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sábado, 4 de janeiro de 2014

Adultos com Distúrbio de Déficit de Atenção Brando



PRISIONEIROS DO PRESENTE
Distúrbio de Déficit de Atenção Brando


Embora um caso exacerbado de DDA certamente prejudique sua vítima, um caso brando tem suas vantagens. Sem dúvida, uma delas é a capacidade de abandonar velhos hábitos e começar novos, a exemplo do que fizeram os imigrantes.

Hoje os amplos contornos do distúrbio de déficit de atenção são conhecidos: acredita-se que o DDA seja uma falha no sistema de atenção que cria dificuldades para a criança ou para o adulto prestar atenção quando obrigados.

 “Quando obrigado” é a expressão crítica aí, porque a criança DDA pode ser hiperconcentrada às vezes, num assunto, ou atividade (vídeo game, por exemplo), do qual não consegue desligar-se.

 Como o DDA muda de um extremo  de atenção ao outro, de pouquíssima a demasiada atenção, alguns profissionais não gostam do rótulo “déficit de atenção”, que consideram, com razão, uma designação incorreta, O problema é mais uma inconsistência de atenção do que um déficit absoluto.

Menos conhecido do público é o fato de crianças DDA se classificarem em dois campos distintos: as com DDAH (distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade) e as com DDA sem o H.

 As crianças DDAH são os clássicos garotinhos incontroláveis (claro que também existem as garotinhas incontroláveis): crianças que não conseguem ficar paradas, dão respostas sem pensar na sala de aula e se exibem para as outras crianças, metem-se em brigas no playground, tiram C e D em tudo, quando seus pais e professores sabem que eles são capazes de tirar A e B.

 Ou seja, crianças que não “funcionam à altura de sua capacidade”. Ao longo dos anos, seus boletins escolares servem de manuais de diagnóstico da síndrome: