Medos, julgamentos e um Deus, Juiz severo...
A graça vem de dentro nasce da árvore da vida
interior...
È necessário
integração da obscuridade e da luz. Nossa meta necessita ser a totalidade,
assim como as raízes de uma árvore se espalham debaixo da terra e revela seus
galhos que crescem para cima, é necessário mergulhar profundamente em nossos próprios abismos, e
encontrar sustento e base sepultado profundamente dentro de nós.
Quando você
cultua internamente um Deus severo, ou projeta esta figura paterna em suas
escolhas profissionais, afetivas, religiosas e sociais, esse pode ser um indicador
que você precisa encontrar mecanismos externos para controlar e organizar sua
vida interior, sentimentos caóticos e por isso busca um ambiente controlador e
punitivo.
Neste
contexto, vamos pensar na importância do
Pai Divino, como um arquétipo , ou como uma qualidade interna interior. De
acordo com Neuman, a ética cristã baseada em um virtuoso Deus unidimensional
conduz inevitavelmente a projeção do mal;
é necessário reeditar uma ética nova, que
implique um Deus multidimensional que
abarque o bem e o mal, e também exige que cada indivíduo assuma em si todas as
qualidades escuras , feias, deformada e maligna que anteriormente não
aceitou.
“ a velha imagem idealizada do ego tem que
ir-se , e em seu lugar é revelado uma
perigosa percepção da ambiguidade e da multilateralidade da nossa própria
natureza ... O ego é forçado a reconhecer que mentalmente possui a qualidade do mal, e que é enfermo, que é anti-social e que está
nas garras de um sofrimento neurótico,
que é feio e mesquinho... infantil, desajustado, miserável e feio ... Finalmente
o indivíduo se coloca cara a cara com a necessidade de aceitar o seu mal. Neuman
As forças do
mal existentes dentro de nós se
transformam graças a esse reconhecimento e essa aceitação.
