A culpa não é minha
Um comportamento bastante peculiar de quem age dessa forma é sempre colocar a culpa nos outros. Assumir a responsabilidade por si próprio significa apropriar-se de suas emoções.
Pode ser muito tentador colocar a culpa nos outros, ou acreditar que não se sentiria daquele jeito se não fosse pela ação da outra pessoa ou circunstância.
Por mais que outras pessoas ou situações desafortunadas tenham nos causado dor, somos nós os únicos responsáveis por determinar se a dor vai ou não continuar, diz Cássia. Gangorra de emoções
A vendedora que vamos chamar de Márcia, pois prefere não se identificar, tem 36 anos de idade e mania de perseguição. Sou do tipo pavio curto e já arrumei muitas encrencas por achar que os outros estavam falando de mim. Não paro em emprego e sempre levo as coisas pelo lado pessoal.
Já houve situações em que, ao presenciar qualquer tipo de cochicho no trabalho, ou se alguma colega não me dava atenção, passavam mil coisas pela minha cabeça. Tudo me deixa insegura e perco até o sono imaginando diálogos, ou seja, o que as pessoas podem estar falando a meu respeito, e mudo totalmente com elas.
Sempre falo o que me vem à cabeça. Depois paro pra pensar e vejo que poderia ter agido de outra forma. Mas a qualquer sinal diferente lá estou eu influenciada pelas minhas emoções novamente.





