A lei e o Poder da mente
Dentro de minha mente, só eu penso.
Você também é o único que pensa dentro de sua mente. Ninguém pode nos forçar a pensar de maneira igual ou diferente. Cada um escolhe seus pensamentos, os quais constituem a base para o diálogo interior.
Quando passei a prestar mais atenção a esse processo, comecei a observar minhas palavras e pensamentos, repetindo constantemente a mim mesma que devia me desculpar por não ser perfeita.
Assim, permiti-me ser eu mesma em vez de ficar lutando para ser uma super pessoa que talvez só seja aceitável aos olhos dos outros. Foi a partir daí que comecei a viver o que ensinava.
Quando realmente passei a confiar na vida e a ver o mundo como um lugar amigo, tornei-me muito mais disposta. Meu humor ficou bem mais engraçado e menos sarcástico.
Trabalhei muito para soltar de mim o hábito de criticar e julgar a mim mesma e aos outros e parei de contar histórias tristes, repletas de desastres.
E impressionante como todos nós temos a mania de espalhar rapidamente as más notícias. Uma das atitudes que tomei enquanto tentava me modificar foi parar de ler os vespertinos e assistir ao último telejornal da noite, pois todas as reportagens falavam de desastres e violência, havendo muito pouco de bom nelas.
A propósito, já notei que a maioria das pessoas gosta mesmo é das más notícias. Adoram ouvi-las para terem do que reclamar. O pior é que muitos ficam reciclando as histórias negativas e acabam acreditando que neste mundo só existe o mal.
Quando tive câncer, propus-me a parar de fofocar e, para minha surpresa, descobri que praticamente não tinha nada a dizer a ninguém.
Dei-me conta de que sempre que eu me encontrava com uma amiga começava imediatamente a comentar a sujeira dos outros.
Pouco a pouco fui descobrindo que havia um outro modo de conversar, mas devo confessar que foi difícil superar esse mau hábito. Conscientizei-me também de que, se eu fofocava sobre outras pessoas, elas provavelmente fofocavam sobre mim, pois o que se faz volta.
Sob essa nova visão, passei a prestar maior atenção às pessoas que eu atendia concentrando-me mais nas palavras do que no tom geral da conversa.














