 100 indivíduos saudáveis que consumiram 300 mg de magnésio/dia, tiveram uma redução consistente e estatisticamente significativa da ansiedade e do estresse, assim como relatos de menor fadiga e melhor concentração.
Alguns estudos recentes mostram que indivíduos obesos apresentam maior resistência à insulina e menores concentrações de magnésio no sangue, quando comparados com controles não-obesos. Este pode ter efeito antiobesidade, porque pode formar sais com ácidos graxos no intestino e, dessa maneira, reduzir o conteúdo de energia digerível na dieta (TEEGARDEN & ZEMEL, 2003).
Como repor o magnésio
A reposição para quem é diagnosticado com a falta de magnésio é considerada muito fácil, pois a quantidade requerida diariamente não é muita.
Muitos recorrem primeiramente a suplementos para a reposição do mineral no organismo, mas deve-se levar em consideração que fonte de alimentos são mais saudáveis e melhores para o corpo.
Os suplementos podem até dar um impulso, mas tente primeiramente repor a falta de magnésio com alimentos saudáveis. Além disso, o corpo absorve o mineral de forma diferente em alimentos e suplementos. É necessária a ingestão de suplementos em casos mais avançados ou sob prescrição médica.