O que a ciência já sabe sobre a conexão cérebro e intestino?
Organizado
por professora da USP, livro ajuda a entender como se dá a integração entre o
cérebro e o sistema digestivo, e suas consequências para a saúde e o
adoecimento
Texto: Fabiana
Mariz
Arte: Joyce
Tenório*
“Antigamente
se falava em distúrbios gastrointestinais funcionais e, atualmente, essas
condições foram rebatizadas para interação cérebro-intestino. Alterações deste
eixo vão repercutir na saúde de maneiras diferentes e em diferentes áreas da
medicina”, afirma Marcos Zanetti –
A conexão
entre intestino e cérebro vem sendo cada vez mais estudada pela comunidade
científica e essa comunicação já é reconhecida como um sistema fisiológico
fundamental para a regulação homeostática – processo pelo qual o organismo
mantém constantes as condições internas necessárias para a vida – do corpo
humano.
Chamado
também de eixo intestino-cérebro, é composto de três centros principais:
conectoma cerebral, conectoma intestinal e microbioma intestinal, além de
amplas e múltiplas redes de comunicação entre eles. Imunidade, metabolismo,
ciclo circadiano e comportamento são modulados pelo eixo intestino-cérebro.
Quando
estamos ansiosos ou estressados, sentimos dores abdominais ou diarreia, por
exemplo. Ou aquela sensação de “frio” no estômago que temos antes de passarmos
por algo importante. Ou, ainda, quando comemos algo que nos faz mal e
instintivamente evitamos ingeri-lo novamente.