Ouvir com verdadeira atenção
“Todo ser
humano foi condicionado a pensar e agir de determinada forma – condicionado por
sua herança genética, pelas experiências da infância e pelo ambiente cultural e
social em que vive.
Tudo isso não mostra o que a pessoa é, mas
como parece ser. Quando você julga alguém, confunde os modelos condicionados
produzidos pela mente com o que a pessoa é. Nossos julgamentos também têm
origem em padrões inconscientes e condicionados.
Você dá aos outros uma identidade criada por
esses padrões, e essa falsa identidade se transforma numa prisão, tanto para
aqueles que você julga como para você mesmo.
Deixar de
julgar não significa deixar de ver o que as pessoas fazem. Significa que
você reconhece seus comportamentos como uma forma de condicionamento, que
você vê e aceita tal como é. Não é a partir desses comportamentos que você
constrói uma identidade para as pessoas.”
“Enquanto
o ego dominar a sua vida, a maioria de seus pensamentos, emoções e acções virão
do desejo e do medo. Isso fará você querer ou temer alguma coisa que possa vir
da outra pessoa.
O que você quer dos outros pode ser prazer,
vantagem material, reconhecimento, elogio, atenção, ou fortalecimento da
identidade, quando se compara achando que sabe, ou que tem, mais do que os
outros.
Você teme
que ocorra o contrário – que o outro seja, tenha ou saiba mais do que você – e
que isso possa de alguma forma diminuir a ideia que você faz de si mesmo.”
Quando você concentra sua atenção no presente – em vez de usar o presente como um meio para atingir um fim – você ultrapassa o ego e a compulsão inconsciente de usar as pessoas como meios para valorizar-se ao se comparar com elas.
