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terça-feira, 6 de setembro de 2016

A vitima do psicopata pode ser da familia -alerta geral.



Convivendo com o perigo
Por mais incrível que possa parecer, os psicopatas estão entre nós e, pelo menos na aparência, não se distinguem das pessoas comuns. Sendo assim, o que fazer para evitar suas ações e o que acontece com as suas vítimas?
Psicopatologia 

Por Júlia Bárány - Revista Psique


Alertar a sociedade é de urgente utilidade pública. O primeiro passo é informar e esclarecer. Para a grande maioria das pessoas é quase impossível conceber que um ser humano seja totalmente amoral como o psicopata.

Com frequência, as vítimas são alvo de emboscadas bem planejadas, sem pistas, como um aparente acidente de carro.

Existe protocolo para atender vítima de sequestro, de estupro, de violência doméstica, vítima de estelionato, de falcatrua, de roubo, mas não existe para atender vítima de psicopata.

 Não existe, tampouco, proteção legal, não há advogados especializados em sua defesa e, na grande maioria dos casos, o psicopata enrola até o juiz e sai ileso do caso, virando tudo do avesso, transformando- se em vítima quando é o algoz e descarregando o ônus em cima da vítima real.

Os profissionais de saúde que recebem essas vítimas em seus consultórios, na grande maioria, não sabem pelo que realmente essa pessoa passou e o que ela precisa para começar a se recuperar do tsunami que devastou sua vida.

 A vítima chega incompreendida até por sua família, seus amigos, que acabam acusando-a de ter sido responsável por ter “confiado” no psicopata. É quase impossível não cair na armadilha uma vez que o psicopata decida capturar a pessoa.

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Desvios de conduta graves, como roubar, mentir, usar, descartar, manipular são ações inconsequentes e corriqueiras para o psicopata
Numa relação afetiva, a primeira fase, da conquista, é algo que a vítima jamais experienciou igual na vida.

 Ela se torna o centro de atenções dele, é cumulada de elogios, presentes, toda espécie de mimos, bajulações, a tal ponto que a vítima não enxerga mais nada a não ser o príncipe encantado que se materializou na sua frente.

 Todos os indícios de possíveis incongruências, de possíveis inverdades são camuflados pelos fogos de artifício. Deixa para lá todas as anteriores, horríveis, que nem chegam aos seus pés. Ela é finalmente a mulher que ele esperou a vida toda (ou vice e versa). Deve ser um encontro planejado nos céus, que agora finalmente se realiza.

A vítima se entrega aos pedaços até se entregar inteira. Passa a senha da sua conta bancária, transfere para o nome dele suas propriedades, faz-lhe uma procuração conferindo plenos poderes.

 Deixa-o usar todos seus contatos profissionais, o psicopata se intromete na família da vítima a ponto de criar conflitos insolúveis, toma conta das amizades e afasta todas, eliminando assim o sistema de suporte da vítima.

 E a lábia dele é tão convincente que não há dúvida de que esteja fazendo tudo porque ama e quer o bem da vítima. Pronto, agora que o alvo está sob seu domínio, fim da primeira fase.