Meditação Técnica e concentração
A palavra meditação não
tem na Índia o mesmo significado que no Ocidente. Os hindus usam uma palavra
equivalente, pois não existe outra que se aproxime mais dessa idéia. A palavra
mais usada por eles é Dhyana, ou Nidihyasana, ou ainda Upasana.
Normalmente,
durante a meditação, objetivamos pensar apenas em um Ideal espiritual ou uma
idéia próxima deste ideal. Na Dhyana, o pensamento não se ocupa de modo algum
com um tema, mas dirige-se intensamente para o Ideal espiritual. Na Índia,
o objetivo buscado é o de se obter uma experiência espiritual que transcenda a
mente.
Se não se admitisse a possibilidade de atingir um estado mais elevado
que o nível da mente, a meditação hindu não teria nenhum significado. Para os
hindus, a meditação é suscetível de levar um contato direto com o Supremo. Por
que é necessário meditar? Para buscar o Supremo.
Aqueles que meditam desejam
encontrar o Supremo. Sabem que a melhor coisa que existe em suas vidas é alcança-lo.
É a meta suprema da existência. Na Índia é a salvação. Precisamos dizer também
que a meditação deve tornar-se uma concentração intensa, tão fina e aguda
quanto possível.
Trata-se, portanto de uma intuição penetrante. Há, por um
lado, a intensidade da concentração e , por outro, uma compreensão bem aguçada,
bem afinada, dentro da meditação profunda. Ficamos então completamente
separados da vida comum. Normalmente esta prática é difícil, pelo menos no
início, porque nossa mente está habituada a afundar-se numa imensa variedade de
pensamentos e sentimentos.
A isto se acrescenta a lembrança de nossas
impressões passadas, ou então aquilo que está próximo, o imediato, tornando a
concentração muito difícil. Poucas pessoas consentem em desprender-se de todas
as suas atividades mentais para se tornarem capazes de absorver-se em seu Ideal
Espiritual. Existe um meio eficaz para se conseguir purificar a mente de todos
os diferentes tipos de pensamentos.

