O que é o Zumbido (Tinnitus)?
Isabella Rodrigues
O zumbido não é uma doença em si, mas sim um sintoma. Ele se caracteriza pela percepção de um som na cabeça ou nos ouvidos quando não há uma fonte sonora externa real produzindo esse som.
Em outras palavras, a pessoa ouve um ruído que não está vindo do ambiente ao
seu redor. Esse som é gerado pelo próprio sistema auditivo ou pelo cérebro.
Como é o Som do Zumbido?
A descrição do som varia muito de pessoa para pessoa. As mais comuns são:
"Apito" ou "chiado" (o mais comum),"barulho de
grilo" ou "cigarra", som de panela de pressão",
"clique" ou "estalos", "zunido", "ruído de
cachoeira" ou "vento" entre outros ...
E ele também pode ser:
Agudo (como um chiado) ou grave (como um zunido), contínuo ou intermitente (vai
e vem),
unilateral (em apenas um ouvido) ou bilateral (nos dois) ou de baixa ou alta
intensidade.
Mas afinal o que causa o Zumbido?
A causa exata nem sempre é identificada, mas muitas vezes o zumbido está
relacionado a algum grau de perda auditiva, mas também pode estar relacionado a
outras alterações como disfunção da ATM (articulação temporo mandibular),
bruxismo, alterações de coluna cervical, alterações hormonais e alterações
somatossensoriais com pontos de gatilho e disfunções musculoesqueléticas,
principalmente nas regiões de cabeça , pescoço e ombros .
E o Zumbido tem Cura?
Para a maioria dos casos crônicos, não há uma "cura" no sentido de uma pílula ou cirurgia que faça o som desaparecer para sempre, mas dependendo da causa e tratamento, ele poderá ser amenizado ou até mesmo extinto.
No entanto, existem tratamentos muito eficazes que permitem controlá-lo e reduzir significativamente o incômodo, como o uso de aparelhos auditivos com geradores de som.
O objetivo do tratamento com geradores é fazer com que o cérebro "se
acostume" com o zumbido e pare de classificá-lo como um som ameaçador, um
processo que chamamos de habituação, permitindo que a pessoa tenha uma vida
normal e mais qualidade de vida.
Se você sofre com zumbido, procure uma avaliação de um especialista. É o
primeiro e mais importante passo para encontrar alívio.]
Audição e demencia em idosos
Um estudo
realizado pela Faculdade de Medicina Johns Hopkins no EUA correlacionou a
surdez com casos de demência em idosos.
Pessoas idosas com problemas de surdez tem mais chances de desenvolver
demência.
Segundo os dados do estudo, a cada dez decibéis perdidos na audição, os riscos
de demência aumentam 27%.
Segundo Frank Lin, coordenador do trabalho " A perda da audição pode estar
vinculada à demência em consequência de um esgotamento das capacidades mentais
e do isolamento social ou uma combinação de ambos" , estabelecendo assim
uma correlação entre envelhecimento, perda da audição e aumento de risco de
senilidade.
A perda auditiva não tratada, além de piorar a qualidade de vida dos idosos em
diferentes aspectos (sociais e emocionais) também poderá contribuir para o
surgimento de doenças neurológicas cognitivas como o Alzheimer.
Se você já observou algumas dificuldades auditivas no seu dia a dia, não ignore
essa condição, previna-se e busque tratamento.
Fonoaudiologa Isabella Rodrigues -
Audiovipe
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https://www.instagram.com/p/DO8j2w4kRtO/
A Isabella é minha fonoaudióloga -Dharmadhannya

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