Tomar água é essencial para evitar desidratação:
A
hidratação pode não ser o foco principal, mas é uma das maneiras mais
importantes — e fáceis — de proteger sua saúde a longo prazo. Seja para
controlar uma condição crônica, manter-se ativo ou simplesmente se sentir
melhor no dia a dia, a hidratação constante ajuda todas as partes do seu corpo
a funcionarem da melhor forma.
Na
Healthy Connections, acreditamos que pequenas escolhas consistentes — como
beber água suficiente — podem ter um impacto duradouro. É por isso que nossas
equipes de atendimento ajudam os pacientes a integrar a hidratação em seus
planos de bem-estar mais amplos, como parte de uma abordagem preventiva e
holística para a saúde.
Por que
manter-se hidratado é tão importante
A água é
essencial para praticamente todos os sistemas do corpo. Ela ajuda a:
Regule
sua temperatura interna.
Favorece
a digestão e a absorção de nutrientes.
Amortecer
e lubrificar as juntas
Remover
toxinas e resíduos
Mantenha
a energia e a clareza mental.
Mesmo uma
desidratação leve pode causar dores de cabeça, fadiga, pele seca e dificuldade
de concentração. Se não for tratada, pode aumentar o risco de problemas de
saúde mais graves, como infecções do trato urinário e problemas renais. Se você
estiver se sentindo indisposto, a hidratação é uma das primeiras coisas a serem
avaliadas.
De quanta água você realmente precisa?
Não
existe uma quantidade ideal para todos, mas uma regra prática bastante
utilizada é beber metade do seu peso corporal em onças de água por dia.
Portanto, alguém que pesa 72 kg (160 libras) deve ingerir cerca de 2,4 litros
(80 onças).
Lembre-se
de que suas necessidades de hidratação aumentam com a atividade física, o calor
e a umidade (especialmente durante os verões) e com certos medicamentos ou
condições de saúde. Alimentos ricos em água, como pepino, melancia e laranja,
também contribuem para a hidratação, facilitando o alcance de suas metas
diárias sem se sentir sobrecarregado.
Sinais de
alerta de que você pode estar desidratado
A
desidratação geralmente se instala gradualmente — e muitas pessoas não percebem
os primeiros sinais de alerta. Fique atento a:
Boca seca
ou lábios rachados
Dores de
cabeça
Fadiga ou
falta de energia
Cãibras
musculares
Tontura
ou sensação de desmaio iminente
Urina
amarelo-escura ou cor de âmbar
Se esses
sintomas persistirem, é hora de aumentar a ingestão de líquidos e considerar
consultar um profissional de saúde para uma avaliação personalizada.
Dicas
práticas para uma melhor hidratação
Melhorar
seus hábitos de hidratação não precisa ser complicado. Experimente estas
estratégias simples:
Leve
sempre consigo uma garrafa de água reutilizável.
Configure
lembretes no celular para beber água ao longo do dia.
Adicione
frutas ou ervas à sua água para um sabor extra.
Faça
lanches com alimentos hidratantes como aipo, melão ou frutas vermelhas.
Limite o
consumo de cafeína e bebidas açucaradas, que podem contribuir para a perda de
líquidos.
Muitos
pacientes se surpreendem com o quanto se sentem melhor após apenas alguns dias
de hidratação consistente — mais energia, sono melhor e maior concentração. É
um dos hábitos mais econômicos e fáceis de adotar.
Perguntas
frequentes
P: Café
ou chá contam para a hidratação?
Sim, eles
podem contribuir para a sua ingestão total de líquidos, mas a água continua
sendo a melhor fonte. Bebidas com cafeína podem ter um leve efeito diurético,
então a moderação é fundamental.
P: Posso
beber água em excesso?
É
possível, mas incomum. O consumo excessivo pode levar a uma condição rara
chamada hiponatremia (baixo nível de sódio). A maioria das pessoas pode seguir
com segurança a regra de "metade do seu peso corporal em onças", a
menos que seja aconselhada de outra forma.
P: Além
de água, o que mais pode me ajudar a manter a hidratação?
Frutas e
vegetais com alto teor de água, como melancia, pepino, morango e laranja, são
ótimas adições à sua estratégia de hidratação.
Entenda os riscos para pessoas idosas
Não adianta torcer o nariz e dizer que não sente sede. Cerca de 60% do nosso organismo é formado por água, sendo que uma boa parte (algo em torno de 2,5 litros) é eliminada por meio de suor, urina, respiração e fezes. Obviamente, isso precisa ser reposto, já que o corpo hidratado previne uma série de problemas. Ou seja, é extremamente importante manter o hábito de tomar água.
Com a
onda de calor que está afetando o Brasil, tomar água se tonar algo ainda mais
necessário. O aumento da temperatura é um alto risco para diversos grupos,
principalmente as pessoas idosas.
Além da insolação e desidratação, o calor pode
provocar uma exaustação extrema. Ainda podem surgir sintomas como pele quente,
avermelhada, seca, dores de cabeça, náuseas, vômitos, desmaios, confusão e, se
a situação agravar, insuficiência renal.
De acordo com Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, a desidratação ocorre quando o corpo usa ou perde mais fluido do que se ingere, ficando sem o suficiente para realizar suas funções normais. A matemática é simples: se a pessoa não repõe os líquidos perdidos, ficará desidratada.
Qualquer
um pode ficar desidratado, mas a condição é especialmente perigosa para
crianças pequenas e idosos. "Entre os mais velhos, eles naturalmente têm
um volume menor de água em seus corpos e podem ter condições ou tomar
medicamentos que aumentem o risco de desidratação", pontua o especialista.
Isso significa que mesmo pequenas doenças, como infecções que afetam os pulmões
ou a bexiga, podem resultar em desidratação.
José Marcelo Natividade, endocrinologista e metabologista, acrescenta que a hidratação inadequada em pessoas mais velhas também pode gerar diversos riscos. Como por exemplo, um maior risco de quedas, infecções no trato urinário, doenças dentais, distúrbios broncopulmonares, pedras nos rins, câncer, constipação e perda da função cognitiva. "Outro problema causado pela desidratação é a demência senil, porém, com tratamento adequado, é reversível", observa.
Tomar
água: quantidade recomendada para os 60+
Desidratação
leve e moderada pode ser revertida, ingerindo-se mais líquidos. Já o estágio
mais grave exige tratamento médico imediato.
Um detalhe: a sede nem sempre é indicador
precoce confiável da necessidade de água do corpo. "Muitas pessoas,
particularmente idosos, não sentem sede até já estarem desidratadas",
salienta Zilli.
Os sinais
e sintomas da desidratação também podem ser diferentes conforme a idade. Entre
os adultos, geralmente são observados:
Sede
extrema
Micção
com menor frequência
Urina de
cor escura
Fadiga
Tontura
Confusão
Acima dos 60 anos, os cuidados em relação à hidratação devem
ser redobrados. Isso pois o volume de água no organismo é menor do que em um
adulto jovem. "Além disso, o mecanismo que avisa que é hora de beber
líquidos não funciona tão bem nessa fase da vida", alerta.
Segundo
ele, a quantidade de líquido necessária dos 60+ em diante é diferente entre os
sexos. Enquanto os homens precisam de 3,7 litros por dia, as mulheres devem
tomar, no mínimo, 2,7 litros/dia.
Crédito:
Zuev Ali/Shutterstock
Como
criar o hábito de tomar água
O
endocrinologista e metabologista José Marcelo Natividade ensina algumas
maneiras de aumentar o consumo de líquido para quem não tem o hábito de tomar
água o dia todo:
Águas
aromatizadas ou temperadas podem ser mais atrativas. Basta colocar rodelas de
limão ou folhas de hortelã, pedaços de abacaxi, gengibre, canela em pau, maçã
verde e laranja para deixar o líquido saborizado.
Sempre
que sair, leve uma garrafinha com água fresca. Quando o líquido acabar,
aproveite para encher a garrafa novamente, em algum bebedouro ou filtro que
encontrar pelo caminho.
As frutas
possuem entre 80% e 90% de água em sua composição e também são excelentes
escolhas para uma boa hidratação.
Verduras
e legumes, após o cozimento, fornecem cerca de metade da água que precisamos
ingerir.
Outra
opção eficiente é tomar um copo de água antes de todas as refeições: café da
manhã, lanches (manhã e tarde), almoço e jantar. Essa estratégia ajuda quem
ainda não criou o hábito e garante, pelo menos, cinco copos de água por dia.
Para os
fãs de refrigerante, há uma alternativa mais saudável: misturar água com gás à
fruta preferida (sem açúcar, tá?).
A água de
coco também é uma poderosa fonte de hidratação. Não bastasse ser saborosa,
contém propriedades antienvelhecimento, combate o estresse, mantém a pressão
sob controle e ajuda na prevenção do câncer.
Leite
também é uma boa fonte de líquido para o organismo.
No
inverno, uma ótima opção é tomar diferentes sabores de chás – de preferência
sem adoçar ou com uma quantidade mínima de açúcar.
Prevenção
à demência começa com hábitos simples do dia a dia
A
prevenção à demência tem ganhado espaço nas conversas sobre saúde, mas ainda
ocupa um lugar menor do que deveria. É comum ouvir falar de como hábitos
saudáveis afastam doenças crônicas conhecidas, como câncer, diabetes e
problemas cardíacos. O que poucos comentam é que essas mesmas escolhas também
protegem o cérebro.
A
demência é uma condição que compromete, aos poucos, funções cognitivas
essenciais, como memória, linguagem e raciocínio. Isso afeta diretamente a
rotina de quem convive com ela, e também da família ao redor. Entre os sinais
mais comuns estão confusão mental, dificuldade de reconhecer pessoas ou
lugares, alucinações e perda progressiva da autonomia.
O peso da
demência nos números globais
Os dados
ajudam a entender a urgência da prevenção à demência. Em 2019, o custo global
da demência foi estimado em US$ 1,3 trilhão e a projeção é de que esse valor
chegue a US$ 1,7 trilhão até 2030. Atualmente, estima-se que 55 milhões de
pessoas no mundo vivam com demência. Entre pessoas com mais de 65 anos, a
condição atinge 8,1% das mulheres e 5,4% dos homens.
As
projeções para as próximas décadas preocupam. O número de casos pode alcançar
82 milhões em 2030 e 152 milhões em 2050. No Brasil, cerca de dois milhões de
pessoas convivem com a doença hoje e estimativas apontam que esse número pode
crescer 200% em 30 anos, acompanhando o envelhecimento da população brasileira.
A
demência já ocupa a sétima posição entre as causas de morte e incapacitação no
mundo. As mulheres são o grupo mais afetado, tanto em número de casos quanto em
impacto sobre a rotina de cuidado.
Apesar da
dimensão do problema, a resposta institucional ainda é limitada. Segundo a
Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), apenas um quarto dos países no mundo
possui alguma política, estratégia ou plano nacional voltado ao apoio de
pessoas com demência e de suas famílias.
Diante
desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reforçado a importância
de atuar sobre fatores de risco evitáveis. Tabagismo, consumo exagerado de
álcool, alimentação desbalanceada e sedentarismo aparecem como pontos centrais
em diversos estudos recentes. O alerta é ainda mais relevante em países de
renda baixa e média, como o Brasil, onde o acesso a diagnóstico e cuidado
especializado costuma ser mais restrito.
Pessoas
de diferentes idades fazendo exercício em atividade física em uma academia,
como prevenção à demência.
Prevenção à demência passa por escolhas cotidianas
Se existe
um caminho possível para reduzir o risco de demência, ele está nas escolhas do
dia a dia. Noites de sono bem dormidas ajudam o cérebro a se recuperar. Uma
alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para o funcionamento
cognitivo. A prática regular de exercícios físicos estimula a circulação
sanguínea, inclusive no cérebro.
Nenhuma
dessas medidas exige mudanças radicais ou de difícil acesso. São ajustes
possíveis para grande parte da população, e que, somados, representam uma das
formas mais concretas de proteger a saúde do cérebro ao longo da vida.
https://institutodelongevidade.org/
Postado por Dharmadhannya
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