Eu não perco a cabeça com a raiva.
“A mente, tomada pela raiva- O Reino dos Infernos"
“A mente, tomada pela raiva- O Reino dos Infernos
O padrão emocional do ódio e da raiva muitas vezes nasce da impotência e do abuso que a criança sofre na infância.
Reagimos sempre da mesma maneira quando sentimos que estamos ameaçados, e com medo de sermos destruídos.
A impotência gera a nossa sombra raivosa e vingativa, cega, desequilibrada emocionalmente que vai crescendo quando a alimentamos. A impotência pode descarregar seu ódio no corpo, contra si mesmo.
O sentimento de raiva, de ódio, vingança e frustração pode ser uma herança que carregamos de vidas passadas e que aquece nossas emoções em situações de perigo, ameaças e de injustiça.
O inferno da raiva incorpora um personagem do passado ferido, escravizado, humilhado, desesperado, vestido para a vingança e sem paz.
A raiva circula no sangue e reage ao mundo sem controle.
A inteligencia emociona é estruturada na infancia, com amor, limites e espaço para a raiva.
Se você não tem controle emocional da sua raiva, não cresceu emocionalmente.
Faça um diário da sua raiva e procure compreender sua criança e assim, equilibrar seus sentimentos e emoções.
A resiliência consiste em equilíbrio entre a tensão e a habilidade de lutar, além do aprendizado obtido com obstáculos e sofrimentos.
Dharmadhannya.
É o quantum de raiva internalizada que cada um traz consigo, como parte integrante de sua personalidade, que o faz sentir-se mais ou menos desconfortável.
Desta forma, a sensação de inadequação e culpa voltará a surgir todas as vezes que tentarmos expressar a nossa raiva para aquele que amamos.
E é essa sensação que nos impedirá de amar verdadeiramente, pois quando sentimos algo ruim em nosso interior, deixamos de nos considerar merecedores de amor.
Por fim, enquanto nos sentirmos prejudicados por alguém ou uma situação, manteremos uma ferida aberta que nos tornará cada vez mais amargos.
Até mesmo aqueles que se proíbem de sentir raiva acabam por descobrir que ela está inevitavelmente em seu interior e se tornou uma força destrutiva, Por isso, o melhor é lidar com nossa hostilidade interna.
Seja por meio da psicoterapia ou pela ajuda de amigos íntimos, precisamos começar a ensaiar nossa capacidade de expressar a raiva de forma não destrutiva, mas de maneira assertiva.
O primeiro passo para apaziguar a hostilidade interior é a auto compaixão. Devemos aprender a ver a raiva em nosso interior simplesmente como um sinal de que estamos desequilibrados — ou seja, ultrapassamos nossos limites ou não soubemos nos defender, mas não somos ruins por isso.
