LIBRA - PARTE 2
VÊNUS
KATHLEEN BURT
Postado por dharma dhannyael
Geralmente, Hera não dirige sua raiva contra o
cônjuge, mas se enfurece contra a outra mulher ou o outro homem. O cônjuge não
teria abandonado o relacionamento por sua própria vontade livre -jamais. O
cônjuge era parte do "nós". Foi feitiçaria do terceiro que se
envolveu na relação. Nada em absoluto estava errado com o relacionamento em si. Esta é uma fase
surpreendente.
Um homem abandonado tenderá
a ficar mal-humorado, e uma mulher abandonada também não dará ouvidos à razão,
porque seu animus, sua natureza masculina interior, já sabe o que aconteceu.
Esse animus fala generalizações da vulnerabilidade do marido ao encantamento de
Afrodite e sua crise temporária da meia-idade.
Quando a raiva arrefece, num
tom frio, lógico, seu animus diz "Claro, ele vai voltar quando superar o
fascínio dela." Ou o animus pode elaborar um juízo moral: "Por que as
mulheres
modernas não podem se
comportar direito? Elas deveriam ter mais consciência em vez de tentar destruir
o casamento dos outros" - e a isso se segue uma longa cadeia de argumentos
lógicos.
"Mesmo que a outra não
seja um tipo moral, ela deveria saber que meu marido não ganha o suficiente
para sustentar duas famílias com conforto. Ela nem sequer pensa no seu próprio
futuro e no dos filhos. Para dizer a verdade, até deve ser muito estúpida...
Acontece, porém, que ela tem um diploma universitário... Mas este não é um
comportamento inteligente de uma pessoa culta..." E assim por diante.
