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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A Natureza da Mente (Visão oriental)





Há evidências de que existe algo no nível mental além de nossas mentes comuns, individuais, e isso pode ser percebido no processo criativo. Jung chamou-o de “inconsciente coletivo”, mas preferimos o termo “metamente”

 Esse termo indica que está além de e sob - a origem da mente comum. O inconsciente coletivo não transmite a idéia de origem, que é da maior importância (Blakemore, 1977).

A televisão se presta a uma analogia de todo o sistema e processo. O aparelho é o receptor, o hardware, e, por si mesmo, não pode nos fornecer informações sobre o programa que estamos olhando, os comerciais, a programação de determinado canal, o diretor etc. Tudo isso é exterior à operação da televisão.

 Sem o aparelho físico não poderíamos ter a recepção de qualquer programa, mas sem todas as estações e suas transmissões, o aparelho apresentaria apenas estática.

 Tanto o aparelho quanto o processo de transmissão precisam de energia eletromagnética para funcionar. Nesta analogia, o aparelho representa o cérebro físico, os programas e os comerciais representam a atividade da mente, e a energia eletromagnética simboliza aquilo que permite que o cérebro e a mente operem.

 Avançando um pouco mais nesta analogia, a energia eletromagnética representa o “material” subjacente, a “metamente”, necessário à atividade de  nossa mente.

As tradições orientais veem a mente de um modo totalmente diferente do ocidental.

De acordo com Swami Muktananda (1976) “A mente é o corpo do Eut e também “a mente nada é senão um pulsar de consciência”.