Complexo de Vítima ou de mártir?
Fazer-se de “vítima”
ou de “mártir” são dois dos mais perigosos jogos que o Ego pode jogar. Ambos
são jogos que podem destruir nossa vida a não ser que, simplesmente,
recusemo-nos a continuar jogando.
Mary era um exemplo
clássico de vítima. Ela sofreu maus-tratos na infância, foi criada numa sucessão
de lares adotivos e, depois, casou-se com um homem que a espancava
habitualmente.
Grávida do terceiro
filho, e com a gestação já avançada, o marido atirou-a contra uma cômoda e, em
seguida, deu-lhe um pontapé. Ela foi levada para um hospital com três costelas
quebradas mas, surpreendentemente, o bebê sobreviveu. Uma assistente social foi
convocada e, com muito apoio, Mary mudou-se para um refúgio para mulheres e,
depois, para um pequeno apartamento.
Dentro de alguns
meses, ela estava em sérias dificuldades financeiras e comprometida com um
homem que, segundo suas amigas, tinha um histórico de comportamento violento.
“Sei que sou uma tola”, disse ela, “mas parece que simplesmente não consigo
ajudar a mim mesma!”
Ela sabia que estava
atrapalhando a própria vida e, mesmo assim, continuava. “Se ao menos eu tivesse
tido uma infância tranquila, talvez nada disso tivesse acontecido...”
Entrementes, um grande número de terapeutas e de outros profissionais tentaram
inutilmente ajudá-la, sentindo-se eles próprios cada vez mais impotentes.
