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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Vitamina D - Insuficiência no organismo

 
                                              

 Vitamina  D- Insuficiência no organismo 
RESUMO da Pesquisa
Atualmente, a insuficiência/deficiência de vitamina D tem sido considerada um problema de saúde pública no mundo todo, em razão de suas implicações no desenvolvimento de diversas doenças, entre elas, o diabetes melito tipo 2 (DMT2), a obesidade e a hipertensão arterial.

A deficiência de vitamina D pode predispor à intolerância à glicose, a alterações na secreção de insulina e, assim, ao desenvolvimento do DMT2. Esse possível mecanismo ocorre em razão da presença do receptor de vitamina D em diversas células e tecidos, incluindo células-β do pâncreas, no adipócito e no tecido muscular.

 Em indivíduos obesos, as alterações do sistema endócrino da vitamina D, caracterizada por elevados níveis de PTH e da 1,25(OH)2D3 são responsáveis pelo feedback negativo da síntese hepática de 25-OHD3 e também pelo maior influxo de cálcio para o meio intracelular, que pode prejudicar a secreção e a sensibilidade à insulina.

 Na hipertensão, a vitamina D pode atuar via sistema renina-angiotensina e também na função vascular. Há evidências de que a 1,25(OH)2D3 inibe a expressão da renina e bloqueia a proliferação da célula vascular muscular lisa.

 Entretanto, estudos prospectivos e de intervenção em humanos que comprovem a efetividade da adequação do status da vitamina D sob o aspecto "prevenção e tratamento de doenças endocrinometabólicas" são ainda escassos. Mais pesquisas são necessárias para se garantir o benefício máximo da vitamina D nessas situações.

Descritores: Vitamina D; diabetes melito; obesidade; hipertensão 
VITAMINA D, NOVOS HORIZONTES

A vitamina D é bastante conhecida pela sua função no desenvolvimento e na manutenção do tecido ósseo, bem como pela manutenção da homeostase normal do cálcio e do fósforo. Porém, evidências recentes sugerem o envolvimento dessa vitamina em diversos processos celulares vitais, como: 

diferenciação e proliferação celular, secreção hormonal (por exemplo: insulina), assim como no sistema imune e em diversas doenças crônicas não transmissíveis (1-5).

sábado, 29 de dezembro de 2018

A Candida, os fungos e a obesidade.




Os fungos que podem estar por trás da obesidade:
 Candida, agora até tu?

Lúcia Helena


  Esta é a imagem acima  de fungos do gênero Candida, mais comuns no intestino dos obesos. Crédito: iStock... -
Esta é a imagem de fungos do gênero Candida, mais comuns no intestino dos obesos. 

Que, lá no intestino, existem  bactérias mais presentes em gordos e  bactérias mais frequentes em magros, isso já é bem conhecido. Mas outros seres microscópicos resolveram botar o seu pezinho na balança e aqui eu lhes apresento o admirável mundo novo da micobiota. Ah, sim, você leu certo. Aqui é "mico" mesmo, como na palavra micose. Micobiota.

Não é da micro, a microbiota intestinal, que estou falando,  que seria o conjunto inteiro dos mais diferentes micro-organismos  habitantes desse espaço, diria, tão cosmopolita — superlotado não só pelas famosas bactérias, mas por vírus, arqueas, parasitas e, sim, fungos. E o papo agora é focado nestes inquilinos, a nossa tal de micobiota.

Dizer que são poucos os estudos questionando o seu papel na obesidade seria um gigantesco exagero. Isso porque até o momento só existem dois — dois! —  trabalhos relacionando fungos e excesso de peso. Um deles foi realizado no México.

 O outro, mineirinho e recém concluído, é assinado por um time da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), para a gente fechar o ano com mais esta: por fora corpo rechonchudo, por dentro intestino bolorento.

No trabalho liderado pela farmacêutica bioquímica Francis Borges, professora da UFJF, foi comparada a micobiota de três grupos: 24 indivíduos obesos, 24 pessoas ligeiramente gordas ou com sobrepeso e, para completar, 24 criaturas magras.

 Todos foram pesados, medidos, preencheram questionários e contaram tintim por tintim como era o seu dia a dia, incluindo, claro, o que costumavam comer e beliscar por aí.

Também fizeram exames de sangue  para que Francis Borges e sua equipe checassem a quantas andavam o colesterol, os triglicérides, a glicemia… O ponto alto da batelada de testes foi deixar, óbvio, amostras de fezes para o escrutínio dos pesquisadores.

Nessas amostras, existiam 854  unidades formadoras de colônias  — cada pontinho na lâmina, uma verdadeira comunidade desses "micos" pronta para se expandir. Impossível saber quão numerosas cada uma delas e contar fungos um por um para fazer um censo. Eu explico.