
Por que a deficiência de vitamina D é um problema que atinge tanta gente?
O
endocrinologista Michael F. Holick, professor de medicina, fisiologia e
nutrição no Centro Médico da Universidade de Boston e da Tuffs University, foi
o primeiro pesquisador a identificar a principal forma circulante e ativa de
vitamina D no sangue humano. Com isso, determinou o mecanismo de síntese dela
na pele e associou os efeitos da vitamina no envelhecimento.
Foi
difícil estabelecer a relação entre exposição ao sol e saúde celular dos órgãos
em geral. Se eu tivesse que te dar um único ingrediente secreto que pudesse se
aplicar à prevenção e ao tratamento de doença cardíaca, cancros comuns, AVC,
doenças infecciosas da gripe, tuberculose, diabetes tipo 1 e 2, depressão,
insônia, fraqueza muscular, dor nas articulações, fibromialgia, osteoartrite,
artrite reumatóide, osteoporose, psoríase, esclerose múltipla, hipertensão e
até demência, seria isso: vitamina D;, garante.
De acordo com seus estudos, a vitamina D pode reduzir em até 50% a probabilidade de hipertensão, acidente vascular cerebral e infarto quando mantido o nível do pró-hormônio adequado no organismo.
Ele ainda destaca que mulheres com
osteoporose tendem a ter um grande volume de cálcio nas paredes das artérias e
correm maior risco de morte por causas cardíacas do que as mulheres com ossos
mais fortes e densos, por causa da formação de placas de gorduras perigosas.
No mês
passado, Holick esteve em Brasília. Em entrevista, ele fala sobre a deficiência
de vitamina D, que é um problema no Brasil e em todo o mundo e sobre os
benefícios desse micronutriente.