Como há o reino
da alegria, existe também um mundo onde a diversidade não existe; onde só há a
unidade. É superior ao reino da alegria, pois se a alegria é o reino das ideias
universais, a unidade está atrás das ideias. Não podeis falar com nenhuma
exatidão acerca deste reino, porque as palavras são diversidades.
Portanto, só uma
palavra serve para a denominação deste reino: é o reino da unidade. Não somente
não há necessidade ali de outras palavras; não existem outras palavras, pois
só a palavra “unidade” expressa tudo. Analisar é perdê-la, sintetizar é
perdê-la; a unidade não pode ser analisada nem sintetizada: é una.
O que se há de
utilizar então nos mundos inferiores? Isto: obtendo-lhe o sabor. O sabor
da unidade pode ser provado pela mente, e ainda pode expressar-se em ação como esforço
mútuo. Sempre que há um esforço mútuo ...nos mundos inferiores, é que os
homens captam o sabor da unidade. A unidade das Almas, das Mônadas, dos
anjos...
Nos mundos superiores; acima da mente, nenhuma
outra coisa existe, oque nossa consciência alcance – o mundo sem formas; porque
eles se acham mais próximos do mundo da unidade: a unidade é sua verdadeira
vida. Sobre ela, talvez uma sentença a exprima com acerto; é a incorporação da
vontade de Deus.
Desta vontade irresistível nada pode saber o
homem dos mundos inferiores. Que ela manifesta todas, que mantém todas coisas
em existência, que é o poder impulsionante por trás de toda a vida, estas
coisas se podem saber, mas são seus atributos e não a vontade em si.
Pela vontade o homem pode elevar-se através do
pensamento, através do reino das ideias e
ainda através da unidade, até o puro Eu, ou Eu superior, ou Mônada. Então ele pode conhecer a vontade de Deus.
