sábado, 11 de abril de 2026

Oceano da Existência - Tudo é Deus, tudo é livre, tudo é bom!

 

Oceano da Existência - Tudo é Deus, tudo é livre, tudo é bom!

Nesse plano de consciência, sentindo o amor e a irradiação da vida, amor e poder estender-se de vós, sem pensardes e sem fazerdes esforço, a vossa consciência atingirá o lugar do Altíssimo, ao próprio Ente Universal, ao lugar de sabedoria, amor e verdade ou poder, substância ou inteligência.

Nessa elevação de vossa consciência, estareis naquele que é tudo e sereis uno com Ele. Vereis tudo em sua natureza pura, estado completo e perfeito. Tereis chegado à terminação da escada de Jacó e vos encontrareis no “reino dos céus”, no próprio trono de Deus.

 Deus é o começo de todas as coisas e, desse Centro, por meio de um verdadeiro processo de pensamento, vossa consciência poderá ser renovada e purificada, e, podereis descer tranqüila e felizmente, por essa admirável escada mental, transformando a forma que expressava moléstia, numa forma sadia e perfeita, porque encontrastes, no Espírito, que Deus é tudo e sabeis que n’Ele tudo é perfeito.

Que alegria será para vós entrardes no oceano da Existência em que tudo é Deus, tudo é livre, tudo é bom!

Que felicidade vos será saberdes que todas as coisas visíveis e invisíveis vivem, se movem e têm sua existência n’Ele! Que satisfação saberdes que está dentro e fora de tudo e atravessa tudo e, mais ainda, é tudo!

Quando Jesus disse: “Sou a porta”, designava exatamente isso mesmo. Em cada alma, Eu Sou a porta pela qual a vida, o poder e a substância do grande EU SOU, que é Deus, se manifesta na expressão por meio do indivíduo.

Esse EU SOU só tem um modo de expressão, pela consciência: idéia, pensamento, palavra e ato.

Esse EU SOU, que é Deus, é poder, substância e inteligência, que recebe a forma por meio da consciência, e é por esse motivo que o Mestre disse: “Faça-se conforme vossa fé” e “Tudo é possível ao que crê”.

Vedes, assim, que Deus está dentro da alma como poder, substância e inteligência ou, em termos espirituais, sabedoria, amor e verdade, sendo manifestado na forma ou expressão pela consciência, a qual determina a forma pela crença ou concepção que conserva na mente.

 Se isso não fosse verdade, não vos seria possível mudar ou transformar a vossa forma “pela renovação de vossa mente” ou mudança de vossa crença, como se acha em Romanos, 12:2.

 Vossa crença que vossa forma é separada de vosso Espírito é que faz a vossa forma envelhecer e morrer.  

Ao compreenderdes que o Espírito é tudo e que a vossa forma está constantemente sendo expressa por Ele, vos compenetrareis que aquilo que nasceu do Espírito é Espírito e conserva a forma na consciência de expressão, pureza e perfeição perpétuas.

 Se conservardes vossos olhos mentais firmes nessa verdade absoluta, vosso corpo se tornará uma “luz”, sem qualquer “parte escura” ou doente.

A outra grande verdade que compreendereis por meio dessa consciência, é que cada indivíduo, sendo uma concepção da mente divina, é conservado nessa mente como idéia perfeita. Não tereis de conceber a vós mesmo.


Fostes perfeitamente concebido pela Mente perfeita de Deus, e, se formardes essa realização em vossa consciência, podereis subir pela “escada da consciência”, entrar em contato com a mente divina e conceber novamente o que Deus concebeu para vós.

Isso é o que Jesus denominou “nascer de novo”. É a grande dádiva que o silêncio vos oferece, pois, entrando em contato com a Mente de Deus, podereis pensar com ela e conhecer a vós mesmo como sois na realidade e não como vos julgais ser.

 Então, como agora, vos expressareis pelo canal do pensamento, porém, como entrareis em contato com a Mente de Deus por meio do verdadeiro pensamento, manifestareis uma expressão verdadeira, ao passo que agora sendo falso o vosso pensamento, manifestais uma expressão falsa.

 Entretanto, quer a vossa forma seja perfeita, quer seja imperfeita, a vossa ENTIDADE é poder, substância e inteligência de Deus. Não é a vossa Entidade que precisais mudar, mas sim a forma que ela tomou.

 Para realizardes isso, devereis renovar vossa mente ou a concepção imperfeita que ela fez, mudando o vosso pensamento pessoal para o pensamento de Deus.

Vedes, pois, quanto é importante encontrardes a Deus, entrardes em contato com Ele, serdes uno com Ele e manifestá-lo em vossa expressão!

Quanto é igualmente importante o silêncio, em que a vossa mente pessoal se abre para que a Mente de Deus possa iluminar em todo o seu esplendor a vossa consciência.

 Quando o fizerdes, compreendereis como “o Sol da retidão surgirá trazendo a cura em seus raios”.

A Mente de Deus banhará a vossa consciência como a luz do sol ilumina um aposento escuro. A penetração da Mente universal na vossa mente pessoal é como a entrada da imensidade do ar exterior naquilo que se corrompeu por ter estado durante muito tempo num compartimento fechado. É a mistura do maior com o menor, por meio da qual este se torna uno com o maior.

 A impureza foi produzida pela separação havida entre eles. A pureza é produzida pela sua união, não havendo mais um maior e um menor, mas sim um ar bom, puro e completo. Assim também, devereis saber que Deus é um e que todas as coisas visíveis e invisíveis são uma só com Ele.

É a separação d’Ele que produziu o pecado, a moléstia, a pobreza e a morte. É a união com Ele que vos fará uno com o SER COMPLETO ou consciente d’Ele.

A separação da unidade é a descida dos anjos pela escada da consciência. A volta à unidade é a subida dos anjos pela mesma escada. A descida foi boa, porque assim a unidade se expressou na diversidade, porém, não era preciso haver conceito de separação,  na diversidade.

A diversidade foi mal concebida, sob o ponto de vista pessoal, como sendo separação.

A grande obra para vós, como alma, é elevardes o vosso ponto de vista pessoal a tal altura na vossa consciência, que vos torneis una com o todo.

“Não se faça a minha vontade, mas a Tua”, disse Jesus. Quando todos puderdes “estar de acordo num só lugar (o lugar de vossa consciência em que compreenderdes que todas as coisas visíveis e invisíveis têm sua origem ou começo num só Deus), então o Espírito Santo encherá vossa consciência e deixarão de existir as ilusões sensuais de pecado, moléstia, pobreza e morte.

 O grande propósito do silêncio é chegardes a esse resultado.

À proporção que o EU SOU, Deus, o Ente de poder, substância e inteligência, se expressar por vosso

intermédio, começará sua expressão onde estiver o vosso Eu Sou, - o Ente Divino que reside em nós.

Portanto, “no princípio, era Deus”.

Essa expressão se efetua da forma seguinte:

EU SOU ENTE = Espírito.

Eu sou sentimento = alma, idéia ou emoção.

Eu sou pensamento = mente ou pensamento.

Eu falo = voz ou palavra.

Eu manifesto = forma ou corpo.


Neste processo de expressão o EU SOU é sempre Deus. Ele não muda, porém, se expressa em diversos planos de existência: Espírito, idéia, pensamento, palavra e corpo. O EU SOU estende sempre formas de expressão para Si. Deus está sempre dentro de sua própria expressão, o corpo, que é seu templo.

“Aquieta te (acalma-te) e sabe que Eu sou Deus”, diz Ele no íntimo da consciência.

O vosso exterior é o vosso interior expresso ou manifestado por meio da vossa consciência: a idéia, o pensamento, a palavra e o ato.

 Por que, pela vossa consciência, separais a forma do Espírito, quando deveríeis uni-los? Jesus uniu o exterior ao interior. Como disse Paulo em Efésios, 2:15: “Pois ele, que fez um só de ambos, é nossa paz... tendo abolido em sua carne a inimizade; para fazer em si mesmo de dois um novo homem, assim fazendo a paz”.

 Em Jesus Cristo, a Palavra que estava com Deus e era Deus, se fez carne e habitou entre nós.

A consciência do Cristo vos ensinou a compreender Deus na carne, a saberdes que aquilo que nasceu do Espírito (foi expresso pelo Espírito) é sempre Espírito. Portanto, a consciência do Cristo é:

 “Aquele que me viu (a expressão do EU), viu o Pai (o EU que formou a sua própria expressão).

O vosso primeiro passo no silêncio será acalmardes vossa forma exterior, relaxardes completamente vosso corpo, abandonardes toda tensão, reconhecerdes que vossa própria forma é Deus na forma,

 - “a imagem e semelhança de Deus” – mesmo que os vossos traços não sejam belos ou harmoniosos, pois foram feitos pela vossa consciência individual que ainda poderá estar na falsidade.

 Embora uma moléstia esteja expressando-se em vós, vede mentalmente a Entidade de vossa forma como divina. Esta será a primeira volta da escada de Jacó. Compreendereis, como ele, que “certamente o Senhor está neste lugar e aqui é a porta do céu”.

Por meio desta escada da forma, entrareis no reino do Espírito e, como reconhecimento consciente do que direis, falareis a palavra ou subireis a segunda volta da escada de Jacó: “Eu sou Deus expresso”.

Será impossível falardes essas palavras sem a consciência do poder que transbordará de vossa mente. A própria menção da palavra “Deus” despertará o pensamento de Deus.

 Pensar em Deus é ser elevado à terceira volta da escada. Chegado a esse ponto, a vossa consciência atingiu um ponto superior à forma física e se encontrará na forma mental.

 Então, meditareis em Deus, no seu amor, na sua bondade, na sua sabedoria, na sua vida, substância e poder.

Essa forma de pensardes em Deus como vosso Pai, concessor de todo dom perfeito, ou como sendo a própria dádiva, despertará em vós uma consciência superior à da região do pensamento;

ao meditardes sobre o amor é entrardes, inconscientemente, no reino do sentimento  e das emoções do Espírito, estando, então, na quarta volta da escada de Jacó; a própria alma, o reino das idéias.


Assim como o gelo está na água e a água está no gelo, e este é água, apesar de sua forma de gelo, também toda forma está no Espírito e é Espírito.

“Eu sou o Senhor e fora de mim nada mais existe.”

Que descanso será para vós o saberdes que tudo é um, que todas as coisas estão misturadas nesse um, que

todas elas poderão ser perfeitas nele, pois, realizando a unidade, tereis a consciência da vossa perfeição e a manifestareis.

Postado por Dharmadhannya


Nenhum comentário:

Postar um comentário