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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Fractais quânticos - som e a Unidade



Fractais quânticos monádicos (nova versão 30-05-09)
Autor: Nelson Job

A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
E a morbidez dos seres ilusórios!
“Eu” Augusto dos Anjos

Esclareceu que um Aleph é um ponto do espaço que contém todos os pontos.
(...)

O diâmetro do Aleph seria de dois ou três centímetros,
mas o espaço cósmico estava aí,
sem diminuição de tamanho.
Cada coisa (o cristal do espelho, digamos) era infinitas coisas,
porque eu a via claramente de todos os pontos do universo.
“O Aleph” Jorge Luis Borges

O senhor vá ver, em Goiás, como no mundo cabe mundo.
“Grande Sertão: Veredas” João Guimarães Rosa

“Introdução”
Pretendemos articular de forma transdisciplinar, os conceitos de mônada na filosofia de Leibniz, fractal na Teoria do Caos e colapso de onda na física quântica e em um modelo de consciência quântica.

O que já foi dito
O tema das relações micro-macro são bem antigos, O hermetismo (WESTCOTT - 2003), filosofia mística ligada à figura de Hermes Trimegisto que provavelmente remonta ao antigo Egito, em torno de 3 milênios atrás, vai ter um renascimento no helenismo na Grécia antiga (século III A.C.) e apogeu no Era Medieval. O hermetismo já afirmava, em seu Princípio da Correspondência, que o está em cima é como o que está embaixo, o que vai gerar a astrologia, por exemplo.

Os fractais, por sua vez, são figuras oriundas da Teoria do Caos que há décadas vem causando fascínio em cientistas e leigos. Descobertos pelo economista da IBM Benoit Mandelbrot (GLEICK-1989) em 1979

 a partir das figuras dos assim chamados Conjuntos de Julia, os fractais são figuras feitas por computador a partir de equações matemáticas que derivavam da investigação de ruídos padronizados, gerando imagens intrigantes, onde as menores partes da figura praticamente reproduzem a forma do todo,

 porém, é relevante evocar a diferença que há entre fractais, apesar da semelhança. Localizam-se fractais na natureza, como na morfologia de vegetais, por exemplo, a samambaia; as encostas de litorais e até nas pinturas de Pollock (TAYLOR–2003).


O filósofo Gilles Deleuze (2008) relaciona as mônadas de Leibniz (NEWTON – LEIBNIZ – 1983) com os fractais de Mandelbrot e o divulgador da ciência James Gleick (1989) também diz que o conceito de auto-semelhança dos fractais tem seu berço na filosofia de Leibniz.

Por sua vez, o médico Stuart Hameroff (2003) equivale o conceito de Redução Objetiva (Objetive Reduction – OR) de Roger Penrose (versão da “vindoura” gravidade quântica para o colapso de onda da interpretação de Copenhague da física quântica) com o conceito de mônada (e de ocasião atual de Whitehead (1978)).