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terça-feira, 6 de março de 2012

1. 0 CENTRO BASAL – MULADHARA - CABALA

                                                               

1. 0 CENTRO BASAL – MULADHARA- cabala
 Patrick Paul
Pesquisado por Dharmadhannyael

O primeiro centro é chamado na Tradição hindu de Muladhara. Embora não costume utilizar os termos hindus e prefira suas traduções, menciono-os para que vocês saibam que, etimologicamente,

Muladhara significa sustentáculo da base. Ele é, portanto, o chakra Basal, o centro de base sobre o qual todo o sistema se apóia. Cada um dos chakras está tradicionalmente ligado a um setor da coluna vertebral e a um certo número de funções muito precisas que descreverei de modo sucinto no desenrolar da exposição.

Na Tradição chinesa esse centro está ligado ao “mundo dos infernos”.

A parte da coluna vertebral relacionada ao Muladhara é o cóccix, mais precisamente, a ponta do cóccix. Outra associação que comumente se faz é a dos chakras com os plexos nervosos e, neste caso, o plexo correspondente é o coccigiano.

 No Muladhara reside a kundalini, a serpente enrolada. Diz-se que ela se encontra enrolada em três voltas e meia.

As atividades de base ligadas a esse chakra são as viscerais e instintivas, isto é, comer, dormir e tudo o mais que está ligado aos instintos, à segurança pessoal, à sobrevivência. Simbolicamente esse centro, enquanto elemento Cósmico,  é terra e está associado ao reino
mineral e ao planeta Saturno.

 Classicamente ele é representado por quatro pétalas e está ligado a cor amarela.

Há igualmente uma atividade do sono ligada a cada centro, As pessoas com ênfase no centro Basal são pouco despertas. Dormem de dez a doze horas por dia, deitadas sobre o ventre. É um centro que tem como função dinamizar a força de coesão da matéria física e, de certo modo, dirige o corpo etérico em sua ação sobre o físico.

Está relacionado a uma atividade subconsciente, com a respiração sob a forma apana, ou seja, com a energia descendente. Classicamente, também se estabelece uma relação dos chakras com as glândulas, mas na minha opinião, essas relações com o corpo devem ser vistas com relatividade. Por outro lado, é muito interessante ver todas as relações com os planetas e os elementos.

Os textos tradicionais dizem que no funcionamento desequilibrado Basal, quando se encontra muito ligado à matéria, verifica-se um vazio de energia.

Pessoas com falta de energia nesse chakra não acreditam muito em si, têm sensações orgânicas surdas, isto é, são pessoas com poucas sensações corporais, influenciáveis e com falta de personalidade.

 Por outro lado, pessoas com excesso dessa energia trabalham em demasia, estão muito identificadas a matéria, são cúpidas, ávidas e invejosas. Podem ser fanáticas, basearem-se em falsos conhecimentos, isto é, conhecimentos orientados apenas na procura de satisfação material e na inflação do pequeno eu.

Quando essa energia é liberada, precisamos encontrar um equilíbrio na vida ativa, trabalhar com alegria, ter amor pela terra e por tudo que diz respeito ao reino mineral, como por exemplo, os cristais e a química metálica.

 Num sentido amplo é um centro que pede o domínio da matéria e não mais ser prisioneiro dela. Pede que a matéria esteja a nosso serviço e não nós a serviço dela. Indica que precisamos adquirir uma liberdade na forma.

O centro Basal tem uma ação positiva, ou seja, exteriorizada, no homem e negativa, interiorizada, na mulher. E um centro que dinamiza o homem para ir em direção ao mundo exterior e a mulher em direção ao plano interior ou a gestação, que é uma criação em seu próprio interior.

À medida que formos percorrendo os centros, veremos uma inversão de polaridade entre o masculino e o feminino nos cinco primeiros centros. É interessante compreender essa inversão nas relações homem e mulher.

Nos cinco centros inferiores a relação masculino feminino tende, de certa maneira, a equilibrar as energias. Daí, advêm a possibilidade da Ioga tântrica sexual, pois as ações energéticas dominantes são contrárias no feminino e no masculino.

O mantra que a Tradição hindu relaciona ao centro Basal é Lam, que se pronuncia Lang.

As lâminas do Tarô podem ser associadas aos chakras. Ao Basal correspondem 1 - O Mago, II - A Papisa e III- A Imperatriz.

Para terminar a exposição desse chakra darei um último elemento. Trata-se de um mantra ocidental bastante conhecido: a oração cristã do Pai Nosso. Cada uma das proposições do Pai Nosso corresponde a um determinado chakra. A frase que corresponde ao centro Basal é “livrai-nos do mal”, a sentença final do Pai Nosso.

Intercâmbio
Aluno. O que acontece com a pessoa que quebrou o cóccix?
Patrick: Muitas coisas são possíveis. Pode ou não haver um bloqueio da energia. E preciso fazer uma distinção entre o que se refere à energia e o que se refere à estrutura da matéria. Quando um órgão é retirado numa cirurgia, ele não se encontra mais no corpo físico, mas sua função energética permanece.

A: Pergunto isso porque não tenho cóccix, caído cavalo e ele esfacelou-se e porque uma professora de um trabalho espiritual que fiz afirmou que pessoas com lesões na coluna vertebral podem esquecer qualquer trabalho espiritual para o resto da vida. Achei isso uma estupidez, mas
P: Eu também acho. Houve pessoas corcundas e tortas que chegaram a níveis muito altos de realização.
No organismo quando uma porta é fechada, pode-se ficar bloqueado diante dela, mas também é possível achar outra porta ou sair pela janela. Sempre existem lugares alternativos de passagem e de compensação.

A: O chakra Sacral o substitui?
P: Sem dúvida. O Sacral tem a mesma energia do cóccix pois ambos estão intimamente ligados. Ele amplificará a energia ligada ao cóccix. Sempre há soluções de substituição. E preciso compreender a energia do ponto de vista simbólico.

Ao afirmarmos que o centro Muladhara, por exemplo, está ligado ao organismo, entendam que está ligado a um espaço simbólico. Ele está ligado à parte baixa da nossa coluna vertebral, enquanto espaço, mas trata-se do espaço interior.

 O espaço interior sempre existirá, quer o cóccix tenha sido quebrado ou não. E assim que essa questão deve ser compreendida e não de um modo estritamente material. A visão muito formal dos chakras é, a meu ver, totalmente ilusória, estúpida.

As pessoas que dizem: “vou abrir esse seu chakra” será que sabem o que é e onde se localiza o chakra Basal? Acredito que não passam de papagaios sabidos que leram num livro alguma definição do centro Basal, localizando-o na parte inferior da coluna. Acontece que o centro Basal é todo o corpo, é toda a função etérica do corpo e não apenas um ponto. Simbolicamente, é a parte mais baixa em contato com a terra, com a matéria.

 Para pessoas que freqüentemente se sentam no chão e consideram suas pernas apenas como apêndices da coluna vertebral, o ponto mais baixo é o cóccix, mas para outros, o centro Basal poderia ser localizado na planta dos pés.

É preciso relativizar muito as coisas. Se os chakras estivessem apenas onde os hindus os localizam só haveriam iluminados entre eles, pois seres pertencentes a outras Tradições, que vêem essa mesma coerência simbólica de outra maneira, não poderiam sentir as mesmas coisas.

Por outro lado, sem dúvida há lugares de ressonância no corpo. Num certo nível, portanto, esses chakras existem, mas enquanto função vibratória e, na minha opinião, são independentes de uma estrutura óssea. Por exemplo, em certos momentos determinadas vibrações ou percepções do corpo podem ser sentidas, o que não implica obrigatoriamente no fato de se ter ou não o cóccix.

As coisas devem sempre ser vistas de maneira global e paradoxal. Se num certo nível tudo isso não existe, ao menos do modo como o imaginamos, num outro poderá corresponder a uma realidade e uma experiência bem definida.

A: Afinal onde está o chakra Basal?
P: É tudo aquilo que chamei de corpo etérico.

A: Na Árvore da Vida, o Basal está ligado a Binah, que corresponde a Saturno, à vida, mas nas suas colocações você relaciona o Basal com a forma, com a matéria. Não entendi.

P: O centro etérico, o Basal, é o corpo que serve de molde para a criação do corpo físico. Ele é um centro etérico ligado à vida, uma vez que é a matriz subjacente a nossa vida física.
A: Em nosso corpo, o Basal está ligado à matéria ou à vida?
P: Ele não está ligado à matéria, ele faz a relação entre a vida e a matéria, o que é bem diferente. A matéria é o cadáver e o Basal permite que haja vida na matéria. Ele está, portanto, relacionado à forma e à matéria, pois irá possibilitar a morfologia mas, ao mesmo tempo, fará a ligação desta com a vida. Todos esses centros são sutis, eles não são a matéria.

A: O esquema em que se liga o chakra Basal ao etérico, o Sacral à Luz, o Umbilical ao calor, o Cardíaco ao astral, e assim por diante, faz referência a um outro corpo que não o físico?

P: São éteres de criação, constitutivos do corpo físico. Em termos estritos do corpo físico, pode-se dizer que os chakras não existem. O que existe no corpo físico são os plexos nervosos cujos nomes citei. Por exemplo, quando se sente o chakra Umbilical vibrar, na verdade não é o chakra que vibra mas o plexo solar.

No corpo físico existem estruturas físicas em exata correspondência com os chakras, mas no seu sentido real, os chakras dizem respeito ao corpo Sutil.

As verdadeiras correspondências do corpo Sutil são de natureza planetária. Quando estabelecemos correspondências com os éteres Mental, Astral, Calor, e assim por diante, referimo-nos muito mais ao
plano Causal. Já vimos que há vários corpos e, de certo modo, cada um desses corpos tem seus respectivos chakras.

A: Você falou que no mantra ocidental do Pai Nosso a frase que corresponde ao chakra Basal é “livrai-nos do mal”. Quando se trabalha com um mantra de outra Tradição, trabalha-se com o som que suponho pertencer a um nível de experiência no qual não há o problema do inconsciente coletivo, da estrutura sócio-cultural. Gostaria de saber se trabalhar apenas com sons, que são em si mesmos energias, traz também incompatibilidades?

P: Podemos trabalhar com o som utilizando, por exemplo, mantras hindus, O problema é que não se pronuncia da mesma maneira que se escreve. Se quisermos fazer uma experiência com mantras hindus precisamos trabalhar com pessoas ligadas a aquela Tradição. Trabalhar mantras vocalizando-os equivocadamente não produz resultado algum e é fácil nos enganarmos e sermos enganados.

É preciso recorrer aos campos culturais específicos. Poderíamos, por exemplo, fazer a invocação de um gênio planetário, do anjo de Saturno na Tradição judaica, que também é um mantra, mas seria preciso saber pronunciar corretamente seu nome em hebraico. Os mantras são sons de poder, que precisam ser vibrados de maneira correta.

A: Se eu empregar a frase “livrai-nos do mal” como um mantra, estarei condicionado ao que isso quer dizer em minha educação religiosa. O mantra, no entanto, é apenas um som, mais impessoal, e possibilita tocar melhor a energia.

P: Na minha opinião podemos tocar a energia de todas as maneiras, tanto com “livrai-nos do mal” como através de outros mantras. Não se trata tanto do que se diz, mas do sentimento gerado pelo que se diz, seja um mantra ou frases como as do Pai Nosso.

A: Se eu entendi bem, poderíamos então criar nosso próprio mantra sem seguir, necessariamente, qualquer Tradição?
P: Sem dúvida, mas sob a condição de estar na ressonância correta da energia.

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