CENTRO FRONTAL – AJNA. Parte 2
O centro
Frontal em sânscrito denomina-se Ajna que etimologicamente significa comando,
mandamento. Corresponde ao conhecimento verdadeiro e tem como função integrar e
unificar. Está ligado ao crânio, que pode ser considerado como vértebras
transformadas, e aos hemisférios direito e esquerdo do cérebro.
Em Ajna as
correntes solilunar, Ida e Pingala, se unem. A partir desse centro há apenas um
único canal energético, Sushumna, que sobe em direção ao centro Coronário. Com
a abertura do sexto centro, o homem se reunifica. Há nele uma fusão do céu e da
terra, uma reunificação de suas duas naturezas.
Se o éter
mental é, de certo modo, uma quintessência ligada ao plano horizontal, a vida
manifestada no Frontal constitui uma quintessência espiritual.
Na Tradição
chinesa este centro está ligado ao “mundo dos deuses”. Ele está no ponto de
entrada e saída da energia no corpo, na forma. Os planetas associados a ele são
Sol e Lua e é representado pelo lótus de duas pétalas.
Seu mantra é Om e sua cor clássica é a
fulgurante chama branca. O Frontal, que corresponde ao éter do Som, está na
raiz de todas as forças da natureza em sua expressão sutil.
O seu elemento
cósmico é o Fogo criador, enquanto no centro precedente, o Laríngeo, o elemento
cósmico é a Água criadora. No centro Frontal o sono toma-se consciente como se
estivéssemos num estado subconsciente. Trata-se de uma condição semelhante a da
insônia, quando, por momentos, não sabemos se estamos ou não dormindo.
Não me refiro ao tipo de insônia na qual a
mente e os pensamentos
não param de trabalhar, mas ao estado de passagem entre duas águas, onde há uma
consciência de estar desperto e, ao mesmo tempo, uma espécie de sonolência.
À medida que
os centros vão se abrindo, a consciência é impulsionada a campos que
desconhecemos em nosso nível atual. Isso explica por que uma pessoa que evoluí,
que desperta, precisa cada vez de menos sono.
Vive
perfeitamente com algumas horas de sono por dia e, ainda assim, trata-se de um
sono quase consciente.
No centro
Frontal temos uma visão global e transcendente, que percebe os ciclos. E a
região do urna, termo sânscrito que
significa pedra frontal, terceiro olho, o olho de Shiva, cuja ação é como a do
raio.


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