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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Carta para uma amiga que foi traida e abandonada






                
Maria Lucia Campos e Dharma Dhannyael

Que a Força e a coragem para recomeçar de todas as Deusas, de mulheres do mundo te leve em direção à liberdade que é felicidade.


Querida amiga, eu sei que você  está sofrendo muito neste momento de perda, traição, abandono e separação.

Você queimou seus navios, a fonte da sua alegria secou, e ficou assim, caída na beira da estrada sem esperança, sem ilusões, sem alegria, como um bicho abandonado.

A alegria é filha da esperança, tem as asas do entusiasmo e segue  de mãos dadas com a Liberdade

Eu sei que você perdeu  a confiança nos homens, não acredita mais em você, na sua capacidade de reconstruir sua vida, de encontrar alguém que te ame e de começar tudo de novo.

Hoje você está no escuro perdeu o contato com a luz da alegria.

Será que ele é a sua luz?
Como você vivia antes?
 Ou ficou cega de amor, depois que ele entrou em sua vida?

Ficou cega de amor, e paralisada e esqueceu dos seus sonhos, da sua criança, e perdeu o poder de ascender a chama do entusiasmo para sua luta diária.

Você ficou cega e prisioneira deste amor, escrava daquele que poderia ter sido a sua liberdade.

O pássaro preso perdeu suas asas, esqueceu como voa.

Como era sua vida  antes de conhecer o seu ex...? 

Agora, você precisar ser sua melhor amiga. Buscar a sua Força na Esperança e   continuar vivendo e tecendo o seu destino, os seus sonhos com as suas próprias mãos.

Você ficou cega porque perdeu o contato com o espelho da sua Alma. 
Será que você esperava ver nos olhos dele aprovação, amor,  e carinho e esperança.

“Te dei meus olhos para tomares conta. Agora conta como hei de partir".  o que vou fazer”

Eu sei que sua auto estima foi diminuindo   e você tornou-se carente, pedinte, e perdeu os “encantos” esperando que ele ascendesse o fogo da beleza , da força da sua Alma.

"Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir"

Você deixou tudo que amava, seus amigos, seus estudos, os lugares que freqüentava e passou a ser uma sombra dele para agradá-lo, para servi-lo.

E foi se tornando uma escrava, sem energia, sem vida, sem alegria, pobre, faminta de amor, de atenção.

 A fonte da vida da alegria foi ficando vazia.
E você começou a esperar o amor, e a ser cada dia mais submissa como um zumbi.

Será que ele deixou de te amar?
Essa não é a mulher que ele conheceu, e tudo foi acabando, morrendo.

O jardim do amor ficou deserto?
Ninguém pode amar o outro, se não consegue se amar.

Quando o outro vai embora, vivemos o luto,
E sem culpa choramos nosso amor.
 E uma parte nossa morre com ele, mas...
Renascemos das cinzas.
E a vida contínua...
Ninguém vai enterrado com o  morto amado.
Você não pode morrer para a vida , para seus sonhos.

Ele foi importante, mas ontem... Esse homem que que  te abandonou não é o homem que você conheceu e amou.

Esse é um desconhecido, você não pode minar sua vida, virar um fantasma daquela que você já foi,  por um ex-tranho.

Aquilo que não nos mata, nos torna mais forte.

 
Ou será que você foi vítima da violência silenciosa e  psicológica?
“Violência psicológica é toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano à auto-estima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa.
Inclui: ameaças, humilhações, tortura, chantagem, cobranças de comportamento, discriminação, exploração, crítica pelo desempenho sexual, crítica da beleza e do corpo físico, não deixar a pessoa sair de casa, provocando o isolamento de amigos e familiares, ou impedir que ela utilize o seu próprio dinheiro. Dentre as modalidades de violência, é a mais difícil de ser identificada.
Apesar de ser bastante freqüente, ela pode levar a pessoa a se sentir desvalorizada, sofrer de ansiedade e adoecer com facilidade, situações que se arrastam durante muito tempo e, se agravadas, podem levar a pessoa a provocar suicídio. (Brasil, 2001)”
“Assim, as formas de violência psicológica doméstica nem  sempre são identificáveis pela vítima.
 Elas podem aparecer diluídas, ou seja, não serem reconhecidas como tal por estarem associadas a fenômenos emocionais freqüentemente agravados por fatores tais como: o álcool, a perda do emprego, problemas com os filhos, sofrimento ou morte de familiares e outras situações de crise.
A violência psicológica está presente em todas as várias categorias. Vale destacar que a categoria violência doméstica física e psicológica foi criada mediante o relato das vítimas, por meio do qual eram descritas, ao profissional do CEVIC, além da violência física (tais como socos, arranhões, puxões de cabelo, arremesso de objetos, chutes, tapas e beliscões), as humilhações, a desqualificação.

 Muitas vezes, a vítima era mantida trancafiada dentro de casa, sendo ridicularizada perante os amigos (dele), a família (dele), e desautorizada perante os filhos, bem como também sofria diversas formas de ameaça.

Será que você  quando criança foi vítima de violência psicologia dentro de casa?
“De modo geral, as conseqüências da violência doméstica em crianças, segundo Miller (2002), são: ansiedade, que pode desencadear sintomas físicos, como dores de cabeça, úlceras, erupções cutâneas ou ainda problemas de audição e fala; dificuldades de aprendizagem; preocupação excessiva; dificuldades de concentração; medo de acidentes; sentimento de culpa por não ter como cessar a violência e por sentir afeto (amor e ódio) pelo agressor; medo de separar-se da mãe para ir à escola ou a outras atividades cotidianas; baixa auto-estima; depressão e suicídio; comportamentos delinqüentes (fuga de casa, uso de drogas, álcool etc.); problemas psiquiátricos.
Para a Organização Mundial de Saúde (1998), a violência psicológica ou mental inclui: ofensa verbal de forma repetida, reclusão ou privação de recursos materiais, financeiros e pessoais.

 Para algumas mulheres, as ofensas constantes e a tirania constituem uma agressão emocional tão grave quanto as físicas, porque abalam a auto-estima, segurança e confiança em si mesma. Um único episódio de violência física pode intensificar o impacto e significado da violência psicológica.
 Para as mulheres, o pior da violência psicológica não é a violência em si, mas a tortura mental e convivência com o medo e terror.
 Por isso, este tipo de violência deve ser analisado como um grave problema de saúde pública e, como tal, merece espaço de discussão, ampliação da prevenção e criação de políticas públicas específicas para o seu enfrentamento
Este movimento da violência é sutil e, muitas vezes, imperceptível para ambos - agressor e vítima - e, com freqüência, a vítima tende a justificar o padrão de comportamento de seu agressor, o que a torna, de certa forma, conivente com ele.
 São comuns falas como estas: "Ele estava nervoso, não fez porque quis"; "Ele tinha bebido um pouco; se estivesse sóbrio não o faria"; "Ele tinha razão de ficar chateado, pois o meu vestido não estava bom"; "Eu deveria estar pronta. Pelo meu atraso, ele ficou irritado e fez o que fez...".
Tais falas são formas de legitimar as atitudes do agressor, contribuindo para que a violência se instale e avance ainda mais.
Para Verardo (2004), perceber que está vivendo uma situação de violência pode ser difícil para algumas mulheres.

 Muitas acabam se enganando e fingindo que aquela violência toda não está realmente acontecendo.
Faz parte da própria situação de violência que a mulher interiorize opiniões do companheiro sobre si reforçando, ainda mais, sua baixa auto-estima, agravando a situação.
 Outras não só interiorizam as opiniões do companheiro, como absorvem desejos e vontades que a ele pertencem, anulando os seus. Quando chega nesse ponto, ela e o companheiro são um só, afirma a pesquisadora.
É importante enfatizar que a violência psicológica causa, por si só, graves problemas de natureza emocional e física.
 Independentemente de sua relação com a violência física, a violência psicológica deve ser identificada, em especial pelos profissionais que atuam nos serviços públicos, sejam estes de saúde, segurança ou educação.
 Não raro, são detectadas situações graves de saúde, fruto do sofrimento psicológico, dentre as quais se destacam: dores crônicas (costas, cabeça, pernas, braços etc), síndrome do pânico, depressão, tentativa de suicídio e distúrbios alimentares.
 Como já dito anteriormente, isso significa que a violência psicológica deve ser enfrentada como um problema de saúde pública pelos profissionais que ali atuam, independentemente de eclodir ou não a violência física.
O único material encontrado, que faz referência ao processo da violência psicológica doméstica em vítimas adultas como um continuum crescente, é de autoria de Berly (1982 apud Azevedo & Guerra, 2001, p.34), e permite identificar uma listagem de condutas abusivas, quais sejam: caçoa da mulher; insulta-a; nega seu universo afetivo; jamais aprova as realizações da mulher; grita com ela; insulta-a repetidamente (em particular);
 culpa-a por todos os problemas da família; chama-a de louca, puta, estúpida etc; ameaça-a com violência; critica-a como mãe, amante e profissional; exige toda atenção da mulher, competindo zelosamente com os filhos; critica-a reiteradamente (em público); conta-lhe suas aventuras com outras mulheres;
ameaça-a com violência a ser dirigida aos filhos; diz que fica com a mulher apenas porque ela não pode viver sem ele; cria um ambiente de medo; faz com que a mulher fique desesperada, sofra depressão e/ou apresente outros sintomas de enfermidade mental; suicídio.
Muito embora Berly (1982) retrate um continuum de violência psicológica que pode culminar no suicídio, não faz nenhuma referência ao fato de esta preceder a violência física.
 Pelo contrário, na pesquisa exposta no presente artigo foi constatado que existe uma estreita relação entre uma e outra.
Analisando as falas das vítimas, parece evidente que a violência psicológica é uma condição para a deflagração da violência física. Então, quando a violência física aparece, a vítima pode optar entre duas atitudes:
. A busca de ajuda num centro, como o CEVIC, ou numa delegacia;
. A contínua justificação das atitudes do companheiro e a conseqüente aceitação das agressões.
Dificilmente, a vítima procura ajuda externa nos casos de violência psicológica. A mulher tende a aceitar e justificar as atitudes do agressor, protelando a exposição de suas angústias até que uma situação de violência física, muitas vezes grave, ocorra.

· devido ao aniquilamento da auto-estima pela qual passa a vítima, o profissional tem condições de propiciar o resgate da mesma, uma vez que oportuniza um espaço de escuta e de valorização da pessoa como um todo;
· reconhecer as conseqüências da violência pregressa nas vítimas que estão sendo revitimizadas, ou nos perpetradores da violência, pode subsidiar o profissional a encontrar (mais) saídas para as dificuldades da vítima;
· fortalecer a mulher agredida".


Espero que ela possa ser útil para muitas mulheres.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832007000100009&lng=es
Eu fiz uma pesquisa para voce sobre o tema, e depois eu continuo falando com você...
veja no meu blog

 DhannyaEL


versión impresa ISSN 1414-3283

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