
“O Outro me diz quem sou”
Tratamento da auto-imagem.
A auto-estima elevada, portanto, resulta dos reflexos positivos que cercam a criança. Você poderá dizer: “Bobagem, conheço muita gente que, quando criança, teve a pior relação possível com os pai e com a vida em geral. Apesar disso, tiveram sucesso e hoje parecem muito seguras de si e realizam coisas notáveis.”
Realmente há muitas pessoas assim. Mas os elementos exteriores do “sucesso” não asseguram a paz interior. Muitas vezes pessoas que exteriormente parecem bem-sucedidas, pagam, no íntimo, o preço:
vivem atrás de uma máscara de falsa confiança na alienação, com defesas neuróticas e insatisfeitas.
Solitário que não gostam de si mesmos, podem usar constantemente o trabalho como uma fuga. Mesmo assim, sentem a sua inadequação, por maior que seja o “sucesso” exterior que conseguem demonstrar.
A verdadeira auto-estima, que nos interessa aqui, é a maneira pela qual nos sentimos intimamente, e não a aparência de felicidade ou a acumulação de riquezas e posições.
Para se considerar uma pessoa realmente adequada e sentir-se bem interiormente, a criança precisa de experiências de vida que lhe provem que tem valor e que é digna de ser amada. Não basta dizer à criança que ela é especial. A experiência é que importa. Ela fala mais alto do que as palavras.
As crianças valorizam a si mesmas na medida em que foram valorizadas.