segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Tomar água é essencial para evitar desidratação

 


Tomar água é essencial para evitar desidratação:

A hidratação pode não ser o foco principal, mas é uma das maneiras mais importantes — e fáceis — de proteger sua saúde a longo prazo. Seja para controlar uma condição crônica, manter-se ativo ou simplesmente se sentir melhor no dia a dia, a hidratação constante ajuda todas as partes do seu corpo a funcionarem da melhor forma.

Na Healthy Connections, acreditamos que pequenas escolhas consistentes — como beber água suficiente — podem ter um impacto duradouro. É por isso que nossas equipes de atendimento ajudam os pacientes a integrar a hidratação em seus planos de bem-estar mais amplos, como parte de uma abordagem preventiva e holística para a saúde.

Por que manter-se hidratado é tão importante

A água é essencial para praticamente todos os sistemas do corpo. Ela ajuda a:

Regule sua temperatura interna.

Favorece a digestão e a absorção de nutrientes.

Amortecer e lubrificar as juntas

Remover toxinas e resíduos

Mantenha a energia e a clareza mental.

Mesmo uma desidratação leve pode causar dores de cabeça, fadiga, pele seca e dificuldade de concentração. Se não for tratada, pode aumentar o risco de problemas de saúde mais graves, como infecções do trato urinário e problemas renais. Se você estiver se sentindo indisposto, a hidratação é uma das primeiras coisas a serem avaliadas.

 De quanta água você realmente precisa?

Não existe uma quantidade ideal para todos, mas uma regra prática bastante utilizada é beber metade do seu peso corporal em onças de água por dia. Portanto, alguém que pesa 72 kg (160 libras) deve ingerir cerca de 2,4 litros (80 onças).

Lembre-se de que suas necessidades de hidratação aumentam com a atividade física, o calor e a umidade (especialmente durante os verões) e com certos medicamentos ou condições de saúde. Alimentos ricos em água, como pepino, melancia e laranja, também contribuem para a hidratação, facilitando o alcance de suas metas diárias sem se sentir sobrecarregado.

Sinais de alerta de que você pode estar desidratado

A desidratação geralmente se instala gradualmente — e muitas pessoas não percebem os primeiros sinais de alerta. Fique atento a:

Boca seca ou lábios rachados

Dores de cabeça

Fadiga ou falta de energia

Cãibras musculares

Tontura ou sensação de desmaio iminente

Urina amarelo-escura ou cor de âmbar

Se esses sintomas persistirem, é hora de aumentar a ingestão de líquidos e considerar consultar um profissional de saúde para uma avaliação personalizada.

Dicas práticas para uma melhor hidratação

Melhorar seus hábitos de hidratação não precisa ser complicado. Experimente estas estratégias simples:

Leve sempre consigo uma garrafa de água reutilizável.

Configure lembretes no celular para beber água ao longo do dia.

Adicione frutas ou ervas à sua água para um sabor extra.

Faça lanches com alimentos hidratantes como aipo, melão ou frutas vermelhas.

Limite o consumo de cafeína e bebidas açucaradas, que podem contribuir para a perda de líquidos.

Muitos pacientes se surpreendem com o quanto se sentem melhor após apenas alguns dias de hidratação consistente — mais energia, sono melhor e maior concentração. É um dos hábitos mais econômicos e fáceis de adotar.

Perguntas frequentes

P: Café ou chá contam para a hidratação?

Sim, eles podem contribuir para a sua ingestão total de líquidos, mas a água continua sendo a melhor fonte. Bebidas com cafeína podem ter um leve efeito diurético, então a moderação é fundamental.

P: Posso beber água em excesso?

É possível, mas incomum. O consumo excessivo pode levar a uma condição rara chamada hiponatremia (baixo nível de sódio). A maioria das pessoas pode seguir com segurança a regra de "metade do seu peso corporal em onças", a menos que seja aconselhada de outra forma.

P: Além de água, o que mais pode me ajudar a manter a hidratação?

Frutas e vegetais com alto teor de água, como melancia, pepino, morango e laranja, são ótimas adições à sua estratégia de hidratação.

Entenda os riscos para pessoas idosas

Não adianta torcer o nariz e dizer que não sente sede. Cerca de 60% do nosso organismo é formado por água, sendo que uma boa parte (algo em torno de 2,5 litros) é eliminada por meio de suor, urina, respiração e fezes. Obviamente, isso precisa ser reposto, já que o corpo hidratado previne uma série de problemas. Ou seja, é extremamente importante manter o hábito de tomar água.

Com a onda de calor que está afetando o Brasil, tomar água se tonar algo ainda mais necessário. O aumento da temperatura é um alto risco para diversos grupos, principalmente as pessoas idosas.

 Além da insolação e desidratação, o calor pode provocar uma exaustação extrema. Ainda podem surgir sintomas como pele quente, avermelhada, seca, dores de cabeça, náuseas, vômitos, desmaios, confusão e, se a situação agravar, insuficiência renal.

De acordo com Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, a desidratação ocorre quando o corpo usa ou perde mais fluido do que se ingere, ficando sem o suficiente para realizar suas funções normais. A matemática é simples: se a pessoa não repõe os líquidos perdidos, ficará desidratada.

Qualquer um pode ficar desidratado, mas a condição é especialmente perigosa para crianças pequenas e idosos. "Entre os mais velhos, eles naturalmente têm um volume menor de água em seus corpos e podem ter condições ou tomar medicamentos que aumentem o risco de desidratação", pontua o especialista. Isso significa que mesmo pequenas doenças, como infecções que afetam os pulmões ou a bexiga, podem resultar em desidratação.

José Marcelo Natividade, endocrinologista e metabologista, acrescenta que a hidratação inadequada em pessoas mais velhas também pode gerar diversos riscos. Como por exemplo, um maior risco de quedas, infecções no trato urinário, doenças dentais, distúrbios broncopulmonares, pedras nos rins, câncer, constipação e perda da função cognitiva. "Outro problema causado pela desidratação é a demência senil, porém, com tratamento adequado, é reversível", observa.

Tomar água: quantidade recomendada para os 60+

Desidratação leve e moderada pode ser revertida, ingerindo-se mais líquidos. Já o estágio mais grave exige tratamento médico imediato.

 Um detalhe: a sede nem sempre é indicador precoce confiável da necessidade de água do corpo. "Muitas pessoas, particularmente idosos, não sentem sede até já estarem desidratadas", salienta Zilli.

Os sinais e sintomas da desidratação também podem ser diferentes conforme a idade. Entre os adultos, geralmente são observados:

Sede extrema

Micção com menor frequência

Urina de cor escura

Fadiga

Tontura

Confusão

Acima dos 60 anos, os cuidados em relação à hidratação devem ser redobrados. Isso pois o volume de água no organismo é menor do que em um adulto jovem. "Além disso, o mecanismo que avisa que é hora de beber líquidos não funciona tão bem nessa fase da vida", alerta.

Segundo ele, a quantidade de líquido necessária dos 60+ em diante é diferente entre os sexos. Enquanto os homens precisam de 3,7 litros por dia, as mulheres devem tomar, no mínimo, 2,7 litros/dia.

Crédito: Zuev Ali/Shutterstock

Como criar o hábito de tomar água

O endocrinologista e metabologista José Marcelo Natividade ensina algumas maneiras de aumentar o consumo de líquido para quem não tem o hábito de tomar água o dia todo:

Águas aromatizadas ou temperadas podem ser mais atrativas. Basta colocar rodelas de limão ou folhas de hortelã, pedaços de abacaxi, gengibre, canela em pau, maçã verde e laranja para deixar o líquido saborizado.

Sempre que sair, leve uma garrafinha com água fresca. Quando o líquido acabar, aproveite para encher a garrafa novamente, em algum bebedouro ou filtro que encontrar pelo caminho.

As frutas possuem entre 80% e 90% de água em sua composição e também são excelentes escolhas para uma boa hidratação.

Verduras e legumes, após o cozimento, fornecem cerca de metade da água que precisamos ingerir.

Outra opção eficiente é tomar um copo de água antes de todas as refeições: café da manhã, lanches (manhã e tarde), almoço e jantar. Essa estratégia ajuda quem ainda não criou o hábito e garante, pelo menos, cinco copos de água por dia.

Para os fãs de refrigerante, há uma alternativa mais saudável: misturar água com gás à fruta preferida (sem açúcar, tá?).

A água de coco também é uma poderosa fonte de hidratação. Não bastasse ser saborosa, contém propriedades antienvelhecimento, combate o estresse, mantém a pressão sob controle e ajuda na prevenção do câncer.

Leite também é uma boa fonte de líquido para o organismo.

No inverno, uma ótima opção é tomar diferentes sabores de chás – de preferência sem adoçar ou com uma quantidade mínima de açúcar.

Prevenção à demência começa com hábitos simples do dia a dia

A prevenção à demência tem ganhado espaço nas conversas sobre saúde, mas ainda ocupa um lugar menor do que deveria. É comum ouvir falar de como hábitos saudáveis afastam doenças crônicas conhecidas, como câncer, diabetes e problemas cardíacos. O que poucos comentam é que essas mesmas escolhas também protegem o cérebro.

A demência é uma condição que compromete, aos poucos, funções cognitivas essenciais, como memória, linguagem e raciocínio. Isso afeta diretamente a rotina de quem convive com ela, e também da família ao redor. Entre os sinais mais comuns estão confusão mental, dificuldade de reconhecer pessoas ou lugares, alucinações e perda progressiva da autonomia.

 Existem diferentes causas por trás da demência. O Alzheimer é a mais frequente, respondendo por até 70% dos casos. O acidente vascular cerebral (AVC) também está entre os fatores associados. Independentemente da origem, o impacto é grande, tanto para quem vive com a doença quanto para os sistemas de saúde.

O peso da demência nos números globais

Os dados ajudam a entender a urgência da prevenção à demência. Em 2019, o custo global da demência foi estimado em US$ 1,3 trilhão e a projeção é de que esse valor chegue a US$ 1,7 trilhão até 2030. Atualmente, estima-se que 55 milhões de pessoas no mundo vivam com demência. Entre pessoas com mais de 65 anos, a condição atinge 8,1% das mulheres e 5,4% dos homens.

As projeções para as próximas décadas preocupam. O número de casos pode alcançar 82 milhões em 2030 e 152 milhões em 2050. No Brasil, cerca de dois milhões de pessoas convivem com a doença hoje e estimativas apontam que esse número pode crescer 200% em 30 anos, acompanhando o envelhecimento da população brasileira.

A demência já ocupa a sétima posição entre as causas de morte e incapacitação no mundo. As mulheres são o grupo mais afetado, tanto em número de casos quanto em impacto sobre a rotina de cuidado.

 Poucos países têm um plano estruturado

Apesar da dimensão do problema, a resposta institucional ainda é limitada. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), apenas um quarto dos países no mundo possui alguma política, estratégia ou plano nacional voltado ao apoio de pessoas com demência e de suas famílias.

Diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reforçado a importância de atuar sobre fatores de risco evitáveis. Tabagismo, consumo exagerado de álcool, alimentação desbalanceada e sedentarismo aparecem como pontos centrais em diversos estudos recentes. O alerta é ainda mais relevante em países de renda baixa e média, como o Brasil, onde o acesso a diagnóstico e cuidado especializado costuma ser mais restrito.

Pessoas de diferentes idades fazendo exercício em atividade física em uma academia, como prevenção à demência.

Prevenção à demência passa por escolhas cotidianas

Se existe um caminho possível para reduzir o risco de demência, ele está nas escolhas do dia a dia. Noites de sono bem dormidas ajudam o cérebro a se recuperar. Uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para o funcionamento cognitivo. A prática regular de exercícios físicos estimula a circulação sanguínea, inclusive no cérebro.

 Reduzir o consumo de álcool e manter distância do cigarro completam o conjunto de hábitos recomendados. Exames médicos preventivos, feitos com regularidade, também são parte importante dessa estratégia, já que ajudam a identificar fatores de risco antes que se agravem.

Nenhuma dessas medidas exige mudanças radicais ou de difícil acesso. São ajustes possíveis para grande parte da população, e que, somados, representam uma das formas mais concretas de proteger a saúde do cérebro ao longo da vida.

https://institutodelongevidade.org/

Postado por Dharmadhannya


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