Os mais
simples exercícios
de meditação para “Iluminar a mente"
A maior parte
dos exercícios que se seguem opera com base no que chamo de princípio de
“distração/subtração”. Ao se dar à mente uma série de instruções muito simples
porém absorvente, o monólogo mental “normal” de medos, desejos, lembranças e
previsões pode ser interrompido. A mente se torna ocupada em demasia para
manter sua tagarelice usual.
Após subtrair
esses pensamentos indesejáveis da mente, você será capaz de gradualmente
observar de forma direta os processos de pensamento mental, com os exercícios
de observação da mente. Mas, por enquanto, a simples remoção desses pensamentos
“excedentes” será seu objetivo.
Quando
perguntaram a um mestre escultor como ele podia entalhar um elefante em um
imenso bloco de pedra, ele replicou: “Simplesmente elimino tudo que não se
pareça com um elefante...”
A eliminação
dos pensamentos excedentes de sua mente lhe trará uma sensação de paz e iluminação,
e por fim permitirá que compreenda o que de fato acontece nela!
Caso não seja
indicado de outra forma, pratique cada exercício de meditação, a princípio,
por 3 Minutos, ou por mais tempo se preferir. Uma vez aprendido o exercício,
faça-o pelo tempo que desejar, de três segundos a três horas!
O primeiro
exercício de Meditação em 3 Minutos envolve nossa necessidade mais básica.
Podemos viver dias sem água, semanas sem comida e talvez até mesmo anos sem
sexo ou trabalho. Mas um escasso minuto sem respirar é um tempo muito longo,
para a maioria de nós.
No entanto, com que frequência voltamos nossa
atenção com exclusividade para essa que é a mais crucial das funções?
Felizmente, para uma pessoa com boa saúde, não é necessário pensar muito para
respirar - e em geral não pensamos muito a respeito até hoje.
De cada
respiração apenas conte mentalmente a expiração: “Inspire... 1, inspire... 2,
inspire... 3, inspire... 4”, e recomece: “Inspire... 1, etc.” Esforce-se para
perder a conta, e também tente não alterar ou regularizar a respiração. Tente
perceber a sensação física da inspiração e expiração à passagem do ar em seu
nariz e boca.
Caso você se
pegue pensando em outras coisas que não sejam a sensação de respirar e o número
de expiração, volte a concentrar-se na sensação e no número. Se não estiver
totalmente seguro do número em que está, volte ao começo: “Inspire... 1” Não
faça julgamentos, não estimule pensamentos do tipo “Perdi a conta”, apenas
volte a “Inspire... 1.”
Agora,
considere a sensação e a contagem como seus pensamentos "preferidos”.
Considerações sobre o almoço, lembranças ou
outros pensamentos intrusos serão suavemente substituídos por “Inspire... 1,
inspire... 2”, e assim por diante, tão logo você os perceba
insinuando-se. com certeza o farão!
É claro que é
difícil manter-se concentrado! Com a prática, porém, torna-se cada vez mais
fácil. O segredo é controlar os pensamentos, impedir a mente de interferir para
o mergulho no centro do coração, da supraconsciência.
A vantagem
deste método é que se pode praticá-lo em qualquer lugar! Tente enquanto
espera em uma fila ou na sala de espera de um médico, ninguém sequer perceberá
que você está fazendo algo incomum)!
Experimente,
se quiser estendendo a contagem até oito ou dez. Você acha mais fácil ou mais
difícil do que a contagem de quatro?
Quer ser um
suprassumo da meditação?
De vez em quando, veja quantas expirações
consecutivas você consegue contar sem se perder, ou a sua contagem, em um
pensamento. Meu recorde é de 442, alcançado em uma tarde de competição durante
um retiro de dez dias.
Se você
controla a mente, você está com a energia do self...
“Inspira... 439, inspira... 440, inspira...
441, inspira... 442, uau, estou me saindo muito bem! Aposto que consegui ir
mais longe do que todos aqui, eu, David! Uh-oh, qual foi o último número?... +
%Xa!H... Inspira... 1, inspira... 2, inspira...”
A respiração
da caminhada
Caminhe um pouco mais devagar do que de costume, concentrando sua atenção na inspiração e expiração. Comece cada uma delas com um rótulo mental de “In” e “Ex”. Mantenha as mãos na posição do polegar e indicador unidos, a menos que esta não lhe pareça natural.
Sem tentar
controlar a respiração, veja se consegue começar cada inspiração ou expiração
ao mesmo tempo em que um dos pés alcança o chão. Atente para o número de passos
que você dá durante cada inspiração e expiração.
A seguir,
conte cada passo à medida que caminha e respira, de modo que em sua mente você
diga: “In 2, 3,4... Ex 2, 3,4... In 2, 3,4... Ex 2, 3, 4...” ou “In 2, 3... Ex
2, 3...” Continue a substituir o número “1” por “In” e “Ex” para ajudá-lo a
concentrar-se na respiração assim como no caminhar.
Seu ritmo de
respiração pode ser diferente dos aqui descritos. Suas expirações podem ser
mais longas do que as inspirações: “In 2,3... Ex 2, 3,4.” Ou vice-versa: “In
2,3,4,5... Ex 2,3.” A contagem dos passos pode variar de uma respiração para
outra - preste atenção para que possa contar com precisão seus passos durante
cada inspiração e expiração.
- Apenas
respire, caminhe e conte. Como em todos os outros exercícios? Se a sua atenção
se dispersar, traga-a de volta à concentração, delicadamente, tão logo perceba
a distração.
0 uso do
método da respiração da caminhada na vida real
Sempre faço
uso deste método nas convenções nacionais de editoração e música, que costumam
ser confusas e estressantes para mim. Em vez de correr de um lado para o outro
e de me preocupar no intervalo entre os compromissos, eu caminho e respiro,
caminho e respiro - de modo que cada passo acalma e concentra minha mente. Assim,
evito que a ansiedade, o medo, tome conta da minha mente e relaxo.
Assim, quando chego à próxima reunião, estou
mais relaxado e pronto para lidar com o que quer que apareça. Tente você
também, quer em uma tranquila caminhada no campo ou entre tarefas no trabalho!
Exercícios
para “Iluminar a mente” mais complexos
Nos
exercícios seguintes, você concentrará sua atenção em uma sensação física, em
vez de apenas rotular uma ação física com um número, como fizemos
anteriormente.
Como este
tipo de concentração é pouco menos objetivo, sua mente estará propensa a
divagar mais. Assim, você deve ser perseverante ao perceber que está divagando
e delicadamente concentrar a atenção de volta ao som, no pé ou à chama.
Esses
exercícios são de certa forma difíceis de fazer durante uma reunião
entediante, ou em uma convenção, pois requerem um pouco mais de ação do que os
exercícios mais simples para iluminar a mente.
Com engenhosidade, porém, você encontrará
momentos de privacidade para praticar a cantilena ou a caminhada vagarosa, e os
restaurantes à luz de velas são lugares propícios à meditação da chama
(enquanto o seu acompanhante está no banheiro)!
Sobre a
cantilena simples ou meditação do “mantra”
Este
exercício de cantilena simples ou “mantra” (uso de um som repetido como uma
cantilena) é provavelmente a meditação mais usada no mundo.
Sua natureza
é um pouco semelhante à Meditação transcendental do logue Maharishi Mahesh, ou
sistema “MT”, que os Beatles ajudaram a trazer para o mundo ocidental no final
dos anos 1960 (a diferença é que não lhe custa 385 dólares nem requer que você
traga uma flor branca para o instrutor de MT).
O Dr. Herbert Benson mais tarde popularizou esse estilo de meditação em seu livro “científico” sobre meditação, citado anteriormente, The Relaxation Response (A Resposta do Relaxamento).
Como já mencionei, a MT foi minha primeira experiência sistemática em meditação e, embora eu já não a pratique, terei sempre um débito de gratidão com os Beatles e Maharishi, por popularizarem e divulgarem no Ocidente essa antiga técnica.
Sente-se em
uma posição confortável, com as costas eretas, em um local tranquilo. Una os
polegares e indicadores. Agora, concentre a atenção em uma palavra de uma ou
duas sílabas, de som agradável.
Os iogues parecem preferir OM ou AUM. O Dr.
Benson gosta de UAN. Aos de formação cristã, AMÉM talvez seja apropriada. Os
adeptos da MT também usam mantras de duas sílabas (muitos dos quais soam com
AMÉM). Escolha um desses para usar neste momento.
Comece
sussurrando para si mesmo, bem devagar, a palavra escolhida (digamos que você
tenha optado por OM). Pare de sussurrar “OM” 4 apenas pense em “OM” durante a
inspiração e a expiração. Talvez você visualize a palavra OM, como se estivesse
escrita em sua mente. Talvez imagine ouvi-la ou dizê-la. Mantenha a atenção
concentrada em OM, em qualquer forma que apareça.
Com certeza
sua mente divagará. Você se pegará pensando no amanhã ou em sua concentração.
Talvez tenha um pensamento de dúvida (“Eu não consigo”) ou uma divagação
agradável.
Quando sua
atenção se afastar de Om traga-a de volta, gentil mas firmemente. Deixe de lado
as divagações, ou pensamentos de dúvidas desejos por ora. Você pode pensar em
todas essas coisas mais tarde. Agora você está pensando apenas em OMMMM...
Isso é tudo sobre
este exercício. Quanto mais praticá-lo, mais tempo ficará concentrado em OM. O
Om é o som divino do movimento da vida, do eco da voz de Deus no Universo.
A princípio,
uns poucos segundos, depois dez ou quinze, ou meio minuto. Para muitos
praticantes da meditação, os mantras parecem ser um foco de atenção particularmente
eficaz. Esse é o motivo de serem tão populares!
Se você
aprecia a prática da Cantilena "Símples, talvez deseje eventual mente
experimentar um mantra mais complexo e difícil. Qualquer prece cristã breve que
você tenha memorizado servirá, como a “Prece do Coração”: “Senhor Jesus Cristo,
tende piedade de mim.” Se você vem de uma tradição hebraica, tente a oração
mais importante da fé judaica, .1 “Shma”: “Ouve, 0 Israel, o Senhor nosso Deus,
o Senhor é Unico.” (Pronuncia-se em hebraico: “Shma’ Yis-roy-el’ Ah-doh-noy’
Eh-lo-hay’-nu Ah-doh-noy’ Eh-chord’.”)
As últimas
palavras de Buda a seus discípulos foram para que repetissem a cantilena “Nam
Myoho Rengue Kyo” (Pronuncia-se “Nahm Me-yo’-hd Reng’-yay Ke-yo’.) Uma tradução
bastante simplificada seria: “Dedico-me à lei da Consciência Universal.” Essa
forma de meditação é conhecida como budismo e tem proponentes e grupos em todo
o mundo.
Consulte o
padre ou rabino local para obter mais cantilenas cristãs ou judaicas, o que
acrescentará maior profundidade à prática de sua religião. Você pode também
consultar o livro de Jim Cowan sobre o budismo Nitiren ou mesmo criar uma
cantilena significativa.
A caminhada
vagarosa
Provavelmente
você preferirá começar a prática deste exercício em um local privativo, pois
ele parece um tanto engraçado. Escolha um lugar em que possa caminhar de 2,5 a
3m em linha reta.
Agora caminhe
bem devagar, tão devagar que tenha tempo suficiente para classificar
mentalmente cada etapa de cada passo.
Diga “levantando
ao tirar o pé do chão”; “movimentando” ao levar o pé adiante; “pisando” ao
recolocar o pé no chão; “trocando” ao passar o peso para o outro pé;
“levantando” ao tirar o outro pé do chão; e assim por diante. Levantando,
movimentando, pisando, trocando... levantando, movimentando, pisando,
trocando...
De início
gaste pelo menos 8 ou 10 segundos para completar cada passo (com suas quatro
etapas). Eis a vida de fato em câmera lenta! Sempre que sua atenção se desviar,
concentre-se de novo no processo de caminhar.
À medida que
você se acostuma a concentrar-se em seu pé, pode tentar caminhar mais rápido,
nomeando apenas as etapas “levantando” “pisando”. Se preferir, pode dizer
“subir” e “descer”. Ou tente ir mais devagar, gastando de 30 a 40 segundos em
cada passo (algumas pessoas chamam a isso a “Caminhada do Zumbi”).
Há outros
pensamentos se insinuando? Volte de imediato a se concentrar no pé em
movimento!
A chama
Em um ambiente
escuro, a 25 ou 40cm de distância, mire intensamente a chama de uma veta por 1
ou 2 minutos. Quando sua atenção se dispersar concentre-se no centro do fogo diminuto.
Tente não pensar na vela, no exercício,
no porquê de o fogo ser como é, ou em política. Mantenha sua atenção na
chama.
Apague a vela
de súbito e feche os olhos. Em poucos segundo começará a ver a imagem da chama
de novo, aparentemente projetada na parte interna das pálpebras. Observe essa
imagem o tempo que puder. Talvez ela mude de cor, forma ou pareça movimentar-se.
Talvez desapareça e retorne em forma e cores um pouco diferente. Mas você a
reconhecerá, caso se concentre. Com a prática, você será capaz de ver a
imagem no mínimo pelo mesmo tempo que observa a chama verdadeira.
Na minha opinião,
a combinação da concentração na chama verdadeira e na pós-imagem é excitante e
desafiadora. Artistas e outras pessoas com tendências visuais podem conseguir
uma concentração excepcional com este exercício.
Postado por Dharmadhannya
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