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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Quíron em Capricórnio e na Décima Casa.






Quíron em Capricórnio e na Décima Casa.

"A 10° casa refere-se a questões que envolvem um dos genitores. Nossa atitude para com o mundo “lá fora” e as figuras de autoridade é fortemente influenciada pelo tipo de vínculo estabelecido com nossa mãe, cujas qualidades costumam estar simbolizadas neste campo.

 Saturno é o regente natural da 10° casa, e sabemos ser a mãe aquela que nos fornece o primeiro sentido de limite. Além disso, em nossa cultura, muitas mulheres viveram, até pouco tempo, o princípio saturniano através de seus maridos recebendo deles os seus papéis, estabelecendo contato com o mundo através deles e utilizando até mesmo seus sobrenomes.

 Por conseguinte, a 10° casa pode descrever as ambições inconscientes da mãe, suas aspirações ao sucesso, à independência e ao poder; se este for o caso, sua vida não-vivida e suas ambições frustradas poderão nos afetar profundamente.

A 10° casa descreve nosso lugar natural no mundo, nossa herança e a forma pela qual procuramos expressá-la. Relaciona- se também com as leis, as instituições, as estruturas da sociedade e o mundo material; em nível mais profundo, mostra a maneira pela qual pretendemos realizar nossas potencialidades, manifestar nossa individualidade e participar do mundo.

 Quando Quíron encontra-se em Capricórnio ou na 10° casa, é comum sentirmos dificuldades em estabelecer e concretizar nossos objetivos, bem como em definir nosso lugar dentro da sociedade.
 E necessário termos paciência em nossa ânsia de descobrir uma vocação com a qual podemos contribuir para o mundo, pois é possível que só se manifeste tardiamente, precedida de inúmeras e falsas oportunidades.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Quíron e o Xamanismo - Mitos e simbolos







"O Centauro  Quíron e o Xamanismo - Mitos e Símbolos"

Veja no seu mapa astral onde se encontra Quirón


XAMANISMO: PERSPECTIVA HISTÓRICA E CULTURAL

Dentro de um contexto histórico, o xamanismo floresceu no Paleolítico em povos caçadores e coletores; nos dias atuais, são poucas as culturas primariamente xamânicas que ainda sobrevivem, à exceção de certas tribos nativas da África e das Américas.

Historicamente, portanto, o período xamânico caracteriza-se por um tipo de vida tribal, estando a individualidade de cada homem inserida dentro de uma totalidade que abrangia sua família e seus antepassados, bem como o mundo da natureza e, inclusive, a vida como um todo, sendo esta quase sempre percebida como reflexo de várias divindades cosmológicas.

 Por conseguinte, a individualidade de uma pessoa não existe como entidade isolada, porém adquire sua validade quando considerada em relação à comunidade e à posição que nela ocupa. Nossa ferida é exatamente essa inexistência de relação e constitui, pois, a doença da qual padece a nossa sociedade ocidental industrializada. Jung expressa essa  situação de modo comovente:

À medida que foram se ampliando os conhecimentos científicos, nosso mundo tornou-se desumanizado. O homem sente-se isolado no cosmo porque não está mais inserido na natureza e perdeu sua “identidade inconsciente” emocional com os fenômenos naturais.

Estes, com efeito, perderam lentamente suas implicações simbólicas. O trovão já não mais representa a voz de um deus encolerizado, e os raios tampouco constituem-se numa arma por ele usada em sua vingança.

Não há mais nenhum rio que contenha um espírito, nenhuma árvore que simbolize a sabedoria, nenhuma gruta que abrigue um grande demônio. O homem já não ouve mais nenhuma voz emitida pelas pedras, plantas e animais, nem fala com eles acreditando que possam ouvi-lo.

Seu contato com a natureza esvaiu-se, e junto com esta perda foi-se também a profunda energia emocional suprida por essa conexão simbólica.