Oceano da Existência - Tudo é Deus, tudo é livre, tudo é bom!
Nesse plano de consciência, sentindo o amor e a irradiação da vida, amor e poder estender-se de vós, sem pensardes e sem fazerdes esforço, a vossa consciência atingirá o lugar do Altíssimo, ao próprio Ente Universal, ao lugar de sabedoria, amor e verdade ou poder, substância ou inteligência.
Nessa elevação de vossa consciência, estareis naquele que é tudo e sereis uno com Ele. Vereis tudo em sua natureza pura, estado completo e perfeito. Tereis chegado à terminação da escada de Jacó e vos encontrareis no “reino dos céus”, no próprio trono de Deus.
Deus é o começo de todas as coisas e, desse Centro, por meio de um verdadeiro processo de pensamento, vossa consciência poderá ser renovada e purificada, e, podereis descer tranqüila e felizmente, por essa admirável escada mental, transformando a forma que expressava moléstia, numa forma sadia e perfeita, porque encontrastes, no Espírito, que Deus é tudo e sabeis que n’Ele tudo é perfeito.
Que alegria será para vós entrardes no oceano da Existência em que tudo é Deus, tudo é livre, tudo é bom!
Que felicidade vos será saberdes que todas as coisas visíveis e invisíveis vivem, se movem e têm sua existência n’Ele! Que satisfação saberdes que está dentro e fora de tudo e atravessa tudo e, mais ainda, é tudo!
Quando
Jesus disse: “Sou a porta”, designava exatamente isso mesmo. Em cada alma, Eu
Sou a porta pela qual a vida, o poder e a substância do grande EU SOU, que é
Deus, se manifesta na expressão por meio do indivíduo.
Esse EU
SOU só tem um modo de expressão, pela consciência: idéia, pensamento, palavra e
ato.
Esse EU
SOU, que é Deus, é poder, substância e inteligência, que recebe a forma por
meio da consciência, e é por esse motivo que o Mestre disse: “Faça-se conforme
vossa fé” e “Tudo é possível ao que crê”.
Vedes,
assim, que Deus está dentro da alma como poder, substância e inteligência ou,
em termos espirituais, sabedoria, amor e verdade, sendo manifestado na forma ou
expressão pela consciência, a qual determina a forma pela crença ou concepção
que conserva na mente.
Se isso não fosse verdade, não vos seria
possível mudar ou transformar a vossa forma “pela renovação de vossa mente” ou
mudança de vossa crença, como se acha em Romanos, 12:2.
Vossa crença que vossa forma é separada de
vosso Espírito é que faz a vossa forma envelhecer e morrer.
Ao
compreenderdes que o Espírito é tudo e que a vossa forma está constantemente
sendo expressa por Ele, vos compenetrareis que aquilo que nasceu do Espírito é
Espírito e conserva a forma na consciência de expressão, pureza e perfeição
perpétuas.
Se conservardes vossos olhos mentais firmes
nessa verdade absoluta, vosso corpo se tornará uma “luz”, sem qualquer “parte
escura” ou doente.
A outra
grande verdade que compreendereis por meio dessa consciência, é que cada
indivíduo, sendo uma concepção da mente divina, é conservado nessa mente como
idéia perfeita. Não tereis de conceber a vós mesmo.
Fostes perfeitamente concebido pela Mente perfeita de Deus, e, se formardes essa realização em vossa consciência, podereis subir pela “escada da consciência”, entrar em contato com a mente divina e conceber novamente o que Deus concebeu para vós.
Isso é o
que Jesus denominou “nascer de novo”. É a grande dádiva que o silêncio vos
oferece, pois, entrando em contato com a Mente de Deus, podereis pensar com ela
e conhecer a vós mesmo como sois na realidade e não como vos julgais ser.
Então, como agora, vos expressareis pelo canal
do pensamento, porém, como entrareis em contato com a Mente de Deus por meio do
verdadeiro pensamento, manifestareis uma expressão verdadeira, ao passo que
agora sendo falso o vosso pensamento, manifestais uma expressão falsa.
Entretanto, quer a vossa forma seja perfeita,
quer seja imperfeita, a vossa ENTIDADE é poder, substância e inteligência de
Deus. Não é a vossa Entidade que precisais mudar, mas sim a forma que ela
tomou.
Para realizardes isso, devereis renovar vossa
mente ou a concepção imperfeita que ela fez, mudando o vosso pensamento pessoal
para o pensamento de Deus.
Vedes,
pois, quanto é importante encontrardes a Deus, entrardes em contato com Ele,
serdes uno com Ele e manifestá-lo em vossa expressão!
Quanto é
igualmente importante o silêncio, em que a vossa mente pessoal se abre para que
a Mente de Deus possa iluminar em todo o seu esplendor a vossa consciência.
Quando o fizerdes, compreendereis como “o Sol da
retidão surgirá trazendo a cura em seus raios”.
A Mente
de Deus banhará a vossa consciência como a luz do sol ilumina um aposento
escuro. A penetração da Mente universal na vossa mente pessoal é como a entrada
da imensidade do ar exterior naquilo que se corrompeu por ter estado durante
muito tempo num compartimento fechado. É a mistura do maior com o menor, por
meio da qual este se torna uno com o maior.
A impureza foi produzida pela separação havida
entre eles. A pureza é produzida pela sua união, não havendo mais um maior e um
menor, mas sim um ar bom, puro e completo. Assim também, devereis saber que
Deus é um e que todas as coisas visíveis e invisíveis são uma só com Ele.
É a
separação d’Ele que produziu o pecado, a moléstia, a pobreza e a morte. É a
união com Ele que vos fará uno com o SER COMPLETO ou consciente d’Ele.
A
separação da unidade é a descida dos anjos pela escada da consciência. A volta
à unidade é a subida dos anjos pela mesma escada. A descida foi boa, porque
assim a unidade se expressou na diversidade, porém, não era preciso haver
conceito de separação, na diversidade.
A
diversidade foi mal concebida, sob o ponto de vista pessoal, como sendo
separação.
A grande
obra para vós, como alma, é elevardes o vosso ponto de vista pessoal a tal
altura na vossa consciência, que vos torneis una com o todo.
“Não se
faça a minha vontade, mas a Tua”, disse Jesus. Quando todos puderdes “estar de
acordo num só lugar (o lugar de vossa consciência em que compreenderdes que
todas as coisas visíveis e invisíveis têm sua origem ou começo num só Deus),
então o Espírito Santo encherá vossa consciência e deixarão de existir as
ilusões sensuais de pecado, moléstia, pobreza e morte.
O grande propósito do silêncio é chegardes a
esse resultado.
À
proporção que o EU SOU, Deus, o Ente de poder, substância e inteligência, se
expressar por vosso
intermédio,
começará sua expressão onde estiver o vosso Eu Sou, - o Ente Divino que reside
em nós.
Portanto,
“no princípio, era Deus”.
Essa
expressão se efetua da forma seguinte:
EU SOU
ENTE = Espírito.
Eu sou
sentimento = alma, idéia ou emoção.
Eu sou
pensamento = mente ou pensamento.
Eu falo =
voz ou palavra.
Eu
manifesto = forma ou corpo.
“Aquieta te
(acalma-te) e sabe que Eu sou Deus”, diz Ele no íntimo da consciência.
O vosso
exterior é o vosso interior expresso ou manifestado por meio da vossa
consciência: a idéia, o pensamento, a palavra e o ato.
Por que, pela vossa consciência, separais a
forma do Espírito, quando deveríeis uni-los? Jesus uniu o exterior ao interior.
Como disse Paulo em Efésios, 2:15: “Pois ele, que fez um só de ambos, é nossa
paz... tendo abolido em sua carne a inimizade; para fazer em si mesmo de dois
um novo homem, assim fazendo a paz”.
Em Jesus Cristo, a Palavra que estava com Deus
e era Deus, se fez carne e habitou entre nós.
A
consciência do Cristo vos ensinou a compreender Deus na carne, a saberdes que
aquilo que nasceu do Espírito (foi expresso pelo Espírito) é sempre Espírito.
Portanto, a consciência do Cristo é:
“Aquele que me viu (a expressão do EU), viu o
Pai (o EU que formou a sua própria expressão).
O vosso
primeiro passo no silêncio será acalmardes vossa forma exterior, relaxardes
completamente vosso corpo, abandonardes toda tensão, reconhecerdes que vossa
própria forma é Deus na forma,
- “a imagem e semelhança de Deus” – mesmo que
os vossos traços não sejam belos ou harmoniosos, pois foram feitos pela vossa
consciência individual que ainda poderá estar na falsidade.
Embora uma moléstia esteja expressando-se em
vós, vede mentalmente a Entidade de vossa forma como divina. Esta será a
primeira volta da escada de Jacó. Compreendereis, como ele, que “certamente o
Senhor está neste lugar e aqui é a porta do céu”.
Por meio
desta escada da forma, entrareis no reino do Espírito e, como reconhecimento
consciente do que direis, falareis a palavra ou subireis a segunda volta da
escada de Jacó: “Eu sou Deus expresso”.
Será
impossível falardes essas palavras sem a consciência do poder que transbordará
de vossa mente. A própria menção da palavra “Deus” despertará o pensamento de
Deus.
Pensar em Deus é ser elevado à terceira volta
da escada. Chegado a esse ponto, a vossa consciência atingiu um ponto superior
à forma física e se encontrará na forma mental.
Então, meditareis em Deus, no seu amor, na sua
bondade, na sua sabedoria, na sua vida, substância e poder.
Essa
forma de pensardes em Deus como vosso Pai, concessor de todo dom perfeito, ou
como sendo a própria dádiva, despertará em vós uma consciência superior à da
região do pensamento;
ao
meditardes sobre o amor é entrardes, inconscientemente, no reino do
sentimento e das emoções do Espírito,
estando, então, na quarta volta da escada de Jacó; a própria alma, o reino das
idéias.
Assim
como o gelo está na água e a água está no gelo, e este é água, apesar de sua
forma de gelo, também toda forma está no Espírito e é Espírito.
“Eu sou o
Senhor e fora de mim nada mais existe.”
Que
descanso será para vós o saberdes que tudo é um, que todas as coisas estão
misturadas nesse um, que
todas elas poderão ser perfeitas nele, pois, realizando a unidade, tereis a consciência da vossa perfeição e a manifestareis.
Postado por Dharmadhannya



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