sexta-feira, 18 de junho de 2021

Cérebro ativo









10 Conselhos para estimular o seu cérebro!

Se pensa que tem um stock limitado de neurónios que diminuirá com a idade, desengane-se. O cérebro tem uma capacidade fascinante de se reorganizar e só precisa que puxe por ele. Veja o que a ciência já descobriu e exercite a sua mente
.


Sabia que tal como exercita o seu corpo, devia exercitar o seu cérebro? Agora já sabe e nós damos-lhe 10 ideias de como o fazer. Afinal, de nada serve um corpo são se não tiver uma mente sã para o complementar.

1. Surpreenda-se
Está provado que as situações novas estimulam os neurónios. Aprender a tocar um instrumento ou a falar outro idioma, por exemplo. E a idade não é desculpa. Ao longo da vida o cérebro pode mudar e para melhor, revela estudo divulgado pelo Journal of Cognitive Neuroscience.

2. Um a dois cafés por dia
Os benefícios na prevenção da doença de   Alzheimer, Parkison ou até da depressão  mostram como o café é um aliado do cérebro.
 Mas tudo depende do tipo de consumidor que é. Investigadores italianos acompanharam um grupo de 1445 participantes entre 65 e 84 anos, durante mais de três anos e constataram que o efeito neuroprotetor da bebida está associado aos hábitos de consumo. Quem bebe café de uma forma regular e moderada – um a dois por dia – ao longo da vida tem menor risco do que quem aumenta o consumo ou quem o bebe raramente ou nunca.

3. Dormir aguça a memória
Uma equipa de investigadores britânicos e espanhóis demonstrou que o sono não só ajuda a preservar a memória como facilita o acesso às recordações, permitindo até lembrarmo-nos de factos que julgávamos ter esquecido quando estávamos acordados. Segundo os investigadores, ao acordar duplicam as possibilidades de recordar informação, um fenómeno que acreditam dever-se à ação do hipocampo.

4. Mais exercício físico, mais neurónios
Embora o cérebro corresponda a apenas cerca de três por cento do peso corporal, utiliza 15 por cento do volume sanguíneo e 20 por cento do oxigénio. A atividade física aumenta o aporte de oxigénio a nível celular, favorecendo a oxigenação do cérebro, e está associada à libertação de uma proteína que promove a produção de neurónios.

5. Reduzir o stress
Um estudo, divulgado na publicação Molecular Psychiatry, revela que a exposição a stress crónico pode interferir nas funções cerebrais e aumentar o risco de ansiedade, dificuldade de aprendizagem ou perturbações do humor. Por isso, reserve, todos os dias, cinco a dez minutos para relaxar.

6. Meditar, meditar
Investigadores descobriram recentemente uma ligação entre a meditação e a massa cinzenta, cujo volume tende a diminuir a partir da idade adulta. A equipa da University of California (UCLA) comparou dois grupos e concluiu que quem meditava há vários anos tinha menos zonas afetadas pelo envelhecimento, bem como uma perda de massa cinzenta inferior à do outro grupo. As conclusões reforçam outros benefícios já atribuídos à meditação, como o menor risco de doenças neurodegenerativas.

7. Criar laços fortes
Participar ativamente na comunidade fortalece os laços sociais e mantém o corpo e a mente saudáveis. Estima-se que as relações sociais reduzam o risco de problemas cognitivos, bem como de depresão e stress. A nível familiar, os laços também influenciam a química cerebral. Cientistas de Yale constataram que a paternidade pode alterar a zona do córtex pré-frontal masculino, tornando os homens empáticos e capazes de desempenhar várias tarefas em simultâneo. Estas alterações verificam-se, em especial, nos recém-pais que participam desde cedo nos cuidados do bebé.

8. Acelerar o passo
Investigadores do Centro de Alzheimer da Universidade do Kansas (EUA) descobriram que a prática física regular melhora os níveis de atenção, a capacidade de concentração e a memória visual-espacial. Ao analisarem pessoas com mais de 65 anos, comparando quem praticava 75, 150 (recomendação geral) e 225 minutos semanais de atividade física, concluíram que o exercício traz sempre benefícios. 
Mais importante do que contar os minutos é a intensidade a que pratica. Para garantir benefícios cardiovasculares o esforço deverá ser no mínimo moderado, por exemplo, caminhar a um passo rápido.

9. Quebra-cabeças
Xadrez ou palavras–cruzadas não são os aliados exclusivos de um cérebro em forma. São apenas exemplos, dizem os especialistas, frisando que o segredo está no desafio, ou seja, confrontar os neurónios com situações novas e intelectualmente exigentes. 
Diversificar o tipo de atividade é também importante, para estimular áreas cerebrais distintas como a memória, o raciocínio, a concentração ou a perceção visual. Importa ainda não esquecer o prazer, pois só isso garante uma experiência enriquecedora e duradoura.

10. Tecnologia 
A internet pode afetar o cérebro? Pelo menos parece mudar a forma como o usa. O estudo Google Effects on Memory: Cognitive Consequences of Having Information at our Fingertips, divulgado na revista 
Sience, concluiu que as pessoas tendem a recordar melhor informação à qual julgam não ter acesso posteriormente do que dados disponíveis online. Demonstram ainda mais facilidade em recordar onde guardam a informação do que o seu teor. 

Embora nem todos os especialistas apontem defeitos ao uso da internet, contar demasiado com a “memória externa” pode aumentar a dependência das tecnologias e, sobretudo, desperdiçar o potencial do cérebro.
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Cérebro ativo

 Nosso cérebro precisa constantemente ser estimulado. É muito comum as queixas aumentarem em relação à memória depois de certa idade. O acúmulo de informações e a velocidade com que elas chegam até nós, muitas vezes, não permitem um bom registro na nossa memória. O problema também pode estar na atenção e na concentração.

Para auxiliar nosso cérebro a se manter ativo, precisamos estimulá-lo sempre. Mas é importante entender que estimular apenas uma habilidade não é o ideal. Nosso cérebro funciona de maneira complexa e, ao longo da nossa vida, aprendemos diversas habilidades como raciocínio, linguagem, lógica, motricidade, entre outras.

Dentro dessa perspectiva, pensar em estimular o cérebro não é simplesmente fazer palavras cruzadas. Claro que fazer isso é um excelente exercício para ampliar o repertório de linguagem e manter o cérebro sadio.

 Mas só este tipo de exercício não é o suficiente para melhorar nossa cognição (processo da aquisição do conhecimento) e, principalmente, nossa memória. Para uma boa estimulação cognitiva, devemos trabalhar diferentes exercícios como raciocínio, linguagem, abstração, associações, atenção, concentração, etc.

Fazer atividade física também é de extrema importância. Estudos científicos comprovam que quem pratica alguma atividade física regularmente mantém um cérebro ativo e saudável. Aprender novas modalidades de esporte também estimula nosso cérebro. A cada novo movimento, novas áreas cerebrais são ativadas.

 


É normal, quando aposentamos, ocorrer certa lentificação das habilidades que antes eram utilizadas diariamente no trabalho. Sabe-se hoje que, para se manter uma informação preservada, é necessário que ela seja solicitada, ou seja, o cérebro precisa ser solicitado.

 Assim que a pessoa volta a solicitar as informações, caso seja necessário, o cérebro se reorganiza e é capaz de lembrar de todo processo que parou de utilizar no momento.

Assim, quando passamos por um processo de aposentadoria, a recomendação dos profissionais de saúde é que pratiquemos atividades que exijam atenção, concentração e raciocínio lógico, e que contribuam para o aumento da carga cognitiva, ou seja, aumento da densidade sináptica cerebral (conexão de um neurônio com outro), cuja rede de transmissão é responsável pela neuroplasticidade do cérebro.

Portanto, a aprendizagem deve ser permanente na vida do ser humano, e o ideal é que sejam práticas em grupo, pois, deste modo, há também um ganho social por meio do relacionamento entre as pessoas.

Estudos mostram que o ser humano que possui uma vida socialmente ativa, consegue também ter um cérebro mais saudável.

 Nunca é tarde para aprender a fazer exercícios que estimulem o cérebro, como participar de Oficinas, aprender um novo idioma, uma modalidade de esporte, a tocar um instrumento musical, viajar, conhecer novas culturas, pois, é saindo da rotina e encontrando novos desafios que nossa capacidade cerebral aumenta e podemos retardar possíveis quadros neurodegenerativos, como é o caso das demências.



FATORES DE PROTEÇÃO CONTRA O DECLÍNIO COGNITIVO

É comum ouvir na sociedade atual o medo dos idosos em desenvolver a doença de Alzheimer no final da vida. Mas devemos entender que nem todo problema de memória está relacionado a essa doença.

Muitos idosos possuem o comportamento de risco previsível e hábitos que podem prejudicar diretamente a própria saúde e consequentemente desenvolver um Declínio Cognitivo Leve (DCL). Este declínio cognitivo é percebido quando há comprometimento de uma ou algumas funções cognitivas ao passo que as outras funções ainda estão preservadas.

A cognição envolve todo nosso funcionamento mental como o raciocínio, a memória, a atenção, a linguagem, noções espaciais, o sentir qualquer estímulo externo e corresponder.  Com o envelhecimento normal já é esperado uma queda no desempenho cognitivo, mas nada que prejudique o cotidiano do sujeito.

Alguns fatores podem prejudicar a saúde cerebral das pessoas. Podemos citar o fumo, o uso do álcool, o não engajamento em atividades físicas e intelectuais, o diabetes descontrolado e hipertensão, que devem ser tratados. O indivíduo deve ter o controle sobre o próprio comportamento para conseguir alcançar qualidade de vida.

Não adianta se queixar da memória ou de qualquer comprometimento cognitivo sem fazer uma reflexão sobre os hábitos da nossa vida. Você pode se perguntar: estou fazendo atividade física regularmente?

 Estou exercitando meu cérebro com novos aprendizados e exercícios intelectuais? Como está meu ciclo social? Tenho lazer? Faço o uso de bebidas alcóolicas sempre e quando não bebo fico pensando na bebida?

 Estas perguntas podem nos ajudar a encontrar um caminho de vida mais saudável.

Alguns diagnósticos de Declínio Cognitivo Leve podem ser uma “forma incipiente“ de algumas demências, mas outros DCL podem ser revertidos com hábitos de vida saudáveis. Nem toda pessoa acometida com Declínio Cognitivo Leve desenvolverá a doença de Alzheimer, mas todo paciente de Alzheimer teve algum tipo de Declínio Cognitivo Leve.

Alguns estudos científicos em comunidades de idosos comprovam que as pessoas que possuem poucas conexões sociais, pouca integração social e vivem mais sozinhas, sem amigos, desenvolvem facilmente o declínio cognitivo.

A probabilidade de desenvolver um declínio cognitivo é muito menor entre as pessoas que possuem uma boa integração social e participam de atividades de lazer. Outro aspecto observado e que serve como fator de proteção contra demências são as atividades mentais que estimulam o cérebro. O cérebro deve estar sempre ativo!

Alguns esquecimentos fazem parte do envelhecimento e devem ser encarados com tranquilidade. A partir do momento que os esquecimentos atrapalham nosso cotidiano e mudam nossa vida como também a dos familiares, devemos procurar ajuda profissional rapidamente.

Enfim, devemos tentar sempre ter uma vida social ativa. A amizade, o lazer, a atividade física e intelectual são fatores importantíssimos na promoção à saúde evitando assim possíveis declínios cognitivos como também prováveis demências. Se algum desses fatores – considerados de proteção – não fazem parte da sua vida, busque-os o quanto antes! Faça uma reflexão…ainda é tempo de se cuidar.

 Débora Guizoli

Psicóloga (CRP 04/31433)

(Instrutora de Memória Ativa)

Especialista em Gerontologia pela PUC/MG

debora@memoriaativa.com.br

www.memoriaativa.com.br

Postado por Dharmadhannya

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