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terça-feira, 21 de março de 2017

A criança seu temperamento e personalidade 2



Necessidades dos coléricos
Segunda parte.

Tendo em vista que a necessidade primeira da criança colérica é o controle, e certamente não se pode ceder sempre o comando da família ao seu membro mais jovem, são sábios os pais que procuram outras necessi­dades dos filhos que se enquadram nesse tipo e fazem o melhor que podem para atendê-las.

A necessidade mais fácil de tentar atender é a de admiração pelo trabalho verdadeiro. Enquanto a criança sanguínea fica feliz se admirada apenas por estar ali, por existir, a criança colérica não responde bem ao elogio caso não se sinta merecedora.

Quando Deborah (que tem um traço colérico) tinha 4 anos, adorava arrumar documentos com muitas páginas. Se eu solicitasse sua ajuda para um “trabalho de adulto”, ela se dedicava até completar a tarefa.
 Seu lado sanguíneo gostava da companhia de adultos, enquanto o lado colérico tentava ser mais rápido e eficiente do que eu.

Crianças coléricas se caracterizam pela necessidade de respeito à sua versão de lealdade e podem transformar a maioria das situações em uma questão de respeito.

 Para elas, geralmente existem apenas duas posições na vida: ou se está do lado delas, ou não se está do lado delas. Qualquer atitude, vinda de quem for, que contrarie sua ideia sobre o que deve acontecer pode ser interpretada como uma questão pessoal de falta de lealdade.

 O lado positivo dessa exigência de lealdade, no entanto, é que não existe amigo ou membro da família mais leal do que um colérico.

Com crianças coléricas, é preciso usar de absoluto senso de justiça ao decidir de quem é a vez de sentar no banco da frente e em todas as demais situações que envolvam escolhas.

A criança colérica tem um forte desejo de ser a melhor e mais rápida. Ela quer tudo escrupulosamente justo - especialmente se a justiça apontar a favor dela!

Florence Littauer não inclui “acusar” como uma das necessidades do colérico. Pela minha experiência, porém, como a criança colérica sabe exatamente do que precisa e como as coisas devem acontecer, quando os fatos não seguem seu “roteiro”, ela acredita que deve encontrar um culpado e faz o escolhido passar por maus pedaços.


Quando Rob era pequeno, costumava se mostrar tão aborrecido € n infeliz que eu sempre pensava: “Esse menino precisa de um cachorro. ” 

Infelizmente, nossa casa não comportava um animal, e isso jamais ocor­reu. Contudo, tenho certeza de que teria sido um enorme conforto para ele. Com um cachorrinho, ele poderia extravasar suas tristezas sobre as injustiças do mundo, poupando assim os pais e as irmãs de serem “alvos de acusações”

Uma vez que a forma principal de influência dos coléricos é a raiva, não admira que, quando preocupados com alguma coisa que não podem controlar em seu mundo, frequentemente descontem na pessoa mais próxima.


Necessidades dos melancólicos

A criança melancólica é movida pela necessidade de deixar o mundo perfeito - isto é, ordenado e previsível. A melhor coisa a fazer é respeitar sua necessidade de espaço e silêncio.

Os momentos decisivos são a volta do jardim de infância ou da escola, quando a criança melancólica já usou sua cota de palavras e esgotou sua tolerância.
 É quando ela anseia por estar em um espaço aberto ou por pri­vacidade e quietude. Cuide para que ela tenha o espaço e o silêncio de que necessita e logo a terá de volta, pronta para brincar e se divertir.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A Segurança da Empatia na sua vida e na vida da criança.




A Segurança da Empatia  na sua vida e na vida da criança.

Bruce está mal-humorado e sua mãe diz: “Vá para o seu quarto, até que possa ser agradável aos outros.” Ela lhe permite que fique irritado, mas evidentemente não o quer por perto nessas condições. Em suma, ela deixa claro que o seu mau humor é um convite à rejeição.

As emoções negativas fortes criam tensão interior; no entanto, muitas vezes recusamos a ajuda construtiva quando as crianças mais necessitam dela. Dizemos que queremos a confiança de nossos filhos, mas nossas reações, muitas vezes, os afastam. E se não podemos aceitar os sentimentos de uma criança, também ela aprende a rejeitá-los.

Necessidade de empatia
Pense, por um momento, em você mesmo. Quando você comunica um sentimento não quer ser desaprovado ou encontrar razões que o façam negar o que sente. Você quer ser ouvido com compreensão. Quando você espera ser compreendido, sente-se seguro para falar.

Imagine por um momento que está profundamente preocupado com uma operação a que sua filha deverá se submeter proximamente. e conta suas preocupações a uma amiga.

 Se ela responde: “Ora, não se preocupe. Tenho certeza de que tudo correrá bem”, você dificilmente se sentirá compreendido. Essa tentativa de tranquilizá-lo não representa absolutamente nada. Muito provavelmente, você pensará:

“Grande ajuda dizer isso. Aposto que ela nunca teve uma filha que precisasse ser operada.”

Mas suponhamos que, em lugar disso, ela tivesse dito com ênfase:

 “Meu Deus, são dias de preocupação para você!” Essas palavras e esse tom mostram que ela compreende como você está se sentindo no  momento. Você não expressa seus receios para que lhe digam que são infundados;
você quer compreensão para diminuir o peso da preocupação. Sofrer sozinho é sempre mais difícil do que saber que os outros “estão” com você. A compreensão humana provoca conforto e segurança e vence a distância da alienação.

O que é a empatia

Há uma palavra especial para esse tipo de compreensão que todos desejamos. E empatia. Algumas pessoas confundem simpatia com empatia.