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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Para compreender a Roda da vida Tibetana Parte 2


Para compreender a Roda da vida  Tibetana - Parte 2

Este texto é muito interessante e nos leva a refletir sobre nossas necessidades ,  compreender nossas emoções, desejos e compulsão nos leva a Luz da Consciência  Assim, podemos compreender o outro sem julgar.

Os asuras estão completamente inebriados com a competição. Os animais estão completamente imersos na estupidez e falta de iniciativa.

Os espíritos famintos estão completamente absorvidos pela total insatisfação. Os habitantes do inferno estão completamente envolvidos na agressão e na dor. Nestes mundos há menos possibilidades de evolução porque as experiências são tão intensas a ponto de subjugar e hipnotizar totalmente os seus habitantes.

1. Os três mundos superiores
a) O mundo dos devas (ou deuses samsáricos)
Este mundo, no plano físico, é o produto da auto-indulgência nos prazeres sensuais. Cada grau de intensidade de prazer é baseado em graus correspondentes de esperança de consegui-lo e medo de perdê-lo.

Há intensa preocupação com a auto-imagem e com a autogratificação da mais alta ordem. A característica predominante deste mundo é o orgulho, uma atitude autocentrada, egoísta e narcisista... No plano mental, existe uma grande tendência a fixação, absorções meditativas de todas as espécies, êxtases, samadhis, mas tudo ainda baseado sobre o jogo ilusório do ego, onde a meditação é uma experiência separada do próprio ser.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A luz clara e a hora da morte. vivendo e morrendo em cada respiração.

"Vivendo e morrendo conscientemente"


Agora que o bardo da morte desponta diante de mim,
Eu vou parar de prender as coisas, de desejar e me apegar,
Vou entrar sem distrações na clara percepção dos ensinamentos,
E ejetar a minha consciência para a dimensão da percepção não nascida.
Quando eu deixar este corpo composto de carne e sangue,
Saberei ser ele apenas uma ilusão passageira.

Padma Sambhava em O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS
Nos ensinamentos tibetanos, a morte é mais um momento no qual devemos praticar a atenção plena. Lembrar-se da inevitabilidade de nossa morte, encarar o fato inescapável da nossa própria mortalidade e da impermanência de todas as coisas, pode ser a mais liberadora das meditações, porque apresentar a realidade das coisas como realmente são, ajuda a desalojar o egoísmo grosseiro, o apego e a miopia - colocando nossas vidas na perspectiva correta.

A morte é um espelho, que reflete e ilumina tanto a vaidade quanto o sentido de nossas vidas. A morte é o momento da verdade, quando nos encontramos com a realidade face a face. Para todos nós, é também um momento de oportunidade, quando podemos atingir nossa natureza original. A morte é mais certa do que o amor, e com certeza aguarda a todos nós na doença ou na velhice. A sabedoria perene nos diz que deveríamos nos preparar para o nosso fim, o que nos tornará melhor preparados para viver - ou morrer - de forma iluminada.

Diz-se que na morte apenas duas coisas contam: o que fizemos em nossas vidas e o estado interior que temos na hora de morrer. Estes dois fatores determinam o que vem depois. Buda ensinou que a experiência real do momento de morrer é crucial para o próximo renascimento, e que no momento da morte ocorrem experiências espirituais extraordinárias que oferecem um portal para a grande liberação. Portanto, a atmosfera física e os estados de espírito daqueles que estão ao redor do moribundo são extremamente importantes, e paz, conforto, gentileza, amor, aceitação e harmonia ajudam a guiar o morto, da melhor maneira possível, em sua travessia.