Cuidado com os dentes - Alerta para os jovens da maconha
Há evidências substanciais de que o uso de maconha entre adolescentes está associado com piora no aprendizado. O consumo prejudica as funções cognitivas em vários níveis, incluindo a capacidade de planejar, organizar, resolver problemas, a rapidez do processamento de informações e a habilidade de tomar decisões e a memória (verbal e visual).
A associação da maconha ao uso de cigarros comuns aumentava o risco da dpença gengival e suas conseqüências -- para cada maço frequente de cigarros, o risco aumentava em 6%.
Todas as análises estatísticas permitiram definir que o uso de maconha está relacionado, de forma independente, a doença das gengivas e perda dentária em adultos jovens. Esses problemas, por sua vez, estão associados a dor, desconforto e problemas articulares na mandíbula a médio e longo.
O uso do tabaco e suas conseqüências nocivas já está claramente definido. O alerta a ser feito agora é de que a maconha não é uma droga inocente e está definitivamente ligada a doença pulmonares crônicas, tal qual o cigarro, ao câncer de laringe e, como demonstrado nessa pesquisa, à doença periodontal e perda dentária.
Artigo escrito pelo médico Luís Fernando Correia, apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.
O que ocorre é que o consumo da maconha danifica o sistema nervoso central, aumentando o risco de esquizofrenia, ansiedade, paranoia e depressão, além de ideação suicida. Sem falar que seu uso provoca a síndrome amotivacional, tornando os jovens apáticos e incapacitados para a ação e estraga os dentes, os jovens acabam ficando sem dentes.
A maconha
é a substância proibida por lei mais usada em nosso país. Trata-se de uma erva
polêmica que gera discussões, em especial sobre a possível descriminalização e
seus malefícios.