É da natureza da mente humana vagar. Nós naturalmente criamos narrativas, fantasias e acumulamos tagarelice mental à medida que nos movemos ao longo de nossos dias. Certos fatores podem exacerbara tagarelice mental ; estresse, cafeína, longos dias de trabalho e ansiedade podem fazer com que pareça quase impossível para a mente desacelerar.
É essencial implementar práticas que possam aliviar os ruídos da mente e retornar ao nosso corpo. Pranayama é uma maneira poderosa de acalmar a mente e aliviar o estresse e a ansiedade. Experimente estas técnicas calmantes de pranayama quando sentir que sua mente não vai parar de funcionar.
Nadi Shodhana
Nadi Shodhana, ou respiração de narinas alternadas, é uma forma popular de pranayama que equilibra os hemisférios esquerdo e direito do cérebro, ajudando a equilibrar as energias masculinas e femininas no corpo. É uma forma profundamente purificadora e equilibradora de pranayama que promove o relaxamento e reduz o estresse e a ansiedade.
Para praticar Nadi Shodhana, comece em um assento confortável, com as costas eretas e os ombros relaxados. Relaxe a palma da mão esquerda e coloque o dedo indicador e médio da mão direita na palma da mão. Inspire pelas duas narinas, feche a narina direita com o polegar e expire pela esquerda. Inspire pela narina esquerda e, em seguida, tampe a narina esquerda com o anel e o dedo mindinho para expirar pela direita. Inspire pela narina direita e continue o processo.
Repita esta respiração por 21-48 rodadas, respirando lentamente com controle. Reserve alguns momentos para sentar em meditação depois e permita que a prática afunde.
Respiração Ujjayi
Se você praticou ioga,é provável que esteja familiarizado com a Respiração Ujjayi
Encontre uma posição confortável e comece a respirar pelo nariz. Direcione a respiração para o diafragma, expandindo na inspiração e permitindo que ela se contraia na expiração. Na próxima expiração, contraia levemente a garganta para que a expiração crie um som suave e oceânico vindo do fundo da garganta. Inspire lentamente e expire com a respiração Ujjayi. Continue esse padrão de respiração lenta e intencional enquanto medita em suas inspirações e expirações por até cinco minutos.

A maioria de nós respira superficialmente e de nossos peitos, mesmo sem perceber. Esse tipo de respiração não é propício para acalmar a mente e pode exacerbar a tensão em nosso sistema. Respirar pelo diafragma comunica ao nosso corpo que estamos seguros, promove um relaxamento profundo e até ativa o sistema nervoso parassimpático . Deitar em pose de crocodilo para praticar a respiração abdominal nos ajuda a refinar a respiração e alcançar um profundo estado de calma.
Venha deitar-se de bruços. Crie um travesseiro com as palmas das mãos para descansar a testa. Deixe os dedos dos pés virados para fora e os calcanhares para dentro. Você pode colocar um bloco na parte inferior das costas, se tiver um. Comece a respirar lenta e profundamente na parte inferior do abdome. Sinta seu estômago se expandir e pressionar o chão enquanto você sente o bloco subir e descer com a respiração.
Continue a respirar pelo diafragma, deixando seu corpo pesado a cada expiração. Ao respirar, você pode adicionar uma contagem à sua respiração, criando inalações e exalações de igual duração em uma contagem que seja boa para você. Continue esse padrão por 5 a 10 minutos, dando a si mesmo tempo para fazer a transição e voltar ao seu dia quando terminar.
Nossa respiração é uma maneira profundamente poderosa de obter o controle de nossa paisagem mental. Quando você perceber que sua mente está funcionando ou está passando por estresse e ansiedade, reserve alguns momentos do seu dia para voltar à respiração e praticar uma dessas técnicas de pranayama para a quietude mental.
*Respiração Sheetali
Sheetali é um tipo de pranayama de natureza refrescante. Vem da raiz sânscrita, que significa “frio” ou “frígido”. Sheetali se traduz como 'aquilo que é calmo, sem paixão e calmante'. Praticar sheetali ajuda a esfriar e acalmar uma mente hiperativa, trazendo seu estado mental de volta a um estado de equilíbrio e paz.
- Sente-se em um asana confortável com as palmas das mãos nos joelhos.
- Enrole a língua pelos lados para formar um tubo estreito.
- A lingueta é dobrada de ambos os lados e as bordas quase se encontram no centro na parte superior.
- Respire lentamente. Primeiro preencha o abdômen, depois o tórax e por último a região do pescoço.
- Esta é a respiração yogue completa.
- Puxe a língua para dentro da boca e feche a boca .
- Dobre o pescoço para frente para fazer a trava do queixo, também chamada de Jalandhara Bandha
- Segure a respiração por algum tempo, tanto quanto você estiver confortável
- Solte Jalandhara Bandha e expire lentamente pelo nariz
- Esta é uma rodada de Sheetali Pranayama. Pode-se fazer quantas rodadas você se sentir confortável.

Aprenda a fazer
Sentado com a coluna ereta, relaxe os músculos da face e então
- coloque a língua um pouco para fora da boca em forma de canaleta.
- A língua fica em forma de “U” e os lábios ficam ao seu redor.
- Inspire pela boca conduzindo o ar suave e profundamente pela língua.
- Em seguida solte todo o ar lentamente pelo nariz, nesse momento
- você pode desfazer a posição da língua e fechar a boca.
- Com os pulmões vazios, refaça a posição da língua e volte a
- encher os pulmões com o ar passando pela língua onde ele
- é arrefecido, refrescando as artérias no interior da boca.
- Conduza então novamente o ar para fora dos pulmões pelas narinas,
- finalizando a 2° volta.
Harih Om
Por Gilberto Schulz
Quando predomina o dosha Vata, a pessoa possui as seguintes características físicas: pele fria, massa corporal leve, pele e cabelos seco e uma mobilidade solta e rápida. Psicologicamente, são adaptáveis como o ar, criativos e expansivos como o éter, devido a sua sensibilidade, tendem a possuir veia artísticaos doshas – o caminho do Ayurveda para definir personagens, desequilíbrios e doenças. Doshas são a constituição fisiológica de um indivíduo controlada pela contribuição de elementos universais – terra, água, fogo, ar e éter – e suas propriedades relacionadas. Eles são as impressões azuis para a saúde e realização.
Continuei a prática naquele dia com foco no papel do yoga para equilibrar os doshas e como as poses específicas do yoga os otimizam. Ao final da aula um participante veio até mim e disse: “Gostei de toda a aula e da sequência. Mas ainda não tenho nenhuma pista sobre os doshas e seus controles sobre minha vida”. Como instrutor de ioga, tenho certeza, você já esteve nessa situação.
Mudei meu estilo. Eu continuo com “há dois tipos de personalidade, uma acha muito difícil relaxar e outras acham difícil agir em qualquer coisa” (e, é claro, há um no meio).
Vou falar apenas sobre o vata dosha aqui. As contribuições para este dosha vêm do ar e do espaço. Ele fornece o movimento necessário para os processos físicos, mentais e emocionais. É chamado de 'um dosha que se move'.
Vata é o líder de outros doshas e está localizado no cólon. Vata corresponde ao chakra da garganta. A função mais importante de Vata é controlar o sistema nervoso central. As pessoas Vata tendem a ter mentes inquietas com memórias fracas. Eles tendem a ser artísticos e criativos com uma boa imaginação, às vezes eles exageram nos prazeres.
Yoga adiciona estabilidade ao vata . Poses que trabalham no cólon, intestinos, pélvis, coluna lombar e sacroilíaca equilibram vata, trazendo energia de volta para a base do tronco. Torções e inversões da coluna vertebral de todos os tipos acalmam este dosha.
Para tornar um vinyasa mais pacificador de vata, mova-se deliberadamente e lentamente, estendendo o tempo que você mantém cada pose. Preste também atenção às transições entre as poses, realizando-as com consciência, em vez de correr para a próxima pose.
Agora eu entendo por que os visionários do yoga incorporaram essas poses de yoga no final da prática de yoga. Eles o acalmam em estágios finais meditativos e contemplativos da prática de ioga. Essas posturas aumentam o metabolismo e a digestão e aumentam a quantidade de triptofano produzida no corpo.
As pessoas de Dosha Pitta geralmente têm a tendência a serem mais fortes, de juntas lubrificadas, fogo digestivo alto e temperamentos mais impulsivos, intensos e até competitivos.
Para estas pessoas, o conceito para as equilibrar é “refrescar”. As pessoas com o predomínio de Pitta têm predominando em sua composição os elementos fogo e água. Se o fogo aumentar há que desenvolver atividades e cuidar da alimentação para refrescar a sua fisiologia e temperatura. As práticas de interiorização espiritual e do yoga são muito benéficas para balancear a energia destas pessoas pois são muito competitivas.
Algumas Asanas do Yoga os ajudam em especial as que massajam a região abdominal, o fígado e a vesícula. Importante que a prática de Yoga não gere muito calor, especialmente na região da cabeça, por isso deve-se evitar que permaneça nas posições invertidas por muito tempo.
Abaixo estão alguns exemplos de Asanas indicados para pessoas de Dosha Pitta:
É indicado também que a prática não seja muito rápida ou cansativa,
mas sim mais calma, refrescante e intuitiva.
No final da aula também pode se fazer um exercício de respiração que
ajuda a esfriar o corpo, chamado Seetkari.
O dosha Pitta é a combinação do fogo com água. É o dosha mais quente, logo, tem a importante função de controlar o metabolismo e o fogo digestivo (Agni).
Diversos fatores podem agravar ou desequilibrar Pitta, como alimentos muito apimentados, incluindo pimenta-preta, cayenne e curry; frutas e vinhos ácidos; iogurtes; fumo; frituras e alimentos gordurosos (como pasta de oleaginosas); trabalhar próximo ao fogo ou expor-se ao Sol ou ao excesso de calor úmido (sauna úmida). A Ayurveda conta com diversas terapias para equilibrar os doshas, entre elas está a alimentação adequada para cada um.
Alimentos que podem equilibrar Pitta
Pessoas com desequilíbrio em Pitta devem evitar alimentos quentes, picantes, salgados e o excesso de condimentados, de sabores picante e ácido. O consumo de alimentos gordurosos, também, deve ser evitado, até mesmo as castanhas e nozes, que podem provocar enjoos e diarreia, bem como a ingestão de álcool, café e chás com cafeína.
Como medida terapêutica, recomendamos alimentos crus e frescos de sabores doce, amargo e adstringente. Saiba mais sobre os alimentos que equilibram Pitta:
– Frutas maduras e adocicadas: cereja, amora, tâmara, uva, laranja-lima, pera, figo, melão, manga, ameixa, coco, maçã e abacate.
– Chá de ervas (pode ser chá gelado): camomila, dente-de-leão, hortelã, neem, carqueja e capim-limão.
– Vegetais adocicados e amargos: aspargos, beterraba, brócolis, alface, cenoura, couve-flor, cogumelos, brotos, batatas, aipo, abóbora, espinafre, pepine e bardana.
– Condimentos (nunca em excesso e evitar os picantes): cominho, coentro, hortelã, salsa, cebolinha, sal de rocha, louro e açafrão.
Ainda, beber água à temperatura fresca pode dar a sensação de conforto para resfriar o calor interno que pode ser alto.
As pessoas com predominância do Dosha Kapha têm em maior quantidade na sua composição física os elementos: água e terra. O Dosha Kapha, como também os outros dois, também esta relacionado com reacções psicofísicas, ou seja com os Gunas Mentais.
A estabilidade, constância e tranquilidade são algumas das características das pessoas com a predominância do Dosha Kapha, podendo aparentar uma constituição física mais pesada, sólida com energia vital duradoura, grande vigor físico, digestão mais lenta e andar lento.
Quando em equilíbrio, as pessoas com este Dosha tem a tendência em serem mais serenos, pacientes, generosos, protetores com grande tolerância. Entretanto quando em desequilíbrio podem aparentar características letárgicas, insensíveis, possessivas e indolentes.
Com o Yoga, reequilibramos este Dosha com bastante movimento, dinâmica e progressão; uma prática mais energizada, com um aumento de exercícios em pé e de equilíbrio – que trabalham as emoções e o sistema nervoso – e uma diminuição de Asanas de longa permanecia, exercícios sentados e de flexão – que aumentam a letargia. Práticas como Ashtanga Vinyasa e Power Yoga são indicadas.
Exercícios de abertura peitoral (extensão torácica) são ótimos para estimular a energia que tende a ficar acumulada na região “sede” de Kapha. Estes exercícios ajudam ainda a estimular a atividade pulmonar, assim como eliminar excesso de muco.
Asanas indicados para as pessoas de Dosha Kapha:
Garudasana: Ajuda na concentração e equilibrio físico e emocional
De acordo com o Ayurveda, apesar de existirem diferentes doenças e fatores patogênicos, todos são produtos da desarmonia dos três humores biológicos, Vata, Pitta e Kapha. Os doshas são fatores desencadeantes de doenças físicas e psicológicas; indicam desordens emocionais, desequilíbrio mental e disfunções fisiológicas.
O Ayurveda tem como objetivo equilibrar os humores para neutralizar o processo de formação das doenças. Não é, como a medicina ocidental, uma questão de classificação da doença ou identificação do agente patogênico. O Ayurveda coloca maior ênfase na raiz da doença, que é tratada através da harmonização dos doshas.
O processo curativo do Ayurveda envolve:
1. Alimentação
2. Fitoterapia ( uso de plantas medicinais)
3. Massagem
4. Rotina diária (Dinacharya)
5. Yoga
6. Meditação
Frequentemente, segundo o Ayurveda, mudanças na nossa rotina diária e melhoria da nossa alimentação farão mais pela nossa saúde a longo prazo do que tomar remédios ou procurar tratamento médico. Não existe nenhum substituto para a nossa maneira correta de vida.
Hábitos de Vida
É necessário estabelecer o apropriado estilo de vida para cada constituição única, mantendo uma certa consistência e harmonia porém com flexibilidade para respondermos às agressões impostas à saúde a todo momento.
A rotina ayurvédica nos coloca em sintonia com o Universo e a força cósmica da vida. Esta rotina necessita de um esforço para ser estabelecida no começo; porém, após criada torna-se autossustentável. Estes regimes diários foram feitos para estabelecer um programa mensal e anual a serem seguidos.
As doenças e seu tratamento no Ayurveda são explicadas de acordo com os humores biológicos. A constituição Kapha tende a ter doenças do tipo Kapha.
É possível que uma pessoa tenha uma doença causada por desequilíbrio de outro dosha que não corresponda a sua constituição predominante. Neste caso a natureza da doença deve ser cuidadosamente examinada; como regra geral, doenças de um humor diferente da constituição básica do indivíduo são mais fáceis de tratar. Uma doença pode ser identificada através de seu desequilíbrio humoral de acordo com os sinais e sintomas presentes.
A principal dificuldade que temos em qualquer forma de tratamento natural, como o Ayurveda, é maior tempo e esforço do paciente para obter efeitos aparentes. Pode-se levar vários meses seguindo uma rotina para observarmos mudanças importantes. Não devemos esperar que medicamentos naturais, como plantas, alimentação e massagens, tenham uma resposta satisfatória se a nossos hábitos de vida são contrários à saúde.
A rotina diária do Ayurveda é simples, não invasiva, não traumática e, de uma forma geral, não irá interferir com formas mais específicas do tratamento médico ocidental. Pode ser utilizada junto com outros métodos de tratamento, incluindo a alopatia. Na verdade, esta abordagem pode ser usada para “turbinar” praticamente qualquer forma de abordagem terapêutica.
A doença física é frequentemente o resultado da supervalorização do corpo físico e do mundo material. Se nós colocamos muita energia o nosso corpo físico, podemos agravar o processo de doença. Devemos dar ao corpo o cuidado adequado, sem deixar que domine os outros aspectos da nossa vida.
Yoga Prevenção do desequilibrio dos doshas
Dr. Vasant Lad
Segundo o Samkhya – a filosofia pré-védica que embasa o Yoga e o Ayurveda e que classifica e estuda todo o processo da criação do universo – esta criação começa a partir da interação de um princípio espiritual, transcedental – Purusha, com um princípio vital, material – Prakriti.
Fazendo uma analogia, Purusha seria como a eletricidade e Prakriti, a lâmpada. A luz – neste caso a criação – ocorre quando a energia sutil anima a matéria.
Da mesma forma como a luz gerada por uma lâmpada é fruto da interação das três cores básicas – amarelo, azul e vermelho – a Prakriti age na criação manifestando suas três gunas – as qualidades da natureza material : Sattwa , o princípio do equilíbrio, da paz, da pureza ; Rajas , o princípio do movimento, da atividade, da paixão ; e Tamas, o princípio da inércia, da escuridão e da ignorância.
As gunas vão interagir complexa e infinitamente dos níveis mais sutís aos mais densos da criação, do mais espiritual ao mais abissal.
À partir da manifestação das gunas, surge o nível Causal – Mahat – aonde centra-se avidya, a ignorância do nosso estado Uno, que resulta em maya, a identificação equivocada com esta realidade dual. No homem, Buddhi é o intelecto, responsável pela faculdade do discernimento. Localiza-se – usando as duas terminologias hindus que definem os diferentes corpos e dimensões do ser – no Karana sharira (corpo causal) ou ainda em Ananda e Vijñana maya kosha (os “envólucros” da bem-aventurança e do intelecto).
De Buddhi manifesta-se Ahamkara, o ego. Do ego manifesta-se Manas, a mente, o receptáculo de Chitta, a matéria mental, o inconsciente, a memória, de onde advém os Vrittis, os movimentos da mente.
Em Pranamaya kosha, aliás, é que se localizam os níveis mais periféricos dos Chakras, as Nadis (condutos de energia) e é aonde os Pranas circulam e atuam.
De Manas, manifestam-se os 5 Tanmatras (5 sentidos : visão, audição, paladar, olfato, tato), os 5 Jñana indriyas (órgãos de conhecimento : olhos, ouvidos, pele, nariz, língua) , os 5 Karma indriyas (órgãos de ação : pés, mãos, bôca, ânus, genitais) e os 5 Mahabhutas (elementos : terra, fogo, água ,ar, éter). Isso tudo localiza-se em Shtula sharira (corpo denso) ou Annamaya kosha (o envólucro do alimento, área de atuação do Jataragni).
Finalmente, da interação dos 5 Mahabhutas surge o Tridosha (os três doshas) :
– Vata, da interação do éter com o ar: dosha frio e seco, e que fundamentalmente controla o movimento.
– Pitta, do fogo com a água: dosha quente, que controla o metabolismo.
– Kapha, terra e água: dosha frio e úmido, que controla a estrutura.
E a infinita e complexa interação destes três princípios reflete o aspecto mais material da criação dos níveis macro ao microcósmico em todos os seres vivos. Os doshas também são a ponte entre nossa mente e nossa fisiologia.
Cada um dos doshas está relacionado a uma essência sutil que o “governa” , fazendo com que estas energias interajam com os outros doshas :
As três gunas atuam interagindo-se ampla e profundamente nos e com os três doshas, mas de uma forma geral, Vata relaciona-se mais a Sattwa, Pitta a Rajas e Kapha a Tamas.
Há mais de 5000 anos na India, desenvolveu-se a Medicina Ayurvédica, profundamente embasada na filosofia Samkhya e no Tantra (também de origem dravidiana pré-védica). Nesta ciência, a espinha dorsal é o conhecimento dos doshas e sua atuação no ser humano, tanto física, quanto psicológica , emocional e energéticamente.
À partir deste conhecimento dos doshas , estabeleceu-se tipologias específicas , e à partir daí toda uma metodologia de diagnósticos, dietética, massagens, fitoterapia, farmacologia, etc.
Todas as pessoas apresentam uma interação complexa destes três princípios. O mais comum é predominar um dos doshas, havendo o hábito de ser dizer, por exemplo, que tal pessoa é ” Vata-Pitta” ou ” Pitta-Kapha” . Considerando-se o dosha predominante e o que vem em segundo lugar.
São duas, as classificações consideradas para efeito do levantamento da tipologia pessoal : a prakritti, isto é, a sua configuração dos três doshas por ocasião de seu nascimento, e a vikritti, a configuração que se apresenta agora, neste momento. A sua referência de equilíbrio é a sua própria prakritti. As terapias ayurvédicas estarão sempre ajudando a manter e/ou trazer sua vikritti no nível da sua prakritti.
O dosha Vata é sempre o que mais se desequilibra, geralmente também desequilibrando os outros doshas.
Este perfil pessoal vai apontar entre outras coisas – e o que é, aliás, o assunto central deste texto – os pontos fracos, as vulnerabilidades e fragilidades inerentes aos doshas predominantes, e quando em desequilíbrio.
Predominância Vata ou aumento de Vata, por exemplo, criam vulnerabilidades na área das articulações (artroses, artrites, etc.), dos intestinos (prisão de ventre), tendência para o consumismo, apetite instável, stress, doenças nervosas, dores em geral, medos, insônia, e memória ruim. Como é um dosha frio e sêco, poderá haver tendência a se resfriar, e a ter pele e cabelos sêcos. Tem normalmente estrutura corporal magra e ossuda.
Vata está relacionado aos 5 pranas, pois cada prana é um sob-dosha de Vata (cada dosha tem 5 sub-doshas), ainda assim, tem uma relação mais intensa com os pranas : Prana (aspecto funcional do prana que gerencia os processsos de absorção. Está relacionado ao relacionado ao chakra Anahata – elemento ar – e a glândula timo, que gerencia a respiração, atividade cardíaca, cintura escapular , membros superiores, afetos e sentimentos) e Udana ( É o prana do chakra Vishuddha – elemento éter – e da glândula tireóide, que gerencia voz, garganta, cervical, visão, olfato, audição, todo o cérebro, criatividade, comunicação).
A predominância Pitta ou seu aumento excessivo, poderá acarretar em fragilidade na área estomacal – gastrites – se abusar, pois Pitta come muito bem e em geral digere bem. Tem tendência à irritabilidade, raiva, ódio e ciúme.
Por fim, a predominância Kapha apresenta forte estrutura corporal, com tendência a obesidade. De apetite voraz, tem tendência a ter glicose e colesterol altos. Dorme muito. Pode vivenciar preguiça, pessimismo, inveja, estados depressivos, e também avareza e mesquinhez.
Kapha tem tendência à criar muito muco, devendo ter cuidado para evitar pneumonias, rinites, sinusites, bronquites. Uma das principais características de Kapha é a oleosidade. Kapha está relacionado aos pranas Vyana (prana da circulação. Está relacionado ao chakra Swadhisthana – elemento água – e às glândulas reprodutoras, que gerencia a circulação dos líquidos pelo corpo, a cintura pélvica, região lombar, sensualidade, sexualidade e reprodução) e Apana (prana da eliminação. Relacionado chakra Muladhara – elemento terra – e as glândulas supra-renais, que gerencia a base, as pernas e os pés, intestino grosso, ânus, excreções de uma forma geral, instinto de defesa, apego).
Então, para ajudar na promoção da saúde e no tratamento das doenças, o Ayurveda utiliza o Yoga como uma das suas mais importantes ferramentas terapêuticas. Aliás, todo o conhecimento – teórico e prático – espiritual, filosófico e terapêutico hindu repousa sólidamente sobre os pilares do Ayurveda, do Yoga, do Tantra e da Vedanta.
Seguindo a premissa ayurvédica de que todo o trabalho deve ser absolutamente personalizado, a Yogaterapia ayurvédica (chamada pelo Dr. Vasant Lad de AyurYoga) vai buscar atuar de encontro às particularidades tipológicas de cada um , utilizando o instrumental do Hatha e do Tantra Yoga – asanas (posturas), pranayamas (respirações), kriyas (limpezas), bandhas (contrações), mudra (gestos energéticos), mantras (vocalizações energéticas), nidra (relaxamento) e meditação – associado á práticas ayurvédicas complementares, tais como massagem, dietética e fitoterapia.
A prática yóguica mais diretamente relacionada com os doshas é a Pavana Muktasana.
Trata-se de uma técnica formada de 4 séries de exercícios físicos e respiratórios :
– A primeira série chamada “anti-reumática” , trabalha mobilizações que movimentam todas as articulações do corpo, desimpedindo o fluxo energético por atuar sobre os chakras auxiliares localizados em cada articulação do corpo. As articulações acumulam toxinas oriundas principalmente de má alimentação. Esta série está relacionada a Vata dosha.
– A segunda série chamada “anti-gastrítica” (Apanasana), trabalha envolvendo principalmente a musculatura abdominal – abdome e plexo solar. Energiza e equilibra o Jataragni. Esta série está relacionada a Pitta dosha.
– A terceira série, energizante (Shakti bandhas), está relacionada a Kapha dosha.
– E a quarta série chamada “trataka”, são exercícios específicos para os olhos.
As técnicas de Pavana muktasana (literalmente “liberação dos ventos” – articulares, estomacais e intestinais) foram resgatadas e recodificadas por Swami Satyananda Saraswati, e podem ser encontradas em seu livro : ” Yogasana, Pranayama, Mudra, Kriya, Nidra” e no livro “Psicologia do Tantra” do prof. Paulo Murilo Rosas.
Pavana Muktasana é excelente para manter e/ou restaurar o equilibrio dos três doshas.
A série de Surya Namaskara (saudação ao Sol) também pode deve ser feita regularmente para equilibrar os doshas. Deve-se apenas observar que esta série , segundo o Tantra, atua energizando especialmente a nadi Pingala (polaridade solar, masculina, quente, positiva).
Vata está relacionado com o chakras Anahata (elemento ar) e Vishudha (éter) e necessita de “trabalho de base” para drenar o excesso de energia dos chakras superiores para os básicos .
Vata será beneficiado com a prática de Yoga Sukshma Vyayama (ver “Psicologia do Tantra” , prof. Paulo Murilo Rosas), que aquece e promove “grounding”, trabalhando a energia dos chakras superiores para os básicos (Shristhi krama, ou o Caminho da criação).
Posturas de grounding também são os Trikonasanas e Parshwa Konasana – que também aumentam a capacidade respiratória promovendo a abertura do gradil costal – além dos Guerreiros 1 e 2.
O trabalho de Pavana Muktasana é excepcionalmente benéfico para Vata, especialmente as duas primeiras séries, mas as pessoas que possuem este dosha muito elevado não devem exagerar, pois esta técnica trabalha movimentando a energia dos chakras básicos para os superiores (chamado no Tantra de Laya krama, ou o Caminho da dissolução). Uma solução seria alternar Pavana Muktasana com Yoga Sukshma Vyayama.
Posturas de meditação – dhyanasanas (Padmasana, Vajrasana, Sukhasana, Siddhasana) vão dar segurança e estabilidade para Vata. É o dosha mais beneficiado pelas práticas de concentração e meditação.
Surya Namaskara também é excelente para equilibrar Vata , promover grounding, aquecer e manter as articulações e os intestinos em boas condições.
Trabalhos articulares para a coluna, como o Gato – que pode ser desdobrado de várias formas, vão manter a saúde das articulações vertebrais, raízes nervosas, ligamentos e músculos das costas.
Também são interessantes as posturas de extensão (Bhujangasana, Dhanurasana, Chakrasana, Ustrasana) – para abrir os peitorais e o gradil costal ; de flexão da coluna (Paschimottanasana, Padahastasana, Janushirshasana) para tonificar os intestinos e sedar o sistema nervoso ; e de equilibrio (Vrikshasana, Natarajasana).
Pranayamas com ritmo e sem retenções prolongadas – como Anuloma Viloma, respiração completa com krama, respiração quadrada (Samavritti) – são boas para equilibrar Vata.
Pitta dosha será reequilibrado com pranayamas sedantes : Chandra, Chandra bheda, Nadi shodhana, Shitali, Sitkari. e lentas respirações abdominais com ênfase na expiração.
Asanas de compressão do ventre são importantes para sedar Pitta e acalmar o Jataragni, como Paschimottanasana e Matsyendrasana. Inversamente, posturas de extensão (Chakrasana, Ustrasana, Dhanurasana) vão tender a aumentar Pitta e o Jataragni.
O trabalho de Pavana Muktasana – especialmente a segunda série – vai ajudar a equilibrar Pitta.
Pitta também é sedado com posturas de inversão (Viparita karani e Sarvangasana). Posturas de equilíbrio também são importantes para Pitta. É o dosha mais beneficiado pela prática de relaxamento e de Yoga Nidra (meditação composta de relaxamento com visualizações) .
O dosha Pitta é o que está mais diretamente relacionado com Jataragni, o fogo digestivo, porisso são muito úteis os trabalhos com as Kriyas (purificações) Agni sara (limpeza pelo fogo) e Kapalabhati (o sopro do crâneo) e com Uddhyana bandha (se não houver gastrite), feitas sem exagero. Vão equilibrar e manter a boa qualidade do Jataragni. Bhastrika pranayama (o fole) vai aumentar bastante Pitta e o Jataragni. Yoga Sukshma Vyayama também vai tender a aumentar Pitta.
De uma forma geral, os pranayamas – especialmente os com retenções mais longas – vão beneficiar especialmente o dosha Kapha, mantendo o aparelho respiratório em boas condições.
Respiração completa com ritmo (1:4:2:4) e com ênfase nas fases média (intercostal) e alta (subclavicular).
Kriyas de limpeza como Kapalabhati, Agni Sara e Uddhyana Bandha, e pranayamas tonificantes como bhastrika (se o cliente não for hipertenso), Surya e Surya bheda, Ujjayi, feitos moderadamente, são interessantes para Kapha.
Segundo o critério de Langhana e Brimhana – os parâmetros ayurvédicos de classificação e avaliação dos processos da sedação e da tonificação (e que será assunto de um outro texto), dentre as asanas e os pranayamas que tem efeitos sedantes e tonificantes, aqueles que tem específicamente efeito equilibrador e harmonizador para todas as tipologias são : nadi shodhana (a respiração polarizada) e shirshasana (postura sobre a cabeça), esta ultima levando-se em conta suas contraindicações (hipertensão, glaucoma,etc.)
MEDICINA AYURVÉDICA, MEDICINA PREVENTIVA
AYURVEDA: ALIMENTAÇÃO, DIGESTÃO E TOXINAS
O Ayurveda, filosofia médica indiana, ensina que antes de pensarmos em uma alimentação adequada devemos avaliar a nossa digestão, pois sem uma digestão competente os alimentos não serão metabolizados e absorvidos com o objetivo de nutrir os tecidos e órgãos internos.
Exatamente por isto, na Índia, os médicos ayurvedicos constantemente afirmam: “digestão é mais importante que alimentação”.
Quem comanda a digestão é o Agni ( fogo digestivo ), dependendo da predominância dos Doshas; Vata ( ar e espaço), Pitta ( fogo e água) ou Kapha ( agua e terra) teremos diferentes tendências metabólicas: Vishama Agni ( Vata predominante), ou fogo digestivo errático, com apetite irregular, má digestão, gases e constipação. Tikshna Agni ( Pitta predominante), aumento do fogo digestivo, com metabolismo acelerado, hiperacidez, azia, doença inflamatória, gastrite e até tendência a diarreia. Manda Agni ( Kapha predominante), diminuição do fogo digestivo, metabolismo lento, aumento dos triglicerídeos e colesterol, obesidade e letargia. Por ultimo temos o Sama Agni ( Doshas equilibrados) com um fogo digestivo competente, digestão, absorção e eliminação adequados.
O Agni ( fogo digestivo) incompetente leva a uma má digestão ( dispepsia), com formação de toxinas ( Ama) no tubo digestivo. Estas toxinas podem “ transbordar” e acometer os tecidos orgânicos gerando muitas doenças de difícil tratamento, como câncer e artrites. O Ayurveda afirma que existe uma sintomatologia de aumento de Ama ou toxinas: sensação de peso, fadiga, preguiça, fraqueza, salivação, má digestão, falta de apetite, flatulência ( gases), constipação, obstrução dos canais e uma língua com cobertura espessa, pegajosa e gordurosa.
Os médicos ayurvedicos recomendam os seguintes procedimentos para melhorar o Agni e evitar a formação de Ama ( toxinas digestivas): chá de gengibre fresco com 5 gotas de limão e sal marinho antes das refeições, evitar beber líquidos gelados e excesso de cafeína ( café, chá preto, refrigerantes, mate, chocolate, guaraná e chá verde), somente comer quando estiver com fome, adicionar uma pequena quantidade de ghee ( manteiga clarificada) aos alimentos, optar por uma dieta simples, natural, da mesma estação e região que nós vivemos, caminhar antes das refeições, alimentar-se em silencio, com calma, mastigando bem os alimentos, utilizar condimentos moderadamente nas refeições ( gengibre fresco, pimenta do reino, assa fétida ) e após as refeições utilizar chá de erva doce ( Foeniculum vulgaris) que é digestivo.
Após melhorarmos o nosso Agni (fogo digestivo) estamos prontos para optarmos por uma dieta equilibrada. A alimentação deve ser variada, natural, cozida, oleosa ( evitar refeições secas sem umidade) apresentando os 6 sabores: adocicado, amargo, salgado, picante, adstringente e ácido. Nos casos de desequilíbrios dos Doshas a recomendação ayurvedica é utilizar as qualidades contrárias. Vata ( ar e espaço) é leve, frio e seco a dieta é nutridora, quente e oleosa, Pitta ( fogo e água) é quente, médio e um pouco oleoso logo a alimentação deve ser refrescante, nutridora e um pouco seca, por ultimo temos Kapha ( agua e terra) que é pesado, oleoso e frio, logo a dieta deve ter as qualidades seca, leve e quente. O Ayurveda aconselha os seguintes alimentos para os Doshas desequilibrados: Vata deve usar gergelim, Pitta pode utilizar o ghee ( manteiga clarificada) e Kapha tem indicação do mel de abelhas.
Na tradição oriental a maior sabedoria vem de Buda que ensinou o caminho do meio, ou seja, moderação é a trilha para a saúde, longevidade e equilíbrio.
Prof. Dr. Aderson Moreira da Rocha, clinico geral, reumatologista, especialista em acupuntura pela Associação Médica Brasileira e especialista em Ayurveda pelo Arya Vaidya Pharmacy.21 DE NOVEMBRO DE 2014/POR ADERSON MOREIRA DA ROCHA
ALIMENTAÇÃO E CULINÁRIA
ALIMENTOS PARA O DESEQUILÍBRIO DE VATA
ALIMENTOS QUE DEVEM SER PRIORIZADOS
FRUTAS: laranja, banana, pera, pêssego, ameixa, limão morango, abacaxi, manga, figo, mamão, abacate.
VEGETAIS: batata, tomate, berinjela, ervilha, batata doce, cenoura, cebola cozida, abóbora, alcachofra, agrião, rabanete.
CEREAIS & FEIJÕES: aveia, arroz integral, trigo integral, tofu (queijo de soja ).
SEMENTES e OLEAGINOSAS: côco, semente de girassol, semente de abóbora, semente de gergelim, castanha, avelã, amêndoa, nozes.
LATICíNIOS: queijo, leite desnatado, yogurt, manteiga, ghee (manteiga clarificada)
ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: frango, peru, peixes, frutos do mar
ÓLEOS: óleo de coco, óleo de mostarda, azeite de oliva, ghee (manteiga clarificada), óleo de gergelim
ADOÇANTES: frutose, mel, melado, açúcar mascavo, rapadura
CONDIMENTOS: hortelã, pimenta do reino (moderadamente), gengibre, coentro, cominho, cravo, canela, feno grego, alho, cardamomo, assafétida, erva doce, noz moscada e mostarda.
ALIMENTOS QUE DEVEM SER REDUZIDOS OU EVITADOS
FRUTAS: maçã, melão e frutas secas
VEGETAIS: couve-flor, pepino, aspargo, espinafre, aipo, cogumelo, alface, brócolis, brotos
CEREIAIS & FEIJÕES: milho, trigo sarraceno, painço, granola, feijões, lentilha, ervilha
SEMENTES & OLEAGINOSAS: nenhuma
LATICíNIOS: nata
ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: carne de vaca, porco
ÓLEOS: óleo de milho, óleo de soja, margarina
ADOÇANTES: açúcar branco
CONDIMENTOS: nenhum
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MASSAGEM AYURVÉDICA
ABHYANGA: A MASSAGEM AYURVEDICA
Definição
Abhyanga ( oleação ou snehana) é a metodologia de utilização transdérmica do óleo vegetal através da massagem terapêutica.
Abhyanga é feita em todo corpo do paciente com óleos vegetais medicados, por isto a necessidade de uma quantidade adequada de óleo que dependerá do paciente. A Abhyanga faz parte do tratamento de snehana ou oleação.
O terapeuta, antes de iniciar o tratamento, deve fazer a leitura do desequilíbrio do paciente. Neste caso o diagnóstico de distúrbios relacionados a Vata, Pitta, Kapha, Agni ( fogo digestivo) e Ama ( toxinas) são fundamentais antes do início da massoterapia.
Benefícios gerais:
1- Promove a função nervosa e equilibra o sistema nervoso
2- Aumenta circulação de sangue e linfa
3- Auxilia na excreção de malas ( excreções)
4- Beneficia a pele e cabelos ( efeitos estéticos)
5- Ajuda na função gastrointestinal
6- Alivia tensões e dores musculares
7- Promove dissolução de estresse, tensão emocional, ansiedade e gera um sono repousante
8- Reduz edemas e inchaços
9- Indicado nos distúrbios de Vata Dosha
10- Apresenta bons resultados em alterações musculo-esqueléticas ( reumatismos)
11- Beneficia no tratamento das cefaleias ( dores de cabeça)
12- Libera os Doshas dos tecidos para o TGI ( tubo digestivo) para serem eliminados
13- Promove a libido, ou seja, é indicado no tratamento das disfunções sexuais
14- Indicado na dependência a drogas (álcool, tabaco, maconha, cocaína etc)
Contra indicações ao abhyanga;
1- Distúrbios de Kapha (está indicado udhvartana, ou seja, massoterapia com pós de ervas)
2- Acúmulo de Ama (toxinas)
3- Alterações de Agni (fogo digestivo)
4- Infecções com febre
5- Menstruação (pode aumentar o sangramento menstrual)
6- Gravidez (cuidados especiais na paciente grávida)
7- Trombose e tromboflebite
8- Náuseas, vômitos e diarreia
Disposição: O terapeuta deve estar com uma boa disposição e buscar o autoconhecimento e equilíbrio dos Doshas. O terapeuta doente deve evitar tocar no paciente.
Local: deve-se ter um consultório silencioso, com uma maca própria para a massoterapia e uma temperatura adequada do ambiente.
Duração: na Índia uma sessão de abhyanga dura de 30 a 45 minutos
Horário: início da manhã e final da tarde. Evita-se o horário do meio do dia pois é muito quente e pode promover desequilíbrio de Pitta.
Pressão: suave para Vata, média para Pitta e profunda para Kapha
Direção: anuloma (descendente) ou sentidos dos pelos para Vata e Pitta e pratiloma ( ascendente) ou contrários dos pelos para Kapha
Escolha dos óleos: prensado a frio, sementes orgânicas, não tostado e puramente vegetal. Normalmente os óleos são aquecidos em banho maria ( exceção de dias muito quentes e desequilibrios do Dosha Pitta)
Vata: gergelim, amêndoas, castanha do Brasil, mahanarayana, dhanvantari ou bala tailam
Pitta: coco, girassol, neem, azeite de oliva, bringaraja ou brami tailam
Kapha: pó de ervas, mostarda, óleo de semente linhaça
Abhyanga: massoterapia ayurvédica é um tratamento com óleos medicinais. Recomenda-se 5 a 10 sessões, uma a duas vezes por semana ( pacote de tratamento )
Auto-Abhyanga: é a auto-massagem diária feita dentro de uma rotina diária ayurvedica. O terapeuta pode indicar uma auto-massagem com óleo vegetal adequado como complementar ao tratamento
Cuidados: Pode acontecer , no início do tratamento, um desconforto em algumas áreas do corpo. Semelhante aquela pessoa que fica muito tempo sem fazer atividade física e faz uma aula inteira de ginástica. Recomenda-se bolsa de água quente por 20 minutos e beber muita água mineral para ajudar a eliminar toxinas do corpo.
Estudo Dirigido:
1- O que é Abhyanga e qual diferença entre esta metodologia e a massoterapia ocidental ?
2- Paciente com quadro de ansiedade, insônia, dor lombar, constipação e frio no corpo. Qual o Dosha desequilibrado ? Você indica Abhyanga para este paciente ? Por que e qual o óleo indicado ?
3- Paciente com quadro de gastrite, azia, irritabilidade, pele vermelha e calor no corpo. Você indica Abhyanga para este paciente ? Por que e qual o óleo indicado ?
4- Paciente obeso com pele muito oleosa, sedentarismo, digestão lenta e pele fria. Qual o Dosha desequilibrado?Você indica Abhyanga para este paciente? Por que ?
5- Cite alguns benefícios da Abhyanga em um paciente com Vata desequilibrado.
6- Quais são os principais cuidados que devemos ter ao indicar um tratamento com Abhyanga ?
7- Por que a oleação não está indicada em desequilíbrios de Kapha Dosha
8- Pode-se fazer Abhyanga em uma mulher grávida ? Por que ?
9- O Ayurveda afirma que é importante fazer a leitura do desequilíbrio antes de iniciar o tratamento. Isto se aplica a metodologia Abhyanga ? Por que ?
10- Qual a diferença da Abhyanga para a auto-Abhyanga ?
ALIMENTAÇÃO E CULINÁRIA
ALIMENTOS PARA DESEQUILÍBRO DE PITTA
Dieta para Pitta: moderada, fria e um pouco seca
Alimentos que devem ser priorizados
Sabores: amargo, adocicado e adstringente
1.Frutas- as melhores são as maduras e adocicadas: cereja, amora, tâmara, uva, laranja lima, passas, pera, figo, melão, manga, melancia, ameixa, coco, maçã e abacate
2.Vegetais- os melhores são adocicados e amargos: aspargos, beterraba, brócolis, alface, cenoura, couve flor, cogumelos, brotos, batatas, aipo, abóbora, espinafre, pepino, bardana, saladas, azeitona,
3.Cereais- quinoa, aveia, granola, arroz branco e basmati, trigo e cevada
4.Leguminosas- feijões com condimentos, soja, tofu e tempe
5.Laticínios-ghee, queijo branco, leite orgânico e manteiga sem sal
6.Produtos de origem animal- peixe de água doce, frango orgânico e peito de peru
7.Condimentos- cominho, coentro, hortelã, salsa, cebolinha, sal de rocha, louro, açafrão
8.Oleaginosas- coco, amêndoas ( moderadamente)
9.Óleos- ghee, girassol, canola e azeite de oliva
10.Bebidas- leite de arroz e amêndoa, suco de frutas indicadas, leite de soja
11.Adoçantes- mel ( moderadamente), açúcar mascavo, estévia, agave, sucralose
12.Chá de ervas- camomila, dente de leão, hortelã, erva doce, neem, carqueja e capim limão
Alimentos que devem ser evitados: quentes e oleosos
Sabores que devem ser evitados: picante, ácido e salgado
1.Frutas- as ácidas devem ser evitadas: banana, maça ácida, morango, limão, laranja, mamão, pêssego, abacaxi, pêssego e grapefruit
2.Vegetais- beri njela, espinafre, tomate, rabanete e mostarda
3.Cereais- milho, centeio, arroz integral, painço, trigo sarraceno
4.Leguminosas- misso, shoyu,
5.Laticínios- manteiga com sal, buttermilk, yogurte, queijo amarelo
6.Produtos de origem animal- carnes vermelhas, ovos, peixe e frutos do mar
7.Condimentos- pimentas, alho, gengibre, noz moscada, orégano, tomilho, cravo
8.Oleaginosas- evite as oleaginosas ou utilize com muita moderação pois são quentes
9.Óleos- milho, gergelim, amêndoa
10.Bebidas- evitar bebidas energéticas: café, álcool, chocolate, mate, sucos ácidos, chá preto e verde
11.Adoçantes- açúcar branco, mel, rapadura (em excesso)
ALIMENTOS A SEREM PRIORIZADOS
FRUTAS: maçã, pêra, caqui, romã, melão e frutas secas
VEGETAIS: batata, salsa, espinafre, couve-flor, cenoura, cogumelo, beterraba, aspargos, alface, nabo, agrião, brotos, brócolis, aipo, repolho
CEREAIS E FEIJÕES: Milho, centeio, trigo sarraceno, tofu, feijões, ervilhas, lentilhas.
OLEAGINOSAS E SEMENTES: semente de girassol, semente de abóbora
ÓLEOS: óleo de mostarda, óleo de milho, óleo de girassol
LATICINIOS: leite de soja
ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: frango, peru, peixes de água doce (truta, surubim, pintado, tucunaré…)
ADOÇANTES: mel (moderadamente)
CONDIMENTOS: noz moscada, hortelã, erva doce, canela, coentro, cominho, assafétida, feno grego, gengibre, pimenta do reino, mostarda, raiz forte, alho, açafrão, cravo, cardamomo
ALIMENTOS A SEREM EVITADOS OU REDUZIDOS
FRUTAS: banana, figo, manga, morango, abacaxi, limão, melancia, maracujá, kiwi, abacate
VEGETAIS: tomate, beringela, abóbora, quiabo, algas, pepino, batata doce
CEREAIS E FEIJÕES: arroz, aveia, trigo
OLEAGINOSAS E SEMENTES: gergelim, côco, amêndoas, nozes, amendoim, avelã
ÓLEOS: óleo de soja, ghee (manteiga clarificada), óleo de gergelim, azeite de oliva
LATICÍNIOS: ghee, iogurte, leite de vaca, queijo, sorvete e manteiga.
ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: peixes de água salgada, ovos, porco, carne de vaca
ADOÇANTES: açúcar, melado e frutose
CONDIMENTOS: nenhum














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