A inveja - Pesquisam nos revelam...
Resumo
Inveja : Quem está livre dela?
Revista Mente e Cérebro
Por Jan Crusius e Thomas Mussweiler
DIFÍCIL DE SER ADMITIDO, O
SENTIMENTO TEM NUANCES QUE VÃO DO INTENSO DESEJO DE DESTRUIR A FELICIDADE
ALHEIA À MOTIVAÇÃO PARA BUSCAR REALIZAÇÕES PESSOAIS; ESTUDOS RECENTES REVELAM
QUE RECONHECÊ-LO PODE NOS AJUDAR A SUPERAR LIMITAÇÕES.
É raro encontrar alguém que, em nenhum momento
tenha sido alvo da inveja alheia. Ao mesmo tempo, porém, ninguém gosta de
admitir que nutre esse sentimento em relação a qualidades, oportunidades ou
posses de outra pessoa afinal, reconhecer isso pode ser interpretado como
fraqueza ou mesmo defeito de caráter.
Para
atenuar o eventual mal-estar, muitos recorrem ao termo “inveja branca” para se
referir a um sentimento de admiração “não destrutivo”.
O fato, porém, é que as várias manifestações e
intensidades da inveja fazem parte do dia a dia e são, com alguma frequência,
explicitadas nas artes e na cultura.
Numa passagem bíblica clássica, o invejoso
Caim, filho de Adão e Eva, mata Abel, seu próprio irmão. Na Antiguidade, o
filósofo grego Sócrates a considerava “a úlcera da alma”.
