Há
evidências de que existe algo no nível mental além de nossas mentes comuns,
individuais, e isso pode ser percebido no processo criativo. Jung chamou-o de
“inconsciente coletivo”, mas preferimos o termo “metamente”
Esse termo indica que está além de e sob - a
origem da mente comum. O inconsciente coletivo não transmite a idéia de origem,
que é da maior importância (Blakemore, 1977).
A
televisão se presta a uma analogia de todo o sistema e processo. O aparelho é o
receptor, o hardware, e, por si mesmo, não pode nos fornecer informações
sobre o programa que estamos olhando, os comerciais, a programação de
determinado canal, o diretor etc. Tudo isso é exterior à operação da televisão.
Sem o aparelho físico não poderíamos ter a
recepção de qualquer programa, mas sem todas as estações e suas transmissões, o
aparelho apresentaria apenas estática.
Tanto o aparelho quanto o processo de
transmissão precisam de energia eletromagnética para funcionar. Nesta analogia,
o aparelho representa o cérebro físico, os programas e os comerciais
representam a atividade da mente, e a energia eletromagnética simboliza aquilo
que permite que o cérebro e a mente operem.
Avançando um pouco mais nesta analogia, a
energia eletromagnética representa o “material” subjacente, a “metamente”, necessário
à atividade de nossa mente.
As
tradições orientais veem a mente de um modo totalmente diferente do ocidental.
De
acordo com Swami Muktananda (1976) “A mente é o corpo do Eut e
também “a mente nada é senão um pulsar de consciência”.




