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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Carta para um menino adolescente que já cresceu - heroi do futuro





Carta para um menino adolescente que já cresceu p mito do herói.

"Quando a mente explora um símbolo, é conduzida a idéias que estão fora do alcance da nossa razão." (C. G. Jung)

Querida amiga, fiquei meditando sobre suas palavras, nas suas dúvidas sobre a vida afetiva do jovem herói do nosso tempo.

Quando penso na jornada mítica de cada um, eu me lembro do mito do Graal que nos fala: “do caminho do herói, da sua saga, da realeza, da fertilidade, e do sagrado, do paraíso perdido, do sentido ético oculto.

“Ele está perto e não é visto. As atividades exteriores impedem a contemplação que seria necessária e desviam o desejo. O Graal representa a conquista de uma transformação radical do espírito e do coração”. É preciso ir mais longe com a Alma e o coração para sentir a Graça Divina de Ser.

O herói, o guerreiro libertador é tanto uma força “externa” como uma força “interna”. Será que o “menino-homem” da nossa época está predestinado a encontrar sua amada em um mundo interno amoroso romântico?

Será que ele esta pronto para acolher, proteger, cuidar e ser amado - ficar apaixonado, ser grato e governar seu reino com Sabedoria? E, ainda acreditar nas palavras “eles serão felizes para sempre”?

Tecer a felicidade exige concentração total no sonho, na imaginação, sem diluição, sem medo, com definição e estratégia. A concentração em um foco liga-se com a circularidade e com um ponto que é fonte original e termo de destino.
Focalizar significa a capacidade de perceber com clareza. Concentrar-se no foco é buscar a iluminação sobre a meta existencial. No teatro é a parte mais iluminado do palco.

Aprendemos que “vida” e a educação tanto do ponto de vista individual quanto do coletivo, social eram quase sinônimas, e que a ética seria uma luz no caminho, uma vez que em ambas nada mais ocorreria senão a “re-significação das experiências”.

Saber é poder. “Precisamos de concentração para não afundar sem identidade, sem Alma na cultura das massas que precisam domesticar e direcionar os desejos, com a intenção de tornar todos iguais e assim  a massa segue como uma boiada de cabeça baixa sem consciência -  revelou-se,assim mais eficaz para a continuidade da dominação do que a sujeição física.

 É a sujeição do querer, que se realiza sob a aparência de total liberdade, como sugere o texto de Tocqueville. Isso se dá hoje, sobretudo, pela indústria cultural”. 5