Cérebro espiritual: o que a
neurociência nos diz
Autores como Daniel Goleman ou Howard
Gardner têm um conceito sobre o espiritual que vai além do religioso e até do
cognitivo. Falamos sobre a necessidade de alcançar um conhecimento mais
profundo e sensível da nossa realidade, no qual nos enxergar como parte do todo,
no qual atingir um nível de bem-estar mais elevado e distante do ego, da
fixação pelo material.
Desde tempos remotos, a humanidade
sempre tem buscado transcender tudo o que é cotidiano e ordinário. Não falamos
apenas sobre a clássica necessidade de ter contato com o divino, sobre práticas
religiosas usadas para pedir chuva em troca de uma oferenda, sobre pedir para
ser curado, perdoado ou abençoado com sorte ou fortuna.
Falamos principalmente
sobre essa necessidade do ser humano de alcançar uma “segunda realidade” com a
qual escapar, com a qual encontrar a calma, a autorrealização ou até mesmo – e
por que não? – a sabedoria.
“O segredo da saúde física e mental
não é chorar pelo passado, se preocupar pelo futuro ou prever os problemas, mas
viver o momento presente com sabedoria e seriedade.”
-Buda-
Os neurologistas chamam essa
necessidade de consciência egóica ou consciência límbica. Porque, independente
do místico, falamos sobre uma série de emoções e processos mentais muito
específicos, pelos quais nosso cérebro é o responsável. Não queremos com isso
diminuir o valor da religiosidade ou da espiritualidade em si.
Falamos
principalmente sobre uma realidade que está aí, no nosso cérebro e em uma série
de estruturas que ao serem estimuladas geram mudanças pontuais na nossa
percepção, na maneira como nos sentimos e percebemos nosso meio.

