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terça-feira, 10 de julho de 2012

Carta a sua criança interior Ferida.






Carta a sua criança interior Ferida. 

Estou escrevendo para você que foi ferida na infância por seu pai, por sua mãe, que sofreu o medo da violência, do estupro, do desamparo, da injustiça, que viveu a impotência diante do mais forte na fase de sua vida que deveria ser  alegre, leve e feliz.
Você que "envelheceu" antes do tempo diante da brutalidade daquele que deveria proteger e não punir.

Existe uma linda mulher dentro de você, sua Alma é plena de beleza, amor e Luz.
A Alma  é o corpo do Esplendor do Espírito, do Buda, do Cristo Interior.

A violência física pode ter tirado das suas mãos o rolo de lã que tece o seu próprio destino, roubou-lhe o fio das ilusões, dos sonhos que tecem o futuro.
O que  nos leva a seguir em frente é a Esperança, a coragem, a confiança na justiça,no amparo e na proteção da vida e de Deus.

Você que conheceu o medo que paralisa diante da morte as vítimas da violência.
Você  criança que não compreendeu a violência do mundo e achou que era sua  culpa.
Aquele que me violenta, entra na minha mente, no meu mundo interno como parte de mim e planta a semente do medo, do fracasso, da impotência, do ódio no cenário da mente;
 o agressor  entra na mente como um adversário internalizado  - parte de mim -  perseguidor, reativo que se alimenta das emoções , da tristeza e do sentimento de inferioridade; e como um parasita é alimentado pelo ódio  e continua  em cena no agora querendo me destruir;

Clandestinamente, ou inconscientemente planta as sementes na terra que nascem os frutos “daquilo” que mais me aterroriza..."

Em nossa estória, vivemos várias situações e vários cenários e várias personagens. aquele que está paralisado no trauma,  que viveu no tempo de violência do passado, pode no agora, entrar em cena  “vestido com o personagem ferido, vencido, raivoso, impotente e dominado de ontem...
" Um dia, eu vejo que nasceu no meu caminho, em minha vida em minha mente, cerca de espinhos intransponíveis, como se fossem colocadas ali, por mim".