terça-feira, 17 de setembro de 2019

Afirmação para a Alma - O que Você gostaria que eu fizesse?





Afirmação para a Alma - O que Você gostaria que eu fizesse?

Mas lembre-se: essa afirmação é um novo começo. Ela está realinhando o seu pensamento com a verdade essencial Eu mereço ser amado e por isso é provável que requeira um período de ajuste. Persista. Assim como no exercício do espelho, as afirmações não funcionam na teoria e, sim, na prática.

Siga sua alegria
Se você quiser a verdade, eu lhe direi a verdade.
Escute o som secreto, o som verdadeiro,
que está dentro de você.
KABIR

Hoje estamos explorando o significado da afirmação A vida ama você.
-        A vida ama você é uma afirmação linda - digo mas não se limita a isso.

A frase A vida ama você nos oferece uma filosofia básica para
viver. Essas quatro palavras são um referencial que aponta para nós a essência da Criação, a nossa conexão com os outros seres humanos, a nossa verdadeira natureza. 

A vida ama você nos mostra quem somos e como ter uma vida verdadeiramente abençoada.
-        O que A vida ama você significa, na sua opinião? 
-
-        Significa que a vida ama todos nós. Não apenas você ou eu
-                     Então todos estamos incluídos.
-                     Como disse, a vida ama todos nós.
-                     O amor deve incluir todos, do contrário não seria amor - eu digo.
-                     Sim, e ninguém é mais especial que outro - afirma Louise.

-                     Somos todos iguais aos olhos do amor - acrescento.
-                     Sim, ninguém fica de fora.
-                     Sem exceção! - exclamo.

Embora para algumas pessoas isso possa ser uma nova ma­neira de pensar, não é uma filosofia recente. Desde a Antigui­dade, filósofos e poetas observam que há algo em todos os seres humanos que nos conecta. 

Em Filosofia do amor, o poeta Percy Bysshe Shelley explora essa conexão básica de forma tan­to espiritual quanto sensual. É um dos meus poemas de amor favoritos. Sempre o recito no início de um dos meus cursos. Começa assim:

Todas as fontes com o rio se fundem
E os rios com o oceano;
Os ventos, pelos ares, uns aos outros se unem


Com fragrante emoção;
Nada fica sozinho neste mundo;
Tudo, por decreto divino,
Entre si se mistura e se confunde:
-                     Por que não eu contigo?

Nós somos feitos uns para os outros. Estamos todos incluídos. Sem exceção. Místicos e cientistas concordam que, na realida­de mais profunda que existe, além do espaço e do tempo, todos somos membros de um só corpo.


 Albert Einstein, por exemplo, referia-se à percepção de estarmos separados como uma “ilusão de ótica”. David Bohm, físico quântico americano que foi um dos alunos mais famosos de Einstein, reconhecia um universo indivisível, uma unidade e um teatro de inter-relações. Nós per­tencemos uns aos outros.

-                     A vida ama você incondicionalmente - diz Louise.
-                     O que isso significa? - pergunto.
-                     Que a vida não está julgando você - responde ela em tom enfático.
-                     Nem criticando - acrescento.
-                     Isso, e a vida também não está testando você nem tornando as coisas mais difíceis - afirma Louise.

-                     Estou entendendo que esse você a que você se refere é o nosso pássaro da alma, o nosso Eu Ilimitado, certo?
-                     Sim, a vida ama você, o verdadeiro você - responde ela.
-                     Somos amados pelo que somos, não pelo que achamos que devemos ser.

-                     Exato, a vida ama você agora! - Louise ressalta.
A afirmação A vida ama você está no presente. A vida não ama você apenas quando você é criança, novo e inocente. Nem vai amá-lo mais quando ou se você mudar.

-                     A vida nos ama até quando nós não 
amamos a nós mesmos - completa Louise.



Fazemos uma pausa para absorver essa ideia de forma cons­ciente. A vida ama você soa natural e confiável “quando” e “se” amamos a nós mesmos, do contrário isso soaria como algo bom demais para ser verdade. 
Uma passagem de Um curso em milagres me vem à memória.
 Recito os versos para Louise.

O universo do amor não para
Porque tu não o vês,
Tampouco os teus olhos fechados
Perderam a capacidade de ver.

Olha para a glória da Sua criação
E aprenderás o que Deus
Guardou para ti.
-        No seu coração - completo.
-        Sim.

-        Então o que é exatamente esse sininho interior?
-        É a sabedoria do coração - ela explica.
Louise confia sua vida a esse sininho interior.

-        É meu amigo - ela me conta. - É uma voz interna que conversa comigo. Aprendi a confiar nela. É o certo para mim.

Todas as vezes fiquei impressionado com a gratidão que ela sente por ele. Ela o menciona com reverência e amor. Escutar seu sininho interior é uma prática espiritual diária de Louise.

-        Meu sininho interior está sempre comigo - diz ela. - Quando o escuto, encontro as respostas de que preciso.



-        De onde ele vem?
-        De todos os lugares! -
 exclama Louise, ainda com um ar brincalhão.
-        Como assim? - insisto.

-        Meu sininho interior é como eu escuto 
a grande sabedoria - ela diz.
-        Seria como a Inteligência Universal a que você se refere no livro Você pode curar sua vida? - arrisco.

-        Sim, a Inteligência Universal que guia todos nós.
-        Todos nós temos um sininho interior?
-        Toda criança nasce com um - ela assegura.

Foi a deixa para eu contar uma história a Louise. Mais cedo, naquele mesmo dia, eu tinha levado minha família para visitar o Jardim Botânico de San Diego.

 Caminhamos por um bosque de dragoeiros, subimos numa casa de árvore (várias vezes), contamos borboletas, brincamos junto a uma cachoeira e corremos por um labirinto de grama alta.

 Na hora de ir embora, parei para olhar um canteiro de papoulas da Califórnia cor de laranja. Minha filha, Bo, chegou perto de mim e disse:

 “Papai, o negócio do amor é que a gente tem que amar as plantas tanto quanto a gente ama as pessoas, e quando a gente consegue fazer isso a gente entende o que é o amor.”

- É o sininho interior da Bo! - exclamou Louise, 
batendo palmas de alegria.


Num momento Bo é apenas uma menina, no outro ela vira a fada Sininho, agitando a vara de condão e espalhando sabedoria como se fosse um pó mágico. 

Todos os pais no mundo presenciam o sininho interior dos filhos. As crianças são abençoadas com uma inteligência radiante.

 Alguns budistas chamam isso de consciência de espelho, porque é uma inteligência que reflete a sabedoria da alma. Essa sabedoria não tem nada a ver com QI, capacidade de fazer contas, testes de história ou triângulos de Pitágoras. Não é aprendida, ela já vem com você ao nascer.

Somos imbuídos de uma sabedoria natural e nossa existência é o conhecimento do universo. Cada um de nós vivência isso à sua própria maneira e pode chamar essa sabedoria de nomes diferentes, como sininho interior, mestre interior, Deus, Espírito Santo ou guia espiritual. Carregamos a verdade dentro de nós.

Em seu poema Paracelsus, Robert Browning escreve:
A verdade está dentro de nós, não precisa ser erguida por asas externas, ainda que assim o creiam.

Há um centro mais profundo dentro de nós
onde a verdade reside em sua plenitude; e em torno de
muro sobre muro, a carne bruta confina
essa percepção clara, perfeita - que é a Verdade.

Em algum momento deixamos de lado essa verdade, mas ela não se esquece de nós. Bem cedo, experimentamos a perda dessa orientação interna.

O GPS de nossa alma continua em perfeitas condições de funcionamento, mas agimos como se estivesse quebrado.
Aprendemos a depender do ego e do intelecto para seguir nosso percurso.

 Isso até funciona bem para viagens curtas, mas não para a longa jornada que é o nosso verdadeiro caminho, de modo que perdemos grande parte da nossa vida na tentativa de recuperar nossa sabedoria, nosso sininho interior.


Temos, porém, uma lembrança dele, e isso nos estimula.
-        Como você redescobriu o seu sininho interior? - pergunto a Louise.

-        Demorei muito - diz ela. - Tropecei muito ao longo da minha vida adulta, sem qualquer consciência do meu sininho interior.
-        Então o que aconteceu?

-        Bem, eu estava assistindo a uma palestra  quando ouvi alguém dizer: “Se você estiver disposto a mudar sua forma de pensar, você pode mudar a sua vida.” Então algo dentro de mim disse: “Preste atenção nisso”, e foi o que fiz.

-        Foi o seu sininho interior que lhe disse para prestar atenção? - indago.
-        Deve ter sido - diz Louise.

Em seguida, Louise me pergunta como achei meu sininho in-terior. Então conto a ela como conheci meu primeiro mentor espiritual, aos 18 anos. Seu nome é Avanti Kumar.

 Avanti foi meu colega de turma na Universidade da Cidade de Birmingham. Ele era uma espécie de místico urbano. Parecia levar uma vida normal, mas ainda assim era diferente de todas as pessoas que já conheci. Avanti me apresentou à metafísica e à meditação.

“Você é Buda, e todos estão esperando que você se lembre dis-so”, Avanti me disse uma vez, durante uma das muitas conversas que tivemos em nosso café favorito.

 Ele esclareceu o que queria dizer com aquela afirmação de. que todos nós somos Buda. Esse nome é o termo em sânscrito para aquele que despertou, isto é, alguém que se lembrou de sua natureza não condicionada.

Avanti me ensinou que há dentro de cada um de nós uma voz silenciosa e suave que é a nossa verdadeira voz e, quanto mais dispostos a ouvi-la estivermos, mais fácil será escutá-la.

E, assim como Louise, aprendi a confiar nessa voz interior. Eu a chamo de meu Sim. É um Sim com S maiúsculo. Tenho certeza de que é a mesma coisa que o sininho interior de Louise. 


   
Chamo-a de meu Sim porque é profundamente afirmativa e sinto que só quer o meu bem. Essa voz também está sempre pronta para me apoiar e à disposição quando preciso dela. 

Ela é um Sim para mim 
quando sinto sua presença em meu corpo,
 meu coração e meu pensamento.

 É o que procuro escutar quando preciso tomar uma decisão. É o que me ajuda a reconhecer e seguir o grande plano. O Sim é a luz do meu caminho.

Louise diz que seu sininho interior é a forma que a vida tem de amá-la e eu me sinto da mesma maneira em relação ao meu Sim. Ela consulta seu sininho interior várias vezes ao dia.

-        No início, eu meditava para conseguir ouvir meu sininho interior - conta. - A meditação era muito difícil para mim no começo. Eu sentia dores de cabeça violentas.

 Era muito desconfortável. Mesmo assim, persisti e, com o tempo, passei a gostar. A meditação me ajudou a escutar por dentro. Foi uma grande ajuda.

Quando pergunto a Louise se ela ainda medita, ela me fala sobre um ótimo exercício que costuma fazer:

-        Não medito mais todo dia. Só às vezes. Quando acordo, vou até o espelho e falo: “Diga-me o que preciso saber hoje.” E então escuto. Foi por meio desse exercício que aprendi a acreditar que tudo o que preciso saber será revelado a mim numa sincronia perfeita de espaço e tempo.

Com frequência se pergunta? O que você gostaria que eu soubesse? quando precisa de orientação a respeito de algo específico, como um problema de saúde, uma decisão de negócios ou um encontro com alguém.
Esse exercício me lembra uma oração do livro Um curso em milagres que chamo de Oração Guia. Recito-a quase todos os dias há 20 anos. A ideia é ficar em silêncio, fazer uma conexão consciente com sua voz interior (seja lá como você a chame) e então simplesmente perguntar:



O que Você gostaria que eu fizesse?
 Onde Você gostaria que eu fosse?
O que Você gostaria que eu dissesse e para quem?
- Eu sou uma pessoa do Sim e vivo no universo do Sim.

Isso é incrível. Agora explique o que você quer dizer com essa frase.
-                     A vida nos ama, e esse amor nos sustenta e nos guia em nos­sas aventuras. Então o universo está sempre dizendo Sim para nós.
-                     O amor é o sininho interior! - exclamou.

-                     Exato - confirma sorrindo. - E eu sou uma pessoa do Sim porque sempre sigo meu sininho interior.
-                     Por que nós resistimos tanto a segui-lo? - pergunto.

-                     As crianças não escutam a palavra sim o suficiente - explica Louise. - Elas só ouvem Não, Pare com isso, Faça o que eu disse. E as pessoas que lhes dizem essas coisas ouviram a mesma coisa quando eram crianças.

Segundo estudos, a primeira palavra que a maioria das crianças aprende a falar é não. Quando ouvi falar sobre isso, fiquei sur­preso.

Pensava que a primeira palavra mais comum fosse mamãe ou papai. Mas, pelo visto, não é. Outra pesquisa revelou que as crianças ouvem a palavra não até 400 vezes por dia.

 Sabemos que uma criança precisa ouvir não, mas não com essa frequência. En­tão talvez não seja mesmo a primeira palavra mais comum.


 “No princípio era o verbo, e a palavra era não.” Nossa vida começa com um não. Não é um bom começo. Agora imagine se a primeira palavra que aprendêssemos a falar fosse sim.

- Todas as crianças têm um sininho interior, mas elas precisam crescer num ambiente amoroso e positivo, a fim de que confiem em sua voz interna.

Ela traça um paralelo entre crianças saudáveis numa família e células saudáveis no corpo e cita Bruce Lipton, o biólogo celular que escreveu A biologia da crença.

 Lipton compilou um volume significativo de pesquisas mostrando que a saúde de uma célula depende do ambiente em que ela existe.
 Um ambiente amoroso e positivo proporciona saúde; mas um ambiente negativo e de medo causa descontentamento.

Portanto, Louise afirma que sem um ambiente amoroso e positivo a criança se esquece de seu si­ninho interior.

Ouvindo nosso sininho interior, aprendemos a amar a nós mesmos. É assim que tomamos coragem para viver nossa verda­de. Porém, quando paramos de escutar essa sabedoria interna, acabamos rejeitando a nós mesmos.

 Em vez de sermos quem verdadeiramente somos - sermos originais, se preferir -, ten­tamos nos encaixar, agradar aos outros, ser normais.
 Mas não viemos ao mundo para ser normais! 

Ser normal é não ir atrás do que o faz feliz. No fim de sua vida, ninguém vai lhe perguntar se você foi normal. Ninguém vai obrigá-lo a fazer um Teste de Normalidade!

“Somos constantemente incentivados a ser quem somos”, escreveu Henry David Thoreau. Para conseguir isso, porém, pre­cisamos honrar nossa sabedoria interior.

 Tenho um exercício sobre sabedoria interior, que consiste em fazer com que todos no grupo se levantem, um de cada vez, e digam em voz alta a seguinte afirmação:
 Eu sou uma pessoa sábia.



Afirmar Eu sou uma pessoa sábia pode parecer simples para você, mas nem todos acham isso fácil. Muitos alunos sentem palpi­tações só de me ouvirem explicando o exercício.

Têm fraqueza nos joelhos ao se levantarem na sua vez de falar, ficam emocionados, às vezes choram.

No fim, ao avaliarmos o exercício, incentivo os alunos a perceberem qual “eu” considerou essa tarefa difícil. Seria o pássaro da alma, o Eu Ilimitado ou a sua autoimagem?

Durante um dos cursos que ministrei, um homem chamado Alan se recusou a fazer o exercício.

Apesar de ser um professor experiente de uma grande escola de Londres e bastante capaz, quando chegou sua vez de se levantar, ele não conseguiu falar e estendeu a mão na minha direção como se dissesse “Não, eu não posso”.

 Até então, Alan havia sido bastante sociável e participara integralmente do programa. Contudo, nesse momento, vi que seu gesto com a mão estendida era um não decidido. Ele não estava pronto. 
Então seguimos adiante. Dias depois, recebi um e-mail dele. Eis um trecho do que Alan escreveu:

Querido Robert,
Obrigado pelo curso, do qual gostei imensamente. Como você sabe, o último fim de semana foi difícil para mim... Eu fui pego de surpresa pela maneira como reagi ao exercício “Eu sou uma pessoa sábia”.

Eu fiquei paralisado e pensei: “Não.” Não consegui falar... Minha maior alegria como professor é ajudar meninos e meninas a encontrarem sua voz. Veja que ironia!

 Este é meu convite para me curar e amar a mim mesmo. Tenho 46 anos e sei que nunca é tarde demais para ser uma pessoa sábia! Quero que saiba que estou disposto a honrar a sabedoria que você diz estar dentro de todos nós.

“Eu sou uma pessoa sábia.” “Eu sou uma pessoa sábia.” Estou de pé ao escrever essas palavras!... Lágrimas rolam pelo meu rosto... “Eu sou uma pessoa sábia.” Sei que isso está apenas por escrito...

Mas peço que, na próxima vez que nos encontrarmos, você me dê a chance de dizer em voz alta - para todo o grupo - “Eu sou uma pessoa sábia”. Fazer isso é muito importante mim.
Fique com Deus,
Alan


O hábito de auto rejeição assume o controle quando você se faz de surdo para a voz sábia do seu verdadeiro ser. Você para de se escutar por dentro. É mais fácil ouvir a voz do Não internalizada na infância, que castra, limita e abaixa a autoestima

 Desconsidera o que seu corpo está lhe dizendo. Ignora as mensagens internas de seu coração. Não escuta o cantar do pássaro de sua alma. Você se afasta de si mesmo.

 Você se reconhece no espelho? É você mesmo? Sutil ou não tão sutilmente, desistimos de nós mesmos nos convencendo de que não fazemos diferença.

Paramos de acreditar em nós mesmos, deixamos de nos importar. “Não ter consciência de si mesmo como espírito é desesperador”, disse Soren Kierkegaard.

Quando você para de seguir sua voz interior, se torna um estranho para si mesmo. Esquece quem é de verdade e não tem como saber o que quer de fato.

Assim como todo mundo, você luta pela felicidade, persegue o sucesso, busca o amor, mas a falta do seu guia interior faz com que você procure nos lugares errados.

Você está cheio de desejos, mas será que consegue diferenciar um querer genuíno de uma resposta condicionada a propaganda e marketing?

 Você nunca está satisfeito com aquilo de que nem precisava, para início de conversa. Você sabe a que realmente quer dizer sim?
-        Toda vez que escuto a expressão ter que, um alarme dispara na minha cabeça - diz Louise.

Quando você se pegar dizendo “Eu tenho que fazer...”, ou “Tenho que ser..ou “Tenho que ter...”, é preciso se perguntar “Quem está dizendo isso?”. É a voz do seu Eu Ilimitado? Você esta realmente indo em busca da sua alegria? Ou essa é a voz do seu ego?

-        Quanto mais você riscar o ter que... da sua lista, menos ruído terá em sua cabeça e mais fácil será ouvir seu sininho interior de novo - aconselha Louise.
LOUISE HAY

 

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